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Autor: Portal Veloz

SP amplia período de redução do fornecimento de água para 10 horas

O governo de São Paulo anunciou nesta sexta-feira (19) a ampliação do período sem abastecimento de água na região metropolitana de 8 para 10 horas. A medida, segundo o governo, é para preservar o nível dos mananciais. O período de redução da pressão da água passará a valer das 19h às 5h. Algumas localidades terão de lidar ainda com horários pontuais de redução durante o dia. O comitê, formado pela agência Arsesp (que regula os serviços públicos) e a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), não informou quais áreas serão afetadas e as condições para adoção da medida. A ampliação vem em meio a uma das semanas mais secas do ano, com alerta para queimadas em todo o estado e em algumas áreas de preservação, como a de Cruzeiro, com incêndios persistentes durante dias. Em agosto, a média de chuvas no sistema que abastece os 20 milhões de habitantes da região metropolitana foi de menos de um terço da média histórica, que é de cerca de 30 mm na região. O período de secas, que costuma encerrar em meados de setembro, ainda não deu sinais de término. A primeira fase da regulação do fornecimento de água foi implantada em 27 de agosto. De acordo com a Sabesp, foram economizados 7,25 bilhões de litros de água até agora, suficientes para atender cerca de 800 mil pessoas durante um mês. “No entanto, diante dos eventos climáticos e cenário de chuvas abaixo do esperado, foi preciso ampliar o período para a recuperação dos reservatórios. O quadro reforça a importância do monitoramento constante e da atenção às variações climáticas que impactam diretamente o equilíbrio hídrico e a segurança do abastecimento”, diz a nota do comitê. O boletim de monitoramento aponta que o Sistema Integrado Metropolitano (SIM) opera hoje com 32,8% do volume útil, índice 7,7 pontos percentuais inferior ao registrado em 2021. Os sistemas Cantareira e Alto Tietê, que concentram cerca de 80% da capacidade do sistema, registram 30,3% e 26,1% de armazenamento, respectivamente. A média de queda na última semana foi de 0,26% ao dia.   Fonte: Agência Brasil Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

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Haddad não vai à ONU para acompanhar possível votação de isenção do IR

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta sexta-feira (19) que não irá a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que ocorrerá de 22 a 26 de setembro, nos Estados Unidos, em razão da possibilidade de o Congresso Nacional colocar em votação a reforma do imposto de renda. “Eu vou permanecer no Brasil em virtude dessa possibilidade. Nós entendemos que, possivelmente, os líderes se reúnam na Câmara [dos Deputados] para julgar a conveniência e a oportunidade de levar a plenário na semana que vem. Eu estou ficando [no Brasil] um pouco em função disso”, afirmou, em entrevista na capital paulista. A Câmara dos Deputados poderá colocar em votação o projeto de lei que isenta do Imposto de Renda (IR) quem ganha até R$ 5 mil. A matéria prevê também redução parcial do imposto para quem recebe entre R$ 5 mil e R$ 7.350. Estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) estima que a mudança pode ampliar de 10 milhões para 20 milhões o total de trabalhadores isentos. Já a redução parcial deve alcançar 16 milhões de pessoas. Atualmente, é isento de pagar o imposto de renda quem ganha até dois salários mínimos (R$ 3.036 por mês). Em agosto, a Câmara dos Deputados aprovou, por unanimidade, o requerimento de urgência do projeto de lei, ou seja, o que possibilita o texto ser votado em plenário. Padilha Nesta tarde, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, decidiu não integrar a comitiva brasileira que vai aos Estados Unidos para a assembleia das Nações Unidas. Em nota, o Ministério da Saúde afirma que a decisão foi tomada após o governo de Donald Trump impor restrições ao visto do ministro. O visto concedido pelos Estados Unidos só permitiria que Padilha fizesses deslocamentos restritos do hotel para a ONU, além de instalações médicas em caso de emergência. Em agosto, o governo Trump cancelou o visto da esposa e da filha de 10 anos de Padilha. À época, o ministro estava com o visto vencido desde 2024 e, portanto, não era passível de cancelamento.   Fonte: Agência Brasil Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

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Flamengo enfrenta Estudiantes pela Libertadores no Maracanã

O Flamengo inicia a disputa por um lugar nas semifinais da Copa Libertadores da América. O clube brasileiro enfrenta o Estudiantes de La Plata (Argentina), nesta quinta-feira (18), a partir das 21h30 (horário de Brasília), no estádio do Maracanã. O confronto contará com transmissão ao vivo da Rádio Nacional. 🏆 Quartas de Final da @libertadores 🆚 Estudiantes-ARG 🏟️ Maracanã#PróximaPartida pic.twitter.com/77GlcNjDL5 — Flamengo (@Flamengo) September 17, 2025 O Rubro-Negro da Gávea vive grande momento. Não perde há 9 jogos, desde a derrota por 1 a 0, em 31 de julho, no primeiro jogo das oitavas da Copa do Brasil, no próprio Maracanã para o Atlético-MG. De lá para cá, o Flamengo soma sete vitórias e dois empates. O último triunfo foi em Caxias do Sul-RS, por 2 a 0, contra o Juventude, pelo Campeonato Brasileiro, competição liderada pelo Rubro-Negro. “Quartas da Libertadores, depois de uma temporada incrível como estamos fazendo. Claro que é o jogo mais importante do ano”, destacou Filipe Luís sobre o confronto desta quinta-feira. Para este confronto, o Rubro-Negro deve contar com o retorno de Bruno Henrique, mas o atacante deve começar a partida no banco. Já os recuperados Varela e Jorginho devem começar como titulares. Foco na @LibertadoresBR #treino pic.twitter.com/zAV4HlDQJS — Flamengo (@Flamengo) September 17, 2025 Desta forma, a provável escalação do Flamengo para enfrentar o Estudiantes é: Rossi; Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira e Ayrton Lucas; Saúl, Jorginho e Arrascaeta; Plata, Pedro e Samuel Lino.   Fonte: Agência Brasil Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

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Rio Tietê continua vulnerável apesar de redução da mancha de poluição

O Rio Tietê continua vulnerável, apesar da redução de 15,9% da sua mancha de poluição – extensão de água imprópria para usos múltiplos -, passando de 207 quilômetros (km) em 2024 para 174 km em 2025. Apenas um ponto analisado pela Fundação SOS Mata Atlântica em toda a bacia do Tietê apresentou água de condição boa. Considerando as coletas realizadas neste ano, a maioria permanece regular, ruim ou péssima. A conclusão é da mais recente edição do estudo Observando o Tietê, lançado às vésperas do Dia do Rio Tietê, em 22 de setembro, o maior rio paulista. Com 1,1 mil quilômetros da nascente à foz, o Tietê atravessa o estado de São Paulo de leste a oeste e corta áreas urbanas, industriais, de geração de energia hidrelétrica e de produção agropecuária. “Analisando os resultados obtidos neste relatório, podemos perceber que ainda há grande estagnação em relação à melhoria da qualidade da água dos nossos rios. Não tivemos grandes melhorias a não ser a redução da mancha de poluição em relação ao ano passado, mas que ainda está maior do que em anos anteriores”, disse Gustavo Veronesi, coordenador do projeto Observando os Rios na SOS Mata Atlântica. Com base no número de pontos monitorados em toda a bacia do Tietê, os classificados como de boa qualidade representam 1,8% do total, enquanto a maioria se manteve entre as categorias regular (61,8%), ruim (27,3%) ou péssima (9,1%). Mais uma vez, não houve pontos classificados como ótimos. No total, foram analisados 55 pontos em 41 rios da bacia do Tietê, com base no Índice de Qualidade da Água (IQA) – indicador que considera parâmetros físicos, químicos e biológicos (como oxigênio dissolvido, coliformes fecais, turbidez, fosfato, nitrato), além de pH, e classifica a água em cinco categorias (ótima, boa, regular, ruim ou péssima). A bacia do Tietê abrange 265 municípios, em um total de mais de 9 milhões de hectares – 79% inseridos no bioma Mata Atlântica. Os dados, segundo a SOS Mata Atlântica, revelam que a bacia viveu um ciclo de recuperação entre 2016 e 2021, quando a qualidade regular e boa da água aumentou e a mancha de poluição, que é medida especificamente no Rio Tietê, chegou ao menor patamar recente, com 85 km. A partir de 2022, no entanto, essa trajetória positiva se inverteu, já que a mancha voltou a crescer, atingindo o pico de 207 km em 2024, enquanto os trechos de água boa na bacia diminuíram. “Quando olhamos para a série histórica, percebemos que a piora em 2024 não foi um ponto isolado, mas o agravamento de uma tendência de retrocesso iniciada em 2022. Apesar de oscilações anuais, a qualidade do Tietê permanece altamente vulnerável e não há sinais consistentes de recuperação duradoura”, afirmou Veronesi. Perda da água boa A perda significativa de água de boa qualidade ao longo do rio é motivo de preocupação. No trecho do Tietê que fica entre a nascente, em Salesópolis, e Barra Bonita – que corresponde aos primeiros 576 km do rio –, o relatório aponta que 120 km apresentaram qualidade ruim (contra 131 km em 2024) e outros 54 km foram classificados como péssimos (eram 76 km no ano anterior). No entanto, a água de boa qualidade se restringiu a apenas 34 km, entre Salesópolis e Biritiba Mirim, redução de mais de 70% em relação aos 119 km registrados em 2024. A condição regular avançou para 368 km, frente a 250 km no ano passado. A avaliação da SOS Mata Atlântica é que, embora o predomínio da condição regular represente avanço em relação a cenários anteriores, essa classificação ainda impõe restrições aos usos múltiplos da água e evidencia a elevada vulnerabilidade do rio. Segundo Veronesi, a qualidade permanece altamente suscetível a variações climáticas, descargas e remanescentes de esgoto tratados e não tratados, operações de barragens, efeitos de eventos extremos e acidentes ambientais, o que reforça a necessidade de vigilância contínua e a urgência de ações estruturais de despoluição. O especialista diz que a vulnerabilidade do rio é evidenciada diante de pressões adicionais, como a redução significativa das chuvas nos últimos anos (de 2.050 mm em 2010 para 1.072 mm em 2024), o que compromete a diluição de poluentes. Além disso, incidentes como o rompimento de um interceptor de esgoto na Marginal Tietê, em julho, e despejos irregulares no Rio Pinheiros e no próprio Tietê, em junho e agosto, contribuíram para anular parte dos avanços recentes. “Realmente, é muito difícil atingir a qualidade boa, porque é muito mais fácil poluir um rio do que despoluir. É um esforço gigantesco, não depende de um ou de outro, depende de um esforço da sociedade, da coletividade, e é óbvio que algumas partes têm responsabilidades maiores, principalmente os poderes públicos, estadual e municipais, e também as empresas, que também têm responsabilidade enorme nesse processo de despoluição” afirmou. Segundo ele, um dos fatores que impactam na poluição dos rios é o lixo descartado incorretamente, que acaba chegando ao Tietê. “Isso tem relação [com as empresas], porque a gente tem na lei de resíduos sólidos a logística reversa, mas ela não é aplicada na prática. Então, as empresas acabam não se responsabilizando pela embalagem que gera [essa poluição].” Ações de despoluição “A continuidade das obras de despoluição do Tietê é fundamental para que haja a redução da mancha, e isso precisa ser algo constante. Esperamos que os trabalhos continuem para que possamos, no ano que vem, dar mais uma notícia de redução, porque precisa ser um processo, não dá para acabar nunca esse cuidado com o saneamento básico, o saneamento ambiental, principalmente na Bacia do Alto Tietê, que corresponde à região metropolitana de São Paulo, com o maior aglomerado urbano da América do Sul”, disse. Ele destaca que uma parcela muito grande dessa população não é atendida pelo serviço de saneamento básico e que muitas, inclusive, não têm nem acesso à moradia digna. “A gente precisa ter justiça social, uma melhoria da qualidade das habitações, habitações mais dignas para as pessoas, para que estejam ligadas à rede de esgoto. Não dá para cobrar que as pessoas estejam ligadas

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Palmeiras supera pressão e derrota River no Monumental de Núñez

O Palmeiras abriu uma grande vantagem diante do River Plate (Argentina) na disputa por uma vaga na semifinal da Copa Libertadores da América ao vencer pelo placar de 2 a 1, na noite desta quarta-feira (17) no estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires. 💚🐷 O @Palmeiras mostrou sua força na Argentina! ☑️ Vitória por 2-1 diante do @RiverPlate e vantagem nas Quartas da CONMEBOL #Libertadores. pic.twitter.com/N6PpVLj8rb — CONMEBOL Libertadores (@LibertadoresBR) September 18, 2025 Desta forma, o Verdão pode até mesmo empatar, no jogo de volta, na próxima quarta-feira (24) a partir das 21h30 (horário de Brasília) no Allianz Parque, que garante a classificação no tempo regulamentar. A equipe comandada pelo técnico português Abel Ferreira mostrou muita coragem para fazer um ótimo primeiro tempo em um Monumental de Núñez lotado e abriu o placar logo aos 5 minutos do primeiro tempo, quando Andreas Pereira cobrou escanteio e o zagueiro Gustavo Gómez subiu com muita liberdade para cabecear com categoria para superar o goleiro Armani. O Palmeiras continuou melhor na partida e ampliou antes do intervalo. Após uma boa trama coletiva, aos 40 minutos, Flaco López lançou em profundidade Vitor Roque, que bateu na saída de Armani. 🎶 Dame un grrr!🐯 🐽 @Palmeiras 🏆 CONMEBOL #Libertadores pic.twitter.com/9Ab2Rb5Kxm — CONMEBOL Libertadores (@LibertadoresBR) September 18, 2025 No segundo tempo o River criou boas oportunidades de descontar e o Verdão segurou a pressão até os 43 minutos, quando o zagueiro Martínez Quarta bateu de fora da área para superar o goleiro Weverton. Galo empata na altitude Já na Copa Sul-Americana, o Atlético-MG ficou no 2 a 2 com o Bolívar (Bolívia) em partida disputada no estádio Hernando Siles, que fica nos 3.650 metros de altitude da cidade de La Paz. ⚽ Tudo igual! 🇧🇴🇧🇷 @Bolivar_Oficial e @Atletico empatam no primeiro jogo das Quartas da CONMEBOL #Sudamericana. pic.twitter.com/kDws0avHTG — CONMEBOL Sudamericana (@SudamericanaBR) September 18, 2025 Com a bola rolando, o Galo abriu uma vantagem de dois gols no primeiro tempo com gols de Vitor Hugo e Alexsander. Porém, Dorny Romero e Robson Matheus igualaram na etapa final.   Fonte: Agência Brasil Foto: REUTERS/Agustin Marcarian

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Câmara derruba voto secreto em PEC da Blindagem por falta de quórum

No início da madrugada desta quarta-feira (17), a Câmara dos Deputados aprovou, por insuficiência de quórum, o destaque que derrubou o voto secreto nas sessões para autorizar processos criminais contra senadores e deputados. Foram 296 votos a favor do voto secreto, mas o mínimo necessário para manter a regra era de 308 votos. Inicialmente previsto na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem, também chamada de PEC das Prerrogativas, o voto secreto acabou derrubado por falta de 12 votos para alcançar o total necessário para mudar a Constituição. Outros 174 parlamentares votaram a favor do destaque do Novo que exclui o termo “secreto” do texto. Votos Encaminhou a favor do voto secreto o bloco formado pelos partidos PL, União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, PSDB, Cidadania e Podemos. A oposição também se posicionou a favor do voto secreto. Do outro lado, encaminharam contra o voto secreto para autorizar processos penais contra senadores e deputados os partidos PT, PSOL, Rede e Novo. Os demais partidos não se posicionaram e o governo liberou a bancada. O líder da oposição Cabo Gilberto Silva (PL-PB) defendeu o voto secreto para os parlamentares não serem “chantageados” ao votar pela abertura ou não de processo criminal contra um colega. “Se alguém aqui quiser apresentar o voto, é só chegar ali e falar: ‘Eu votei assim’. É simples. Ou, então, ele filma na hora em que estiver votando. É simples”, disse o parlamentar. O deputado Helder Salomão (PT-ES), por sua vez, defendeu que o parlamentar tem obrigação de mostrar o voto e que não pode “votar às escondidas”: “O eleitor precisa do sigilo do voto, para votar com liberdade. Agora, o eleito não pode ter o direito ao sigilo do voto. Quem se elege tem que mostrar o seu posicionamento.” A PEC A PEC da Blindagem estabelece que deputados e senadores só podem ser processados criminalmente se a Câmara ou o Senado autorizarem a abertura de ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF) em até 90 dias após a apresentação da denúncia por qualquer tipo de crime. Casos de prisão em flagrante por crimes inafiançáveis, como homicídio e estupro, também precisam de autorização da Casa do parlamentar em até 24 horas. Voto secreto O texto-base da PEC da Blindagem foi aprovado em 1º e 2º turno na noite dessa terça-feira por ampla maioria, com uma votação de quebra de interstício entre as votações para suspender o prazo regimental de cinco sessões entre votações dos turnos de uma PEC. A proposta também concede foro especial no Supremo Tribunal Federal (STF) para presidentes de partidos com acento no Congresso Nacional. Pelas regras atuais, apenas tem acesso ao foro por prerrogativa de função no STF o presidente da República, o vice-presidente, deputados, senadores, ministros de Estado, integrantes de Tribunais superiores, do Tribunal de Contas da União (TCU) e embaixadores. A PEC da Blindagem ganhou força nas últimas semanas no contexto do julgamento e condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado e de medidas cautelares e processos contra parlamentares envolvidos no movimento golpista que pregou um golpe militar após as eleições presidenciais de 2022. Críticos apontam que a medida ainda dificulta o processo contra deputados investigados por desvio de dinheiro público via emendas parlamentares. Do outro lado, os defensores dizem que a PEC é uma proteção ao exercício do mandato parlamentar diante supostas “perseguições políticas” do Judiciário.    Fonte: Agência Brasil Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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Robert Redford, ícone de Hollywood e ativista ambiental, morre nos EUA

O ator e diretor Robert Redford, um dos maiores nomes da história do cinema norte-americano, faleceu durante o sono na manhã desta terça-feira (16), aos 89 anos, em sua casa em Utah, nos Estados Unidos. A informação foi confirmada por sua assessoria de imprensa. A causa da morte não foi divulgada. Redford marcou gerações tanto como astro de Hollywood quanto como cineasta e ativista. Com uma carreira que atravessou mais de cinco décadas, estrelou clássicos como Butch Cassidy (1969), Golpe de Mestre (1973), Todos os Homens do Presidente (1976) e Entre Dois Amores (1985). Foi indicado ao Oscar como ator, mas conquistou a estatueta de melhor diretor em sua estreia atrás das câmeras, com Gente como a Gente (1980), que também venceu como melhor filme. Ao longo da carreira, dirigiu ainda títulos como Nada é para Sempre (1992) e Quiz Show – A Verdade dos Bastidores (1994), ambos aclamados pela crítica. Mais do que estrela de cinema, Redford teve papel decisivo na consolidação do cinema independente americano. Em 1981, fundou o Instituto Sundance e, poucos anos depois, idealizou o Festival de Cinema de Sundance, hoje referência mundial na descoberta de novos talentos. Foi nesse palco que cineastas como Steven Soderbergh despontaram, com o sucesso Sexo, Mentiras e Videotape (1989). Em 1999, o filme brasileiro Central do Brasil, dirigido por Walter Salles, foi premiado no Festival de Sundance. A vitória no evento, um dos mais importantes do cinema independente, ajudou a impulsionar a carreira do longa, que mais tarde seria indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. No início da década de 1990, Redford e a atriz brasileira Sônia Braga viveram um relacionamento, que foi noticiado pela imprensa na época. O caso foi uma das relações mais famosas do ator, que sempre se mostrou discreto em relação a sua vida pessoal. Fora das telas, o ator também se destacou pelo ativismo ambiental. Nos anos 1970, participou de campanhas contra projetos de rodovias e usinas poluentes em Utah, conquistando vitórias que ajudaram a transformar áreas naturais em monumentos nacionais. Galã nas telas e referência de engajamento fora delas, Redford deixa um legado que vai muito além do cinema. Sua trajetória uniu glamour, consciência social e a defesa de um cinema autoral, distante dos holofotes dos grandes estúdios.   Fonte: Agência Brasil Foto: REUTERS/Gary Hershorn

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Fux cita incompetência do STF para julgar ação contra Bolsonaro

Ao abrir seu voto no julgamento contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, nesta quarta-feira (10), o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que não cabe à Corte fazer julgamento político, mas agir com cautela e responsabilidade ao decidir o que é legal sob o ponto de vista criminal. “Não compete ao Supremo Tribunal Federal realizar um juízo político do que é bom ou ruim, conveniente ou inconveniente, apropriado ou inapropriado. Compete a este tribunal afirmar o que é constitucional ou inconstitucional, legal ou ilegal”, disse Fux. O ministro acrescentou que “trata-se de missão que exige objetividade, rigor técnico e minimalismo interpretativo. A fim de não se confundir o papel do julgador com o do agente político”.  “Com a mesma cautela e responsabilidade que orientam a jurisdição constitucional, deve também o Poder Judiciário exercer sua atuação de igual maneira na esfera criminal”, afirmou Fux. A Primeira Turma do Supremo retoma nesta quarta, com o voto de Fux, o julgamento sobre uma trama golpista que teria atuado para manter Bolsonaro no poder mesmo com derrota nas eleições de 2022. Acompanhe ao vivo Fux é o terceiro a votar, depois que os ministros Alexandre de Moraes, relator da ação penal, e o ministro Flávio Dino votaram pela condenação de todos os oito réus pelos cinco crimes imputados pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Luiz Fux já indicou que vai divergir em questões preliminares e também sobre o mérito do caso. Entre as divergências está a opinião de que a competência para julgar o caso não é do Supremo, mas da primeira instância da Justiça Federal. O ministro alertou que seu voto será longo. Quem são os réus Jair Bolsonaro – ex-presidente da República; Alexandre Ramagem – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); Almir Garnier – ex-comandante da Marinha; Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal; Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa; Walter Braga Netto – ex-ministro da Defesa e candidato a vice de Bolsonaro na chapa de 2022; Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. Crimes Todos os réus respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado. A exceção é o caso do ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem que, atualmente, é deputado federal. Ele foi beneficiado com a suspensão de parte das acusações e responde somente a três dos cinco crimes. A regra está prevista na Constituição. A suspensão vale para os crimes de dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado, relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro.   Fonte: Agência Brasil Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Trama do golpe: Moraes nega cerceamento de defesa e rejeita preliminar

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes votou, nesta terça-feira (9), por rejeitar todas as questões preliminares levantadas pelas defesas dos réus na ação contra o núcleo principal de uma trama golpista cujo objetivo seria manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder, após perder as eleições em 2022. Em comum, as defesas dos oito réus na ação penal alegaram, por exemplo, o cerceamento de defesa por não terem tido tempo suficiente para analisar o grande volume de dados e documentos que foram anexados ao processo pela Polícia Federal (PF). Sobre esse ponto específico, Moraes disse que a alegação não procede, pois tais documentos ficaram vários meses à disposição. Ele disse ainda que o grande volume de dados ajuntados foram anexados ao processo à pedido das próprias defesas, que exigiram examinar materiais sem utilidade para o processo. “Não houve nenhum prejuízo à defesa”, repetiu Moraes diversas vezes ao votar pela rejeição das preliminares. Outro ponto que voltou a ser questionado pelas defesas foi a postura do próprio Moraes que, como relator, teria atuado como “juiz inquisidor” – o que seria proibido pelo ordenamento jurídico brasileiro. O ministro rebateu a acusação afirmando que também é competência do juiz buscar a produção de provas que esclareçam os fatos investigados, e que seria “inconcebível” pela legislação penal que o magistrado atuasse como “uma samambaia jurídica”. “A ideia de que o juiz deve ser uma samambaia jurídica durante o processo não tem nenhuma ligação com o sistema acusatório. Só é uma alegação esdrúxula e mais: não cabe a nenhum advogado censurar o magistrado, dizendo o número de perguntas que eles deve fazer.” O ministro também votou pela validade da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, cuja nulidade voltou a ser pedida por todas as defesas. Julgamento Nesta terça-feira (9), a Primeira Turma retoma o julgamento que pode condenar Bolsonaro e mais sete aliados por uma trama golpista que teria atuado para reverter o resultado das eleições de 2022. O grupo faz parte do núcleo crucial da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), formado pelas principais cabeças do complô.  O julgamento começou na semana passada, quando foram ouvidas as sustentações das defesas do ex-presidente e dos demais acusados, além da manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, favorável à condenação de todos os réus. A partir de hoje, será iniciada a votação que resultará na condenação ou absolvição dos réus. Foram reservadas sessões nos dias 10, 11 e 12 de setembro para finalizar o julgamento. Até a próxima sexta-feira (12), devem votar, nesse ordem: o relator, ministro Alexandre de Moraes (relator), e os ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, presidente do colegiado e que preside a sessão. Quem são os réus Jair Bolsonaro – ex-presidente da República; Alexandre Ramagem – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); Almir Garnier – ex-comandante da Marinha; Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal; Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa; Walter Braga Netto – ex-ministro da Defesa e candidato a vice de Bolsonaro na chapa de 2022; Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. Crimes Todos os réus respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado. A exceção é o caso do ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem que, atualmente, é deputado federal. Ele foi beneficiado com a suspensão de parte das acusações e responde somente a três dos cinco crimes. A regra está prevista na Constituição. A suspensão vale para os crimes de dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado, relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro.   Fonte: Agência Brasil Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Brasil enfrenta Bolívia em seu último compromisso pelas Eliminatórias

O Brasil encerra nesta terça-feira (9) a participação nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026. E o desafio será medir forças com a Bolívia, a partir das 21h30 (horário de Brasília) nos 4.150 metros de altitude da cidade de El Alto. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por CBF • Seleção Brasileira de Futebol (@brasil) Para este confronto o técnico italiano Carlo Ancelotti fará mudanças na equipe titular para evitar desgaste excessivo de algumas peças por causa da altitude: “A ideia que tenho é mudar um pouco. Estamos avaliando o cansaço dos jogadores, temos que considerar que há um componente que temos que avaliar, e isso pode mudar a estratégia do jogo, obviamente. Estou buscando informações com jogadores que já atuaram nessas condições, não tenho muita experiência. A seleção, porém, já jogou muitas vezes lá e tem experiência. A ideia que temos é mudar um pouco estratégia e também jogadores”. No entanto, o zagueiro Gabriel Magalhães, do Arsenal (Inglaterra), que foi titular na vitória de 3 a 0 sobre a Bolívia na última quinta-feira (4), diz que o Brasil deve entrar em campo para medir forças com a Bolívia sem temer os efeitos da altitude: “Não temos que pensar em altitude e, sim, que vestimos a camisa da seleção brasileira, para fazer um grande jogo e sairmos vitoriosos. Sabemos das dificuldades, mas temos também que saber o que precisamos fazer dentro de campo e estamos preparados para isso”. Com a seleção já classificada para a próxima edição da Copa do Mundo, o técnico Carlo Ancelotti tem aproveitado os últimos compromissos das Eliminatórias para conhecer melhor alguns jogadores: “O bom desta data é que conheci novos jogadores. Gostei disso, porque os novos ajudaram a equipe. Não conhecia Douglas Santos, que fez uma boa partida, gostei do Luiz Henrique. O objetivo também era conhecer jogadores. […] O que mais gostei nestes três jogos que fizemos foi a atitude da equipe. Isso é uma base muito importante para o futuro desta seleção”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por CBF • Seleção Brasileira de Futebol (@brasil) Quem pode receber uma oportunidade no time titular do Brasil diante dos bolivianos é o atacante Luiz Henrique, que brilhou ao entrar no segundo tempo diante do Chile. Uma possível formação da seleção para o jogo desta terça é: Alisson; Wesley, Fabrício Bruno, Alex e Caio Henrique; Andrey Santos, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Luiz Henrique, Samuel Lino e Richarlison.   Fonte: Agência Brasil Foto: Rafael Ribeiro/CBF

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