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Após queda de Maduro, Conselho de Segurança da ONU se reúne com participação do Brasil

Secretário-geral da ONU diz estar ‘profundamente alarmado’ e alerta para risco de violação do direito internacional

O CSNU (Conselho de Segurança das Nações Unidas) se reunirá de forma extraordinária nesta segunda-feira (5), às 12h (horário de Brasília), para debater a situação da Venezuela após a operação dos Estados Unidos que resultou na queda do ditador Nicolás Maduro. O encontro foi solicitado pela Colômbia, com apoio de Rússia e China, e o Brasil deve participar.

O horário da reunião consta na agenda do CSNU sob o título “Ameaças à paz e segurança internacionais”. É o país presidente do Conselho que define o cronograma do órgão, que atualmente é a Somália. Um diplomata brasileiro observa, na condição de anonimato, que mudanças de horário podem ocorrer e que é normal.

A reunião reunirá representantes dos 15 membros e será transmitida pela TV da ONU. Órgão máximo de decisão, o CSNU é composto por 15 países, sendo cinco deles com assento permanente e dez com vagas rotativas. Os membros permanentes são China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia — todos têm poder de veto.

A secretária-geral das Relações Exteriores do Itamaraty, Maria Laura da Rocha, afirmou que o Brasil vai participar da reunião extraordinária do Conselho de Segurança para debater a situação da Venezuela.

Por sua vez, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou estar “profundamente alarmado” com a ação militar dos EUA na Venezuela. Segundo ele, independentemente da situação no país, tais acontecimentos constituem um “precedente perigoso”.

“O Secretário-Geral continua a enfatizar a importância do pleno respeito — por todos — ao direito internacional, incluindo a Carta da ONU. Ele está profundamente preocupado com o fato de as normas do direito internacional não estarem sendo respeitadas”, disse a ONU em um comunicado.

No fim do ano passado, o órgão de segurança máxima da ONU se reuniu duas vezes, entre outubro e dezembro, em razão das crescentes tensões entre os EUA e a Venezuela.

 

Fonte: R7

Foto: Wendys Olivo/Gobierno Bolivariano de Venezuela

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