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Ação rápida evita morte de 21 pacientes intubados durante incêndio no Incor, em São Paulo

Fumaça e risco de queda de energia ameaçaram UTI do Icesp; bombeiros e funcionários atuaram contra o tempo

 A rápida atuação de funcionários e do Corpo de Bombeiros foi decisiva para salvar, nesta sexta-feira (30), a vida de 21 pacientes intubados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). O atendimento emergencial ocorreu após um incêndio registrado na área externa do Instituto do Coração (Incor), na zona oeste da capital paulista.

 Segundo o tenente-coronel do Corpo de Bombeiros, Max Schroeder, o momento mais crítico foi quando a fumaça se espalhou pelos pavimentos e problemas elétricos colocaram em risco o funcionamento dos equipamentos que mantinham os pacientes vivos.

 “Se as pessoas que estão aqui não atuassem em 40 minutos, nós perderíamos 21 pessoas que estão ligadas aos aparelhos e não teriam mais esse auxílio. Seria uma condição de risco extremo”, afirmou o oficial. Ele destacou que as equipes do hospital iniciaram imediatamente os procedimentos de emergência, atuando em conjunto com os bombeiros.

 Ainda de acordo com Schroeder, a fumaça contaminou várias pessoas que estavam no local, incluindo um bombeiro, que precisou receber atendimento médico no próprio hospital.

 Para conter a situação, os bombeiros atuaram em duas frentes: uma equipe combateu diretamente o foco do incêndio, localizado em uma área confinada e de difícil acesso, enquanto a outra realizou o resgate dos pacientes. Ao todo, 18 viaturas e 54 bombeiros participaram da ocorrência.

 Dos 21 pacientes intubados, oito precisaram ser transferidos para outra ala do hospital. O deslocamento dos demais foi interrompido assim que o fornecimento de energia foi restabelecido.

 Durante o resgate, os elevadores não puderam ser utilizados, e o transporte foi feito pelas escadas. “Foi um transporte bastante difícil, com os pacientes ligados às máquinas e recebendo oxigênio por equipamentos portáteis. Em momento algum deixaram de ter assistência”, explicou o tenente-coronel.

 Schroeder também ressaltou o trabalho conjunto das equipes. “Enfermeiros, médicos, bombeiros civis e militares atuaram juntos. Pela quantidade de vítimas e pela rapidez necessária, todos acabaram participando”, concluiu. (Renan Isaltino)

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