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Servidor municipal registra boletim após relatar agressões verbais e dano ao celular durante discussão na Secretaria de Trânsito de Limeira

Segundo o registro policial, servidor afirma ter sido ofendido, perseguido e chamado de “noia” e “vagabundo”; ele também relata que teve o celular jogado no chão durante o episódio

Um servidor público municipal de Limeira registrou um boletim de ocorrência na noite desta quarta-feira (9) após relatar ter sido alvo de ofensas, ameaças e dano ao celular durante uma discussão ocorrida nas dependências da Secretaria de Trânsito do município.

De acordo com o boletim registrado na Delegacia Seccional de Limeira, o caso aconteceu por volta das 21h, em um imóvel localizado na região do Jardim Mercedes. A ocorrência foi registrada como vias de fato, dano, difamação e injúria.

Segundo o relato apresentado à Polícia Civil, o servidor estava no local quando uma mulher, que seria uma chefia dos agentes de trânsito, teria se aproximado e questionado a respeito da calça utilizada por ele durante o trabalho. Conforme consta no documento, ela teria afirmado que a peça de roupa não estaria dentro do padrão utilizado pelos agentes de trânsito, alegando ainda que faltava um refletor e determinando que ele trocasse a vestimenta.

O servidor afirmou que utiliza a mesma calça há vários anos e que nunca havia enfrentado problemas relacionados à roupa.

Ainda segundo o boletim, a situação teria evoluído para uma discussão. O servidor declarou que vinha sendo perseguido e assediado moralmente de forma reiterada pela mulher e que, naquela noite, teria sido novamente ofendido na presença de outras pessoas.

Na tentativa de registrar as agressões e os xingamentos, o servidor teria utilizado o celular para fazer uma gravação. Conforme o relato, a mulher teria pegado o aparelho e o jogado no chão, causando danos à tela.

O documento policial também registra que, durante a discussão, o servidor teria sido chamado de “noia” e “vagabundo”, além de outras ofensas. Ele também relatou que teria sido acusado de difamar a mulher em razão de comentários envolvendo outro funcionário da Prefeitura. Além de desferir um tapa em no rosto.

Outro episódio citado no boletim envolve uma autorização para que o servidor deixasse o trabalho por volta das 5h30 para permanecer com a filha, que estaria com virose. Segundo o relato, inicialmente a saída teria sido autorizada, mas a decisão teria sido modificada posteriormente, quando ele chegou à base.

O caso foi registrado pela Polícia Civil e encaminhado para a área responsável pela apuração. O servidor foi orientado sobre o prazo legal de seis meses para apresentar queixa-crime, por meio de advogado, caso tenha interesse em prosseguir judicialmente contra os envolvidos.

O boletim registra a versão apresentada pelo servidor. As circunstâncias do caso e as responsabilidades pelos fatos ainda deverão ser apuradas pelas autoridades.

Foto: arquivo P.V

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