Este sábado (29) é marcado pelo Dia Nacional de Combate ao Fumo, data criada para ampliar a conscientização sobre os danos causados pelo tabaco e reforçar a importância da prevenção e do tratamento para quem deseja parar de fumar.
Em Jundiaí, quem quer deixar o cigarro, tanto o convencional quanto o eletrônico (vape), pode contar com o Programa de Assistência Intensiva ao Tabagista (PAIT). O acompanhamento é gratuito e aberto a qualquer pessoa residente no município.
Em alusão à data, a Prefeitura de Jundiaí preparou 7 mitos e verdades para auxiliar neste processo. Confira:
1) Parar de fumar não é uma tarefa fácil mesmo.
Verdade. Não é só sobre querer parar: é um combo neurológico e comportamental. A nicotina provoca dependência química no cérebro, que pede mais tragadas, ao mesmo tempo em que o ato de fumar também passa a fazer parte da rotina e fica associado a situações como o cafezinho, o consumo de álcool e momentos de estresse. Parar de fumar é um processo que passa por todas essas camadas.
2) “Se eu decidir parar de fumar, vou precisar tomar medicamentos.”
Mito. No PAIT, a abordagem é individualizada e pode incluir acompanhamento profissional, apoio psicológico e mudanças de hábitos. Em alguns casos, medicamentos podem ser indicados para ajudar a controlar os sintomas de abstinência e o impulso de fumar, sempre com avaliação de um profissional de saúde.
3) Fumar vape é mais inofensivo do que fumar cigarro tradicional.
Mito. Segundo a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), o aerossol a partir do aquecimento de líquidos dentro do vape pode eliminar substâncias químicas irritantes e tóxicas. Entre os problemas associados aos vapes, estão alterações na função pulmonar e danos à saúde bucal, como maior ocorrência de cáries e inflamações das gengivas. Uma das frentes de atuação do PAIT, inclusive, são palestras periódicas em escolas estaduais do município para orientar jovens, um dos públicos mais adeptos do dispositivo.
4) “Fumo há muito tempo, agora não adianta mais parar.”
Mito. Segundo pesquisas, dentro de algumas horas sem receber a fumaça e suas toxinas, o pulmão é capaz de começar a se recobrar. E um estudo publicado na revista médica “Respirology” indica que, 15 dias depois de cessado o tabagismo, os cílios e flagelos recuperam suas funções. Em 12 meses sem cigarro, o risco de ter uma doença cardíaca já reduz bastante.
5) O cigarro também é um problema ecológico.
Verdade. As bitucas estão entre os resíduos mais descartados no ambiente e seus filtros são feitos de acetato de celulose, um tipo de plástico que se degrada lentamente. Quando descartadas incorretamente, podem chegar a ruas, rios e outros cursos d’água, liberando microfibras plásticas, nicotina e outras substâncias tóxicas no ambiente.
6) O cigarro afeta pessoas que não fumam também.
Verdade. A fumaça ambiental contém substâncias tóxicas e pode afetar pessoas que convivem com fumantes, especialmente em ambientes fechados. Além disso, resíduos da fumaça podem permanecer em roupas, móveis e outras superfícies.
7) Parar de fumar é uma jornada solitária.
Mito. No PAIT, cada turma participa de oito encontros semanais, que formam um espaço de acolhimento, escuta e troca de experiências entre pessoas que estão passando pelo mesmo processo. O telefone do PAIT é (11) 4589-0161 (WhatsApp) e as turmas para o mês de setembro já estão abertas, com grupos no Núcleo Integrado de Saúde (NIS) e na Biblioteca Municipal Prof. Nelson Foot.













