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Tragédia na Ponte do Esqueleto ganha repercussão internacional e chega à imprensa britânica com entrevista de vereadora de Limeira

Em entrevista ao Daily Mail, parlamentar detalhou trabalho em defesa do bloqueio definitivo do local após acidentes sucessivos

A vereadora Bruna Magalhães (PRTB) falou sobre o histórico de medidas adotadas em defesa do bloqueio definitivo da Ponte do Esqueleto após acidentes sucessivos. A parlamentar discorreu sobre o assunto durante entrevista ao jornal britânico Daily Mail e apontou o alcance à imprensa internacional causado pela repercussão da morte da estudante Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ocorrida no local no último final de semana.

Segundo Bruna Magalhães, o veículo estrangeiro buscou informações sobre a atuação legislativa e de fiscalização a respeito dos perigos estruturais e da falta de segurança no local.  A Ponte do Esqueleto, localizada na divisa entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis, é uma estrutura ferroviária federal inacabada pertencente à extinta Fepasa e sob responsabilidade da Secretaria do Patrimônio da União (SPU).

“Há anos o local vinha sendo utilizado de forma clandestina para a prática de esportes radicais e turismo de aventura, sem alvarás ou fiscalização dos órgãos competentes”, pontou a vereadora, sinalizando que a preocupação com a segurança da ponte não é recente. “Ao longo dos últimos 12 meses, protocolei uma série de requerimentos, indicações e ofícios direcionados ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e à Superintendência do Patrimônio da União (SPU)”, mencionou.

Entre as manifestações, a parlamentar informou que vinha alertando sobre o risco iminente de novas mortes após acidentes graves registrados no local, como a queda de duas mulheres em agosto de 2025. “Para chamar a atenção das esferas estadual e federal para a necessidade de intervenção rápida, realizei um ato público de protesto na própria estrutura, cobrando o bloqueio físico dos acessos às cabeceiras da ponte”, destacou.

Para a vereadora, levar essa denúncia ao Daily Mail e para o cenário internacional é uma forma de expor a gravidade da omissão que cerca aquela estrutura há três décadas. “O que aconteceu com a jovem Maria Eduarda foi uma tragédia anunciada. Há mais de um ano o nosso mandato vem oficializando o Governo Federal, cobrando barreiras físicas e alertando que vidas estavam em risco por conta do abandono”, pontuou Bruna Magalhães.

Cobrança por responsabilização 

Durante a entrevista ao correspondente internacional, a parlamentar detalhou o cenário que considera de vácuo de fiscalização que permitia a atuação de operadores sem licença em área pública federal. Bruna Magalhães reforçou que continuará cobrando a responsabilização jurídica da União por omissão e apoiará as medidas necessárias junto ao Ministério Público Federal (MPF) para que o local seja interditado definitivamente de forma física, impedindo o tráfego de pedestres e veículos nas áreas de risco.

“Os três operadores responsáveis pelo salto da estudante sem os cabos de segurança foram detidos pelas autoridades policiais e respondem por homicídio com dolo eventual. O meu mandato seguirá acompanhando de perto tanto o inquérito policial quanto o andamento das frentes burocráticas para o fechamento definitivo da área”, detalhou.

Foto: Câmara de Limeira

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