Decisão da ANRESF retira benefícios concedidos ao clube, que deixa de ter despesas de logística e arbitragem custeadas pela CBF
A Ponte Preta foi excluída do Programa de Apoio à Reestruturação Financeira de Clubes da Série B (PARF-B) após o descumprimento de exigências relacionadas ao pagamento de obrigações trabalhistas. A decisão foi anunciada pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF).
Segundo os documentos divulgados pela entidade, o clube campineiro apresentou atrasos em compromissos trabalhistas, condição que motivou a exclusão do programa criado para auxiliar equipes da Série B na reorganização financeira.
Com a saída do PARF-B, a Ponte Preta perde benefícios importantes concedidos aos participantes do programa. Entre eles está o custeio das despesas de logística e arbitragem realizado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) durante a disputa da Série B do Campeonato Brasileiro.
Além disso, a equipe poderá ser obrigada a ressarcir os valores que já foram pagos pela CBF desde o início da competição, o que representa um novo impacto financeiro para o clube.
Apesar da medida, a ANRESF informou que a exclusão não é definitiva. A Ponte Preta poderá solicitar o retorno ao programa futuramente, desde que regularize todas as pendências financeiras e trabalhistas apontadas pela entidade.
A decisão aumenta a pressão sobre a diretoria da Macaca, que agora terá de buscar alternativas para equilibrar as contas e cumprir as exigências necessárias para voltar a ter acesso aos benefícios oferecidos pelo programa de reestruturação financeira.
Até o momento, a Ponte Preta não divulgou detalhes sobre as medidas que serão adotadas para regularizar a situação. (Renan Isaltino)
Foto: arquivo P.V














