Na manhã deste domingo (29), a Guarda Civil Municipal (GCM) de Limeira deteve seis homens e apreendeu um balão artesanal de aproximadamente 45 metros, durante patrulhamento nas proximidades do bairro Real Palmer, em uma estrada de terra.
De acordo com a corporação, os guardas visualizaram o artefato ainda em processo de descida e passaram a acompanhar sua trajetória, conseguindo identificar o ponto exato da queda.
No local, diversas pessoas foram abordadas no momento em que tentavam realizar o resgate do balão. Durante a abordagem, ninguém assumiu a propriedade do artefato. Segundo os guardas, havia dois grupos distintos disputando o resgate.
Um dos grupos, composto por três homens, alegou ter avistado o balão na Rodovia Fernão Dias, na região de Mairiporã, a cerca de 146 km de Limeira. Já o outro afirmou que acompanhava o objeto desde a Rodovia dos Bandeirantes, em Hortolândia.
Ainda conforme a GCM, um terceiro indivíduo compareceu ao local, identificando-se como policial aposentado, que também tentava resgatar o artefato, porém deixou a área antes da abordagem das equipes.
O balão caiu em uma área de plantação de milho, sem provocar incêndio, apesar de parte do material ter sido queimada.
Todo o material foi apreendido e encaminhado ao plantão policial, com apoio de duas equipes da Defesa Civil.
Os seis homens foram conduzidos à Central de Flagrantes. Durante a ocorrência, também foi realizada a averiguação de um grupo que utilizava um Fiat Uno. Constatou-se que o motorista não possuía habilitação, sendo autuado e multado.
Segundo especialistas, a fabricação de um balão artesanal desse porte pode custar entre R$ 5 mil e R$ 20 mil, dependendo dos materiais utilizados, como papel de seda, cola especial, estrutura metálica, além de itens como bucha (tocha) e combustível. O valor também varia conforme o tamanho e o nível de complexidade da montagem.
De acordo com a legislação ambiental brasileira, fabricar, vender, transportar ou soltar balões é crime, conforme prevê a Lei de Crimes Ambientais. A prática oferece riscos à navegação aérea, podendo causar colisões com aeronaves, além de aumentar o perigo de incêndios em áreas urbanas, industriais e florestais.
A GCM orienta que denúncias sobre grupos de baloeiros ou locais de fabricação podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 153. Os envolvidos responderão a inquérito em liberdade.
Foto: Wagner Morente











