Dados da Prefeitura obtidos por requerimento da vereadora mostram aumento significativo superior a 120%
A vereadora Mariana Calsa (MDB) recebeu resposta nesta terça-feira, 24 de março, ao Requerimento Nº 60/2026 que questiona sobre pedidos de afastamentos no trabalho em razão de transtornos mentais na Secretaria Municipal de Educação. Diante dos dados informados, a saúde mental dos profissionais da educação em Limeira acende um alerta grave.
Dados oficiais da Prefeitura, obtidos por meio de requerimentos (Nº 60/2026 e Nº 294/2025) da vereadora Mariana Calsa, mostram que o número de afastamentos por transtornos mentais mais que dobrou nos últimos anos, revelando um cenário preocupante dentro das escolas municipais.
Segundo a parlamentar, em 2021, foram registrados 351 afastamentos. Em 2024, esse número saltou para 782, o que representa um aumento de mais de 120%. Já em 2025, o número se mantém praticamente no mesmo patamar, com 776 casos, indicando que o problema não foi solucionado, apenas estabilizado em um nível crítico.
Os dados revelam ainda, de acordo com Mariana Calsa, que os profissionais mais afetados são aqueles que estão na linha de frente do cuidado com os alunos. “Apenas em 2025, foram 305 monitores afastados, o maior número entre todas as funções; 139 auxiliares de serviços gerais; mais de 100 professores da educação infantil e ensino fundamental; e 46 merendeiras escolares”, detalhou.
Para a vereadora, os números refletem um problema estrutural que vai além de casos isolados. “Não estamos falando apenas de estatísticas. Estamos falando de pessoas que estão adoecendo dentro das escolas. Se quem cuida das nossas crianças está adoecendo, isso revela que algo está errado no sistema”, pontuou.
Evolução de afastamentos
Os dados informados pela Prefeitura mostram a evolução dos afastamentos por transtorno mentais. De 2021 a 2024, o aumento é bastante significativo. Em 2021, foram 351 afastamentos; em 2022, 592 (aumento de 68%); em 2023, 647 (aumento de 9%); em 2024, 782 (aumento de 21%). Em 2025, foram 776 afastamentos e quando comparado com o ano anterior, houve redução de 0,7%.
Ações
De acordo com Mariana, apesar de a Prefeitura ter anunciado, em 2025, a implementação de ações como exames periódicos e iniciativas de gestão psicossocial. Conforme as informações enviadas ao Legislativo, foram realizadas poucas palestras e exames, só em parte dos profissionais (80% para merendeiras). Esses dados não apresentam indicadores concretos de impacto ou redução dos afastamentos
“Houve anúncio de medidas, mas não houve resultado efetivo. O que vemos é a continuidade de um cenário preocupante, sem políticas estruturadas que enfrentem a raiz do problema”, afirmou ela.
A vereadora defende que o município avance para além de ações pontuais, com a construção de uma política permanente de cuidado com os profissionais da educação, incluindo acompanhamento psicológico contínuo, melhoria das condições de trabalho e estratégias de prevenção ao adoecimento.
Diante dos dados, Mariana Calsa afirmou que seguirá cobrando transparência, planejamento e ações concretas por parte do Executivo.











