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’Nasci de novo’, conta manifestante atingida por raio em ato no DF

Descarga atmosférica atingiu a Praça do Cruzeiro durante tempestade

“Eu pensei que ia morrer. Pensei nos meus filhos, na minha mãe e no meu esposo”, afirmou Patrícia Rosa, uma das manifestantes atingidas pela descarga elétrica provocada por um raio durante manifestação na Praça do Cruzeiro, em Brasília, neste domingo (25). A monitora escolar relata que ouviu um estrondo e caiu no chão sem conseguir movimentar o corpo.

Patrícia estava entre os 89 manifestantes atendidos pelos bombeiros após o choque.

Segundo Patrícia, o impacto deixou marcas na perna direita e provocou dormência nas pernas, dores no quadril e zumbido no ouvido esquerdo. Ela contou que permaneceu consciente após o choque, mas não conseguia se levantar. “Eu não sentia minhas pernas”, relatou.

Segundo os bombeiros, 42 das 89 atendidas no local pessoas não precisaram ser encaminhadas à rede hospitalar. Outras 47 foram transportadas para hospitais, entre eles o Hospital Regional da Asa Norte (Hran) e o Hospital de Base.

Entre os pacientes encaminhados, 11 demandaram maiores cuidados médicos em decorrência da descarga atmosférica. O chamado foi registrado por volta das 12h50.

O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde informou que 27 pessoas deram entrada no Hospital de Base do Distrito Federal. Destas, 18 já receberam alta, nove permanecem em observação e houve uma evasão da unidade. No Hran, o número de pacientes encaminhados chegou a 14. Não houve registro de mortes em nenhuma das unidades de saúde.

Outro manifestante, Hélio Reinaldo, relatou que sentiu um choque ao segurar uma estrutura metálica no momento da descarga. Ele estava acompanhado da filha e deixou o local logo após o impacto. “Foi um estrondo muito forte. Eu senti o choque na mão”, contou. Segundo ele, os dedos ficaram formigando por cerca de 15 minutos após o ocorrido.

Hélio afirmou que o tempo já indicava risco antes da queda do raio. “Era uma área muito descampada e o tempo estava fechando”, disse. Ele não precisou de atendimento médico.

O que fazer em caso de tempestade com raios

O Corpo de Bombeiros orienta que, durante tempestades com raios, a população procure abrigo seguro e evite permanecer em áreas abertas. A recomendação é não ficar próximo a árvores, postes, cercas ou estruturas metálicas.

Dentro de casa, a orientação é desligar aparelhos eletrônicos da tomada e evitar o uso de telefone fixo e chuveiro elétrico durante as tempestades. Em caso de emergência, o atendimento pode ser acionado pelo telefone 193.

A Defesa Civil do Distrito Federal realiza monitoramento contínuo das condições climáticas e envia alertas à população. Para receber mensagens sobre riscos de chuvas fortes, basta enviar um SMS com o CEP para o número 40199.

Como os raios se formam e por que oferecem risco

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais explicam que raios são descargas elétricas de grande intensidade que atingem o solo. Relâmpagos são descargas elétricas que ocorrem entre nuvens ou dentro delas.

Um mesmo raio pode atingir pontos diferentes no solo e durar até dois segundos, embora cada descarga ocorra em frações de milésimos de segundo. Em áreas urbanas, a incidência tende a ser maior por causa do fenômeno da ilha de calor e da poluição.

A chance de uma pessoa ser atingida diretamente por um raio é considerada baixa, cerca de uma em um milhão. A maioria dos ferimentos ocorre por efeitos indiretos, como descargas próximas ou contato com objetos energizados.

A corrente elétrica pode causar queimaduras, danos neurológicos e, em casos mais graves, parada cardíaca e respiratória. Sobreviventes podem apresentar sequelas físicas e psicológicas prolongadas.

 

Fonte: R7

Foto: Reprodução/Nikolas Ferreira

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