Transmissão automática é durável e requer cuidado permanente
Atualmente de cada 10 veículos novos vendidos no país, 6,5 são equipados com transmissão do tipo automática. O câmbio automático facilita o dia a dia especialmente no trânsito pesado e engana-se que basta dirigir o carro sem se preocupar com ele.
A transmissão automática pode ser do tipo CVT, dupla embreagem ou tradicional com conversor de Torque, mas os cuidados preventivos e durante o uso são os mesmos.
Muitos motoristas não sabem mais alguns comportamentos podem prejudicar a vida útil do câmbio automático.
Esse tipo de transmissão tem custo de manutenção muito mais alto que o câmbio manual. Alguns cuidados são importantíssimos.
Por isso o R7-Autos Carros preparou um guia com 8 erros cruciais que podem custar a “vida” da transmissão automática do veículo:
* Engatar P/R com o carro em movimento: causa danos às engrenagens e à trava de estacionamento (pinhão). O motorista deve ter cuidado com a alavanca. Só deve acionar o “P” ou “R” com o veículo parado e jamais em movimento.
* Acelerar bruscamente com o câmbio frio: aumenta o atrito e o esforço no sistema. Assim como o motor, o funcionamento e a aceleração devem ser progressivos. Ao sair de casa, pela manhã ou após longas horas sem utilizar o carro é preciso acelerar gradativamente.isso ajuda a melhorar a circulação do fluido dentro do sistema da transmissão.
* Segurar o carro em subidas/descidas com o acelerador: acumula calor no fluido da transmissão. Use o freio.
* Usar o neutro (N) em semáforos ou descidas: despressuriza o sistema e sobrecarrega os freios, perdendo o freio motor. Diferente de algumas correntes que dizem que o câmbio fica mais econômico quando posicionado em neutro, esta é uma grande falácia. O veículo em movimento deve estar sempre com alavanca na posição “D”.
* Deixar o pé na alavanca (D): aplica pressão contínua em componentes internos, causando desgaste. Ao parar no semáforo basta ficar com o pé no freio.
* Tentar “pegar no tranco”: pode quebrar a correia ou a trava do câmbio, sendo perigoso. O carro automático não foi feito para uma partida emergencial.
Em caso de quebra ou de falta de energia para a partida, o ideal é remover o veículo para uma oficina e não fazer a partida rápida ou emergencial utilizando outra bateria com cabo de transmissão de energia.
* Ignorar o intervalo de troca de óleo: esse é o maior erro de todos para a proprietários de carros com câmbio automático. Hoje, recomenda-se a troca do fluido da transmissão a cada 40.000 km rodados em qualquer tipo de transmissão automática.
O fluido deve ter a consistência correta para aplicar a pressão adequada sobre os componentes internos e por isso deve ser trocado preventivamente.
* Ignorar sinais de que o carro precisa de manutenção na transmissão automática. Sinais como trancos, luzes acesas no painel e dificuldades na evolução na troca de marchas são sinais claros de que o câmbio precisa de manutenção.
Neste caso, o veículo deve ser recolhido para uma oficina para passar por uma análise de um profissional experiente em câmbio automático.
Os reparos de fato são mais caros do que a transmissão manual, mas também podem ser feitos preventivamente.
Em caso de qualquer “sintoma” como luzes acesas no painel, que são o primeiro sinal, o veículo deve ser avaliado por um profissional experiente no assunto.
Fonte: R7











