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Trump ironiza líderes europeus, vaza mensagem de Macron e publica montagem sobre a Groenlândia

Presidente dos EUA reforçou seu objetivo de controlar a ilha do Ártico e não descarta a possibilidade de tomá-la à força

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma série de publicações polêmicas em seu perfil na rede social Truth Social em que mira líderes europeus, entre eles o presidente francês, Emmanuel Macron, e o secretário-geral da Otan, Mark Rutte.

Com as publicações, Trump reforça seu objetivo de controlar a Groenlândia, recusando-se a descartar a possibilidade de tomar a ilha do Ártico à força e atacando aliados, enquanto os líderes europeus se esforçam para reagir.

Mensagem privada de Macron

Na madrugada desta terça-feira (20), Trump publicou uma mensagem privada enviada pelo presidente Emmanuel Macron, na qual o francês se oferece para organizar uma cúpula do G7 na quinta-feira (22), em Paris, para debater a questão da Groenlândia. A informação foi confirmada pela assessoria do presidente francês.

No encontro, estariam presentes ainda ucranianos, dinamarqueses, sírios e russos. A reunião aconteceria após a cúpula em Davos, anunciada mais cedo também pelo americano, que deve contar com a presença de representantes da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Na mensagem, Macron afirma que “não entende” a atitude de Trump em relação ao território, que o republicano tenta comprar.

“Estamos totalmente alinhados sobre a Síria. Podemos fazer grandes coisas em relação ao Irã. Vamos tentar construir grandes coisas”, escreveu o francês.

Macron finaliza a mensagem convidando Trump para um jantar em Paris no mesmo dia, antes do retorno do presidente aos Estados Unidos.

Antes de divulgar a conversa privada, Trump havia ameaçado Macron, na noite de segunda-feira (19), com a possibilidade de impor tarifas de importação de 200% sobre o vinho e o champanhe da França caso o país não entrasse no Conselho de Paz para a Faixa de Gaza, criado pelo estadunidense.

Bandeira americana na Groenlândia

Em meio à polêmica com lideranças europeias por conta do interesse americano na Groenlândia, Trump publicou, também nesta terça, duas imagens que demonstram sua intenção sobre a questão.

Em uma delas, Trump aparece fixando a bandeira dos Estados Unidos na Groenlândia, ao lado do secretário de Estado americano, Marco Rubio, e do vice-presidente J. D. Vance.

Em outra postagem, a Groenlândia, que é um país autônomo dentro do Reino da Dinamarca, aparece marcado em um mapa com a bandeira dos Estados Unidos, enquanto Trump fala a líderes da Europa na Casa Branca.

Crítica ao Reino Unido

Outro alvo de Trump foi o Reino Unido, criticado pelo presidente dos Estados Unidos após devolver a Ilha de Diego Garcia à antiga colônia inglesa de Ilhas Maurício, no Oceano Índico, “sem motivo algum”, segundo ele.

Diego Garcia abriga uma base militar americana, que Trump classificou como vital. “Não há dúvida de que China e Rússia notaram este ato de total fraqueza”, escreveu Trump.

Groenlândia ‘imprescindível’

Trump também afirmou ter conversado por telefone com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, e ter deixado “bem claro” que “a Groenlândia é imprescindível para a segurança nacional e mundial”.

“Não há como voltar atrás — nisso, todos concordam! Os Estados Unidos da América são, de longe, o país mais poderoso do planeta. Grande parte disso se deve à reconstrução de nossas Forças Armadas durante meu primeiro mandato, reconstrução essa que continua em ritmo ainda mais acelerado. Somos a única POTÊNCIA capaz de garantir a PAZ no mundo todo — e isso se faz, simplesmente, através da FORÇA”, escreveu Trump.

‘Europa independente’

A União Europeia ameaçou revidar as ambições de Trump com medidas comerciais. Uma opção é um pacote de tarifas sobre 93 bilhões de euros (US$ 109 bilhões) de importações dos EUA que poderia entrar em vigor automaticamente em 6 de fevereiro, após uma suspensão de seis meses.

Outra opção é o “Instrumento Anticoerção” (ACI), que ainda não foi utilizado. Ele poderia limitar o acesso a licitações públicas, investimentos ou atividades bancárias, ou restringir o comércio de serviços, o setor no qual os EUA têm um superávit com o bloco, incluindo os lucrativos serviços digitais fornecidos pelas gigantes de tecnologia dos EUA.

“Essa não é uma questão sobre o Reino da Dinamarca, mas sobre todo o relacionamento transatlântico”, disse a ministra da Economia da Dinamarca, Stephanie Lose, a jornalistas antes de uma reunião de ministros da Economia e Finanças da UE em Bruxelas.

“Neste momento, não acreditamos que nada deva ser descartado. Essa é uma situação séria que, embora nós gostaríamos de desescalar, há outros que estão contribuindo para aumentá-la neste momento e, portanto, teremos que manter todas as opções sobre a mesa à medida que avançamos.”

Bessent, à margem da reunião anual do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, disse que será encontrada uma solução que garanta a segurança nacional dos Estados Unidos e da Europa.

“Se passaram 48 horas. Como eu disse, sentem-se e relaxem”, afirmou ele. “Estou confiante de que os líderes não vão escalar e que isso vai se resolver de uma maneira que termine em um lugar muito bom para todos.”

Perguntado sobre a perspectiva de uma guerra comercial prolongada entre os Estados Unidos e a Europa, Bessent respondeu: “Por que estamos indo para lá? Por que você está levando isso para o pior caso?… Acalmem a histeria. Respirem fundo.”

No entanto, em discurso em Davos, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que a série de choques geopolíticos recentes forçará a UE a construir uma nova Europa independente.

Fonte: R7

Foto de capa: Truth Social/@realDonaldTrump/Reprodução

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