A ideia é dividir o crédito em parcelas, com desembolso ao longo de 2025 e 2026
Em meio a uma crise financeira profunda, os Correios contabilizaram um prejuízo acumulado de R$ 6 bilhões até setembro de 2025, quase três vezes maior que o rombo de R$ 2,1 bilhões registrado no mesmo período do ano anterior.
O conselho de administração da estatal aprovou recentemente as demonstrações contábeis do terceiro trimestre — que apontam redução de receitas, aumento das despesas operacionais e o impacto de novas obrigações judiciais e trabalhistas como fatores que complicaram ainda mais as contas.
Para tentar reverter o quadro, os Correios negociam com um “pool” de bancos públicos e privados a captação de R$ 20 bilhões em empréstimo, com garantia do Tesouro Nacional. A ideia é dividir o crédito em parcelas, com desembolso ao longo de 2025 e 2026, e pagamento total em até 15 anos.
O plano de reestruturação aprovado pela empresa inclui, além do empréstimo, um programa de demissões voluntárias, o fechamento de cerca de 1.000 agências deficitárias, venda de imóveis, renegociação de contratos, corte de custos e a busca por novas fontes de receita — com o objetivo de recuperar a saúde financeira e voltar a gerar lucro já a partir de 2027.
Sem a injeção de recursos e a implementação das mudanças estruturais, estimativas internas apontam que o prejuízo dos Correios pode chegar a R$ 23 bilhões em 2026. (Renan Isaltino)
Fonte e Foto: R7











