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Intoxicação por metanol em bebida alcoólica: Ministério da Justiça confirma décimo caso

Ministério da Agricultura e Pecuária acionou sistema de notificação para monitoramento e controle da situação; saiba como identificar uma bebida adulterada aqui!

O Ministério de Justiça e Segurança Pública (MJSP) confirmou, na noite desta segunda-feira (29), o décimo caso de intoxicação por metanol relacionado ao consumo de bebida alcoólica no estado de São Paulo. Até o final da tarde desta segunda, três óbitos foram oficialmente atestados pelo Laboratório de Toxicologia Analítica do CIATox-Campinas, com base na identificação de um novo padrão registrado desde 1º de setembro.

A reunião, coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad/MJSP), do MJSP, contou com a participação de diversas áreas do governo em um esforço conjunto para definir medidas imediatas.

No âmbito do MJSP, o Subsistema de Alerta Rápido sobre Drogas (SAR) segue responsável pelo monitoramento e pela atualização de dados. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon/MJSP), por sua vez, emitirá um alerta aos Procons de todo o país, com orientações voltadas a fornecedores e consumidores sobre a segurança na comercialização e no consumo de bebidas alcoólicas.

Durante a discussão, o Ministério da Saúde reforçou o protocolo de atendimento para casos suspeitos de intoxicação por metanol, por meio da Rede de Vigilância em Saúde. Já o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) acionou o sistema de notificação para monitoramento e controle da situação.

Como identificar uma bebida adulterada

• Primeira orientação é desconfiar do preço, já que as bebidas ilegais são até 60% mais baratas.

• Procure comprar as bebidas em locais de confiança ou em sites que exigem nota fiscal do distribuidor.

• Observe a embalagem e o rótulo se não há diferenças dos originais.

• Veja se tem o selo do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), em produtos destilados.

• Verifique se o lacre está fechado. Caso esteja violado, a bebida pode ter sido adulterada.

• Desconfie se o líquido apresentar cor e odor diferentes, partículas e sujeira.

Principais orientações antes de comprar ou consumir

  1. Procure estabelecimentos conhecidos ou dos quais tenha referência;
  2. Desconfie de preços muito baixos – no mínimo podem indicar alguma falha como sonegação e adulteração, por exemplo;
  3. Observe a apresentação das embalagens e o aspecto do produto: lacre ou tampa tortos ou “diferentes”, rótulo desalinhado ou desgastado, erros de ortografia ou logos com “variações”, ausência de informações como CNPJ, endereço do fabricante ou distribuidor, número do lote, e outra imperfeição perceptível.
  4. Ao notar alguma diferença, não fazer testes caseiros como cheirar, provar ou tentar queimar a bebida. Essas práticas não são seguras nem conclusivas.
  5. Mais importante: fique atento a sintomas pós-consumo: visão turva, dor de cabeça intensa, náusea, tontura ou rebaixamento do nível de consciência, isso pode indicar intoxicação por metanol ou por bebida adulterada.
  6. Busque atendimento médico imediato: se houver qualquer sintoma suspeito, o consumidor deve procurar urgência médica sem demora.
  7. Comunique as autoridades competentes: Disque-Intoxicação (0800 722 6001, da Anvisa) para orientação clínica/tóxica; Vigilância Sanitária local (municipal ou estadual); Polícia (civil); Procon (órgão de defesa do consumidor); quando aplicável, outros órgãos relacionados (Ministério da Agricultura, etc.).
  8. Exija sempre a nota fiscal ou comprovação de origem: documento precisa ter todas as informações de identificação do fornecedor e da compra, isso ajuda na rastreabilidade do produto e é uma garantia para o consumidor em eventual reclamação.

Fonte: Procon-SP

 

Fonte: R7

Foto: Reprodução/Record News

 

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