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Em Campinas, falta de profissionais e horário reduzido de farmácia geram queixas no CS Santa Odila

População reclama de farmácia funcionando só dois dias por semana e da falta de clínico geral, o que impede marcação de outras especialidades

O vereador Ailton da Farmácia (PSB) protocolou um requerimento na Câmara Municipal solicitando informações da Prefeitura de Campinas sobre o quadro de funcionários do Centro de Saúde (CS) Santa Odila, localizado na região da Vila Joaquim Inácio. Segundo denúncias recebidas por seu gabinete, a unidade estaria enfrentando uma série de deficiências, incluindo a redução no funcionamento da farmácia e a falta de clínico geral.

De acordo com o vereador, há relatos de que a farmácia do CS Santa Odila está operando apenas às terças e quintas-feiras no período da tarde, situação considerada atípica para o atendimento da população. A redução no serviço tem causado transtornos, especialmente para pacientes que fazem uso contínuo de medicamentos e que, ao comparecerem à unidade em outros dias, encontram a farmácia fechada.

“Estive no CS Santa Odila e realmente é desesperador a situação dos demais funcionários que se encontram sobrecarregados”, afirmou Ailton.

Além disso, moradores relataram dificuldades para agendar consultas com clínico geral — profissional essencial para encaminhamentos a outras especialidades. Segundo o parlamentar, uma munícipe teria informado que desde maio tenta marcar uma consulta para a mãe sem sucesso.

Em pronunciamento na Câmara, o vereador mencionou que tratou do problema informalmente com o prefeito Dário Saadi e com o vice-prefeito Wanderley de Almeida. Ele destacou que a situação já foi repassada à administração. “A boa notícia é que a Prefeitura está contratando profissionais e o CS Santa Odila será atendido. Foram muitas reclamações, especialmente, da falta de farmácia. Imagina que você fica doente e só pode retirar o medicamento de terça e quinta”, disse.

Ailton também expressou preocupação com o impacto da situação sobre a população mais vulnerável. “É um desrespeito, especialmente, com os idosos, que são a maioria”, completou.

A Prefeitura de Campinas ainda não respondeu oficialmente ao requerimento apresentado.

 

Foto: Prefeitura de Campinas

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