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Morre Arlindo Cruz, ícone do samba, aos 66 anos no Rio de Janeiro

Arlindo enfrentava problemas de saúde após sofrer um AVC hemorrágico, que o deixou com sequelas e o afastou dos palcos

 O samba brasileiro perdeu um de seus maiores expoentes nesta sexta-feira (08). Arlindo Cruz, cantor, compositor e instrumentista, morreu aos 66 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa de seu filho, Arlindinho.

 Internado no Hospital Barra D’Or, na Barra da Tijuca, o artista não resistiu. Em nota, a instituição lamentou a perda e se solidarizou com familiares, amigos e fãs, informando que não tem autorização para divulgar mais detalhes sobre a causa da morte.

 Desde 2017, Arlindo enfrentava problemas de saúde após sofrer um AVC hemorrágico, que o deixou com sequelas e o afastou dos palcos. Ele passou 15 meses internado e, desde então, seguia em tratamento e recuperação.

 Nascido em 1958 e criado em Madureira, bairro que homenageou na famosa canção Meu Lugar, Arlindo Cruz foi introduzido à música ainda criança pelo pai, Arlindão, músico amador. Aos 17 anos, já participava de rodas de samba, como a promovida por Candeia, e, nos anos 1970, foi um dos fundadores da tradicional roda do bloco carnavalesco Cacique de Ramos, ao lado de nomes como Almir Guineto, Jorge Aragão, Sombrinha e Beto Sem Braço.

 O grupo chamou a atenção de Beth Carvalho, que passou a frequentar o Cacique e incluir composições dos sambistas em seu repertório. No álbum De Pé no Chão (1978), Beth levou para o estúdio a energia e a musicalidade da roda de samba que ajudou a projetar Arlindo Cruz nacionalmente.

 Com uma carreira marcada por parcerias, sucessos e um profundo amor pelo samba, Arlindo deixa a esposa, Babi Cruz, e os filhos Arlindinho e Flora Cruz, além de um legado imortal para a música popular brasileira. (Renan Isaltino)

Foto e fonte: R7

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