A decisão do Governo Federal de aumentar, por decreto, a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) provocou forte reação por parte do setor empresarial brasileiro. Por meio de nota oficial, a Rede de Associações Comerciais — representada nacionalmente pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) — manifestou “profunda preocupação e repúdio” à medida.
Segundo a entidade, o aumento do IOF compromete o ambiente de negócios, eleva o custo do capital, desestimula investimentos e dificulta o acesso ao crédito, especialmente para micro, pequenas e médias empresas — justamente os segmentos mais sensíveis a mudanças nas condições de financiamento. A medida também é apontada como geradora de insegurança jurídica, o que agrava ainda mais o cenário de incerteza para o empresariado nacional.
“Ao penalizar o setor produtivo, o governo desestimula investimentos, agrava o custo do capital e impacta negativamente o crescimento econômico”, afirma a nota oficial publicada. Apesar de reconhecer a importância do equilíbrio fiscal, a Confederação defende que a solução está no controle de gastos públicos e na responsabilidade fiscal, e não em novos aumentos de tributos.
As Associações Comerciais reiteram ainda o compromisso com a livre iniciativa e com a construção de um ambiente econômico mais estável, previsível e favorável ao empreendedorismo. Por isso, apelam ao Congresso Nacional para que exerça seu papel de equilíbrio institucional e reveja urgentemente a decisão do Executivo.
Em Limeira, a ACIL (Associação Comercial e Industrial de Limeira) também se manifestou contra o aumento do IOF. A entidade publicou em seu site a nota oficial, endossando o posicionamento nacional e alertando para os impactos negativos da medida sobre os empreendedores locais.

















