A Prefeitura de Campinas colocou em execução o Plano para Controle de Enchentes na região central. O projeto inclui oito obras de combate às enchentes nas bacias do córrego Serafim e do córrego Proença. A primeira dessas obras, que já está em andamento, é a construção do reservatório chamado de RP-1, na Praça de Esportes Paranapanema para contenção de cheias na região do Jardim Paranapanema.
Com investimento de R$ 205,8 milhões, o reservatório será coberto, permitindo que a praça seja requalificada e devolvida à comunidade para atividades esportivas e de lazer, assim que a obra for concluída.
Como o reservatório vai funcionar?
Conhecido popularmente como piscinão, o RP -1 terá capacidade para armazenar cerca de 120 milhões de litros de água. Quando estiver em operação, nos momentos de cheia, vai receber a água excedente do córrego Proença, que passa pela Avenida Princesa d’Oeste usando uma galeria de derivação e bombas submersíveis para evitar que a água cause enchentes na região.
O reservatório será coberto e, assim que a obra for concluída, o espaço será reaberto para para a prática de esportes como acontecia antes das intervenções.
Como está o andamento da obra?
Atualmente, os trabalhadores estão construindo o túnel que vai ligar a Avenida Princesa d’Oeste até o reservatório, passando sob a Praça Paranapanema. Esse túnel, feito com revestimento metálico é chamado de Tunnel Liner, tem 3,50 metros de diâmetro e é uma etapa fundamental para o funcionamento do sistema, é por ele que a água excedente do córrego Proença, durante as cheias, vai escoar para o reservatório.
Além do túnel, também estão sendo feitas as estruturas de sustentação do reservatório, como as armaduras e a concretagem das lamelas. Essas estruturas são essenciais para garantir a segurança, estabilidade e impermeabilização do sistema, prevenindo infiltrações e deformações.
Para realizar essas obras, foi necessário bloquear um trecho da Rua Joaquim Roberto de Azevedo Marques, na Vila Lemos, entre as avenidas Dr. Arlindo Joaquim de Lemos e Guarani. Os moradores continuam tendo acesso ao local e à igreja Nossa Senhora Aparecida, sem impacto para eles. A previsão é que essa intervenção no local seja concluída até o mês de agosto.
Quais são as etapas para execução de uma obra desse porte?
Antes de começar a construção, foi elaborado o projeto executivo, que é como um manual detalhado com todas as instruções, desenhos e especificações técnicas para orientar os profissionais no canteiro de obras. Essa fase garante que tudo seja feito de forma segura e correta.
Enquanto isso, em julho de 2024, o consórcio JDPF, formado pelas empresas Jogefe Pavimentação e Construção Ltda., DP Barros Construção e Pavimentação Ltda., e FBS Construção Civil e Pavimentação S.A., que foi o vencedor da licitação, iniciou a sondagem do solo e a montagem do canteiro de obras, preparando tudo para o início efetivo da construção do RP-1.
Em novembro de 2024, a Secretaria de Infraestrutura realizou vistorias cautelares nos imóveis próximos à obra. Essas vistorias são feitas por motivos de segurança, para verificar o estado das propriedades e evitar problemas futuros, além de registrar o estado geral de paredes, tetos, pisos e outros itens importantes dos imóveis que ficam no entorno da obra.
Por fim, em fevereiro de 2025, a equipe começou a construir o Tunnel Liner, que é o túnel por onde a água excedente do córrego Proença vai passar durante as cheias, ligando a Avenida Princesa d’Oeste ao reservatório RP-1 sob a Praça Paranapanema. Essa etapa é fundamental para garantir o funcionamento eficiente do sistema de controle de enchentes.
A Prefeitura vai fazer outras obras para prevenir enchentes na cidade?
Sim, o plano completo de macrodrenagem inclui oito obras de combate às enchentes nas bacias do córrego Serafim, na avenida Orosimbo Maia, e no córrego Proença, na avenida Princesa d’Oeste.
Na primeira etapa, serão construídos três reservatórios (piscinões): o RP-1, que já está em construção na Praça de Esportes Paranapanema; outro na Praça da Ópera, cuja licitação foi homologada no dia 24 de abril; e um terceiro na avenida José de Souza Campos, cujo projeto está em elaboração.
Segundo o secretário de Infraestrutura, esses três piscinões devem resolver cerca de 95% das ocorrências de enchente na região central da cidade, o que significa que a maioria das chuvas que antes causavam problemas será controlada, e mesmo nas situações de enchente, o impacto será bem menor, pois a maior parte da água ficará retida nesses reservatórios.
Qual o investimento da Prefeitura para implantação do plano de macrodrenagem?
Para a execução de todas as obras do plano de macrodrenagem, a Prefeitura vai investir aproximadamente R$ 1 bilhão. Para isso, o município conta com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Na primeira etapa, o valor investido é de cerca de R$ 559,6 milhões, sendo R$ 503 milhões financiados pelo BNDES e aproximadamente R$ 55,9 milhões de contrapartida da Administração Municipal.
A segunda etapa inclui outras cinco obras, como novos reservatórios, remodelações e obras de alargamento, para completar o plano de combate às enchentes na região central da cidade.
Foto: Prefeitura de Campinas











