agosto 27, 2026 - Página 3 de 3 - Portal Veloz Pular para o conteúdo principal

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Dia: 27 de agosto de 2026

SP registra os primeiros casos humanos de Febre do Nilo Ocidental; saiba como se proteger

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), por meio do Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac” (CVE-SP), confirmou na segunda-feira (24) os dois primeiros casos humanos de Febre do Nilo Ocidental (FNO) no estado. O primeiro caso é de uma mulher, moradora de Ribeirão Preto, de 34 anos, com histórico recente de viagem à região amazônica, que evoluiu para cura. O outro caso é de uma adolescente, de 18 anos, residente na cidade de São José do Rio Preto, que está internada sob cuidados médicos. Ambos os casos seguem com o local provável de infecção sob investigação epidemiológica. Os casos estão sendo investigados por meio das equipes de vigilância epidemiológicas municipais e estadual, e foram confirmados por meio de exames laboratoriais do Instituto Adolfo Lutz. Ambos foram notificados ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). “A confirmação dos dois primeiros casos humanos de Febre do Nilo Ocidental no estado reforça a importância da vigilância epidemiológica e do acompanhamento permanente da situação. As equipes municipais e estaduais seguem atuando na investigação dos casos para identificar o local provável de infecção e orientar as medidas de prevenção”, destaca a diretora do CVE-SP, Tatiana Lang D’Agostini. Esta é a primeira vez que o estado de São Paulo registra casos humanos da doença. Diante das duas confirmações, a Pasta reforça as orientações à população sobre a doença, seus principais sintomas e as medidas de prevenção contra a exposição aos mosquitos transmissores. O que é? A Febre do Nilo Ocidental é uma infecção viral aguda causada por um arbovírus, grupo que também inclui os vírus responsáveis por doenças como dengue, Zika, chikungunya e febre amarela. A transmissão ocorre principalmente pela picada do mosquito do gênero Culex , como pernilongo ou muriçoca, que adquire o vírus ao se alimentar de aves infectadas. A infecção pode não provocar sintomas. Estima-se que cerca de 20% das pessoas infectadas desenvolvem manifestações clínicas, que na maioria das vezes são leves. Os quadros podem variar desde uma febre passageira até formas mais graves, com comprometimento do sistema nervoso central ou periférico. Nos casos graves, a doença pode causar manifestações como encefalite, meningite ou outras alterações neurológicas. Nesses casos, é necessária avaliação médica imediata e, quando indicado, hospitalização. Sintomas mais comuns Febre; Mal-estar; Falta de apetite; Náuseas e vômitos; Dor de cabeça; Dor muscular; Dor nos olhos; Manchas na pele (exantema máculo-papular); Aumento dos gânglios linfáticos (linfadenopatia); Sintomas neurológicos (confusão mental, rebaixamento do nível de consciência, tremores, convulsões). Diagnóstico e tratamento O diagnóstico é feito por avaliação clínica e exames laboratoriais, especialmente nos casos em que há suspeita da doença. Por isso, pessoas que apresentem sintomas compatíveis e tenham histórico de exposição a áreas com presença do mosquito devem procurar um serviço de saúde e informar essa condição aos profissionais. Não existe vacina nem tratamento antiviral específico disponível para a Febre do Nilo Ocidental em humanos. O tratamento é de suporte e direcionado aos sintomas, com repouso, hidratação e acompanhamento médico, conforme a necessidade de cada paciente. Nos casos graves, principalmente quando há comprometimento do sistema nervoso central, pode ser necessária internação hospitalar e atendimento em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O tratamento pode incluir reposição de líquidos por via intravenosa, suporte respiratório e medidas para prevenir e tratar complicações. Como se proteger? Utilizar repelente; Usar roupas que reduzam a exposição da pele, especialmente em áreas de maior risco; Utilizar telas em portas e janelas; Evitar permanecer exposto aos mosquitos, principalmente do entardecer ao amanhecer; Eliminar recipientes e locais que possam acumular água; Evitar o descarte de lixo em valas, valetas, margens de córregos, rios e riachos; Evitar, sempre que possível, o contato ou manuseio de animais encontrados mortos; Redobrar os cuidados do entardecer ao amanhecer, período de maior atividade dos mosquitos Culex.   Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

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Eclipse parcial da Lua nesta quinta-feira (27) será visto em todo o Brasil

Ponto máximo será às 01h31, já na madrugada da sexta-feira A partir das 23h34, hora de Brasília, desta quinta-feira (27), um eclipse parcial da Lua poderá ser visto em todo o território brasileiro. O ponto máximo será às 01h31, já na madrugada da sexta-feira (28), quando estará na fase mais obscura. A astrônoma do Observatório Nacional Josina Oliveira do Nascimento disse que esse tipo de eclipse ocorre toda vez que a Lua entra na sombra da Terra, formada pela incidência do Sol. “Sempre existe a sombra da Terra no espaço, porque o Sol está sempre iluminando a Terra, mas a Lua nem sempre entra nessa sombra”, explicou à Agência Brasil. “A Lua vai entrar na sombra da Terra e tudo acontece por conta dessa questão da sombra. Todos os corpos que não são pontuais, recebendo uma fonte de iluminação, têm duas sombras. Uma mais clara, que a gente chama de penumbra, e uma mais escura, que é a umbra”. “No ano que vem, vamos ter dois eclipses só penumbrais. A Lua vai passar só pela penumbra e vai sair”, adiantou Josina Oliveira. De acordo com a astrônoma, todos os eclipses ocorrem com Lua cheia e o formato depende do quanto ela vai entrar na sombra da Terra. “Se o plano de órbita da Lua em torno da Terra fosse o mesmo do plano de órbita da Terra em torno do Sol, toda Lua cheia teria eclipse, mas acontece que não, porque a Lua faz um plano de órbita que é inclinado em 5 graus em relação ao outro”, explicou. Para ter uma boa observação do fenômeno é preciso paciência. Segundo Josina Oliveira, ao entrar na penumbra, que é a sombra mais clara, ainda não é possível notar qualquer diferença no brilho da Lua. “A gente sabe que ela está lá, porque às 22h24 vai entrar na penumbra, mas entre 22h24 e 23h34, que é a hora que ela vai começar a entrar na umbra, a gente vai olhar para a Lua e vai ver iluminada igualmente. Não dá para perceber nenhuma diferença olhando para ela. Agora, quando for 23h34, aí começa a perceber a diferença”, explicou, acrescentando que o estudo dos horários em que os eventos ocorrem se baseia unicamente nas posições do Sol, da Terra e da Lua. “É isso que define a luminosidade. É a mesma coisa de quando a gente sabe exatamente a hora em que a Lua entrou na Lua cheia, no quarto minguante e no quarto crescente. Cada mês tem um horário diferente. O que a gente precisa para saber disso é a posição do Sol, da Terra e da Lua, porque o que a gente está vendo é consequência desse triângulo”, explicou. Segundo a astrônoma, durante o eclipse, primeiro se vê um pontinho preto, que vai evoluindo até a parte preta ficar em formato de uma “mordidinha”, o que significa que a Lua está entrando cada vez mais na umbra, que é a sombra escura. “Quando ela estiver 96,2% tomada, vai começar a sair da umbra e tomar uma tonalidade avermelhada. Logo depois vai sair”. Nesse fenômeno de agosto, a fase parcial levará 3h18. Vai começar às 23h34, o máximo vai ser às 1h13, já do dia 28, e o final do eclipse parcial vai ser às 2h52. Mesmo quem estiver em fuso diferente do horário de Brasília, subtrai a diferença e poderá observar o fenômeno no mesmo instante. “Quem estiver no fuso de menos 4 horas, diminui 1 hora dos horários [previstos para os movimentos]. O instante é o mesmo, mas a hora no relógio é diferente”. Olho nu Ao contrário do eclipse solar, que para observar é preciso usar filtros, equipamentos especiais ou óculos próprios, esse parcial da Lua poderá ser visto a olho nu, e de qualquer lugar. “No caso desse eclipse, o Brasil todo vai ver e com a Lua bem alta. A única coisa que vai fazer com que você não veja o eclipse é se chover ou ficar nublado”, apontou. De acordo com o Observatório Nacional, o eclipse desta quinta-feira “pertence ao Saros 138, um ciclo de aproximadamente 18 anos que governa a recorrência de eclipses com características semelhantes”. Admiração Para a astrônoma, o fenômeno do eclipse envolve as pessoas por causa da admiração pelo céu, o que ajuda muito na divulgação e educação relacionadas a esses eventos. “A gente tem muita ligação com escolas, projetos de educação de professores, de observação na praça e em várias cidades do Rio e do Brasil, o Ciência Cidadã, envolvendo as pessoas com a ciência através da astronomia, porque o céu é envolvente. Não conheço, em 47 anos de profissão, e nunca ouvi ninguém dizer que não gosta de olhar para o céu”, disse. Transmissão O eclipse parcial poderá ser acompanhado também pela live que o Observatório Nacional vai fazer no seu canal do YouTube a partir das 23h pelo horário de Brasília, em uma nova edição do programa O Céu em sua Casa: observação remota. Segundo o Observatório, como ocorreu no eclipse solar no começo do mês, todos os veículos de comunicação poderão retransmitir gratuitamente a cobertura, mas precisam avisar antes pelo e-mail comunicacao@on.br. Horários: 23h00: Início da transmissão ao vivo pelo YouTube do ON. 23h34 (27/ago): Início do eclipse parcial. A Lua toca a umbra. 01h13 (28/ago): Máximo do eclipse. Momento de maior obscurecimento (96,2%). 02h52 (28/ago): Fim da fase parcial, com a Lua deixando a umbra. 04h02 (28/ago): Fim do eclipse penumbral e encerramento da transmissão.   Fonte: Agência Brasil Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Homem é preso após tentativa de feminicídio e sequestro em Piracicaba

Um homem de 53 anos foi preso pela Polícia Militar (PM) na noite desta quarta-feira (26), em Piracicaba (SP), após uma ocorrência inicialmente comunicada como roubo à residência com emprego de arma de fogo ser posteriormente identificada como uma tentativa de feminicídio e sequestro. De acordo com a PM, a ocorrência foi registrada por volta das 21h53, na Rodovia Geraldo de Barros (SP-304), na região da Vila Rezende. As equipes foram informadas de que um veículo com possíveis criminosos seguia em direção à Piracicaba. Diante da informação, policiais realizaram o bloqueio das possíveis entradas da cidade.   Ver essa foto no Instagram   Um post compartilhado por Portal Veloz (@portalvelozoficial) Quando o veículo foi localizado, os policiais fizeram a abordagem. No interior estavam um homem e uma mulher. Durante a averiguação e o depoimento das partes envolvidas, os policiais constataram que o caso apresentava características de tentativa de feminicídio e sequestro. A vítima apresentava ferimentos profundos na região abdominal e também teria sido atingida por um disparo de chumbinho próximo ao pescoço. O homem abordado também apresentava ferimentos decorrentes de automutilação. As vítimas foram socorridas e a ocorrência encaminhada à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Piracicaba. O delegado de plantão registrou o caso como feminicídio tentado e sequestro. O homem permaneceu preso e à disposição da Justiça. Durante a ocorrência, foram apreendidos uma arma branca, uma arma de airsoft de metal, um celular iPhone e um Certificado de Registro de Veículo (CRV). A ocorrência foi atendida por policiais da 4ª Companhia do 10º Batalhão de Polícia Militar do Interior (10º BPM/I), com apoio de equipes do Comando de Força Patrulha (CPF), responsável pela supervisão dos policiais, além de outras viaturas da Polícia Militar.   Foto: Divulgação/PM

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