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Dia: 21 de agosto de 2026

Alta temperatura e baixa umidade fazem Defesa Civil emitir alerta para risco de incêndio no interior de SP

Condições favorecem o ressecamento da vegetação e aumenta significativamente o risco de propagação de focos de incêndio A Defesa Civil do Estado de São Paulo alertou para o risco de incêndios em vegetação nesta quinta-feira (20), especialmente nas regiões de Presidente Prudente, Araçatuba, São José do Rio Preto, Barretos, Franca, Ribeirão Preto, Araraquara, Marília, Bauru, Campinas, Sorocaba e São Paulo. A combinação das temperaturas elevadas com baixos índices de umidade relativa do ar, associada à atuação de um sistema pré-frontal (condição que antecede a chegada de frente fria, caracterizada pelo choque térmico entre massas quentes e frias), favorece o ressecamento da vegetação e aumenta significativamente o risco de propagação das chamas, sobretudo em áreas de vegetação seca, rasteira e pastagens. As condições de tempo seco exigem atenção redobrada, principalmente em áreas rurais. A ocorrência de incêndios pode causar danos ao meio ambiente, à infraestrutura e à saúde da população. A Defesa Civil ressalta que provocar queimadas é crime ambiental, conforme a legislação vigente, e orienta a população a denunciar a prática. Orientações à população – Não utilize fogo para limpeza de terrenos, áreas rurais ou pastagens; – Não descarte bitucas de cigarro em áreas de vegetação ou às margens de rodovias; – Evite realizar atividades físicas nas horas mais quentes do dia; – Mantenha-se hidratado ao longo do dia; – Umidifique os ambientes sempre que possível; – Redobre os cuidados com crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios durante os períodos de baixa umidade do ar. – Em caso de emergência, acione a Defesa Civil pelo 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193. Para receber gratuitamente os alertas da Defesa Civil no celular, envie um SMS com o CEP da residência para o número 40199. Acompanhe as atualizações, alertas e orientações de prevenção pelos canais oficiais da Defesa Civil do Estado de São Paulo nas redes sociais: @defesacivilsp.   Foto: Divulgação/Governo de SP

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Campinas terá data center de R$ 5 bilhões voltado à inteligência artificial

Projeto da TERRANOVA, primeira empresa a receber incentivo fiscal no PIDS, prevê cerca de 3,6 mil empregos diretos e indiretos Campinas receberá um data center de alta capacidade voltado ao processamento de aplicações de inteligência artificial, com investimento inicial de aproximadamente R$ 5 bilhões, que poderá chegar a R$ 20 bilhões nas diferentes fases de implantação, e previsão de geração de cerca de 3,6 mil empregos diretos e indiretos. O anúncio foi feito nesta quinta-feira, 20 de agosto, pelo Managing Director da Actis e CEO interino da TERRANOVA, Mauricio Giusti, durante cerimônia realizada na Fazenda Pau D’Alho, no distrito de Barão Geraldo. O projeto será implantado no Polo de Inovação para o Desenvolvimento Sustentável (PIDS), onde a TERRANOVA foi a primeira empresa a receber incentivo fiscal. O alvará para a implantação do empreendimento também foi entregue durante o evento, autorizando o início das obras. O Campus Campinas ocupará uma área de aproximadamente 944 mil metros quadrados, com cerca de 115 mil metros quadrados destinados à área construída. Na cerimônia, o prefeito Dário Saadi destacou que a instalação do empreendimento reforça a capacidade de Campinas de atrair investimentos estratégicos e amplia a presença do município na nova economia digital. “Campinas tem uma trajetória consolidada na ciência, na tecnologia e na atração de empresas de alta complexidade. Um investimento dessa dimensão mostra que a cidade está preparada para receber uma infraestrutura fundamental para o avanço da inteligência artificial e para gerar novas oportunidades para a população”, afirma Saadi. O evento também contou com a presença do secretário de Finanças, Aurílio Caiado; do secretário de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, Marcelo Coluccini; da secretária municipal de Urbanismo, Carolina Baracat; e da secretária-adjunta da Secretaria do Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade (Seclimas), Marcela Pupin. Infraestrutura para a economia da inteligência artificial   O Campus Campinas terá uma subestação com capacidade inicial de 300 MW, com possibilidade de expansão para até 1 GW. Na primeira fase, estão previstos 216 MW de capacidade de tecnologia da informação (TI), com áreas reservadas para futuras expansões que podem elevar essa capacidade para 386 MW. A estrutura será dedicada a operações de alta capacidade de processamento, atendendo à demanda por infraestrutura para inteligência artificial e outros serviços digitais. “O início das obras representa um passo histórico para a TERRANOVA e para a infraestrutura digital da América Latina. Estamos construindo um complexo de data centers projetado especificamente para a era da IA, que oferece a máxima capacidade de processamento aos hyperscalers globais e utiliza tecnologias inovadoras de sustentabilidade. Este empreendimento coloca Campinas e o Estado de São Paulo no mapa global dos data centers e demonstra que construir de forma sustentável pode reduzir custos operacionais ao mesmo tempo em que preserva o meio ambiente”, destaca Mauricio Giusti. Tecnologia e sustentabilidade   Um dos diferenciais do projeto é a adoção de tecnologia de resfriamento líquido em circuito fechado, que reduz o uso de água no processo de refrigeração dos equipamentos. Segundo a empresa, a solução também contribui para a eficiência energética da operação. Do total da área do empreendimento, aproximadamente 285 mil metros quadrados serão preservados como áreas verdes ou destinados ao município. O projeto também prevê equipamentos e infraestrutura urbana, como vias públicas e sistemas de tratamento de água e esgoto. Para o secretário em exercício de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação, André Cruz, a implantação do campus pode ampliar as conexões entre o empreendimento e o ecossistema tecnológico existente na cidade. “Um empreendimento como esse movimenta uma cadeia que vai muito além da operação do próprio data center. Ele cria demanda por serviços, fornecedores e profissionais especializados e pode aproximar ainda mais empresas, universidades e centros de pesquisa que já fazem parte do ecossistema de Campinas”, afirma Cruz. O projeto prevê ainda parcerias com universidades, centros de pesquisa e instituições de capacitação da região para a formação de profissionais especializados. A implantação do campus está prevista em diferentes fases, com expansão da estrutura até 2029.   Foto: Divulgação/Prefeitura de Campinas

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Pesca em alta: um setor que cresce no mundo e sustenta milhões de famílias no Brasil

Entre o hobby que atrai cada vez mais jovens e mulheres e a realidade de comunidades ribeirinhas, a pesca revela duas faces de um mesmo setor em expansão A pesca, seja ela esportiva, comercial ou de subsistência, deixou de ser apenas uma atividade de lazer ou uma linha isolada da economia para se tornar um dos setores mais estratégicos da cadeia de alimentos e turismo do planeta. Os números mais recentes confirmam essa relevância, e mostram que o Brasil vive um momento particular de expansão, tanto na pesca esportiva quanto na dependência de milhões de pessoas em relação ao pescado como fonte de renda e alimento. O relatório O Estado Mundial da Pesca e Aquicultura (SOFIA), divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) em junho de 2026, traz um retrato atualizado da atividade global. O comércio internacional de produtos aquáticos movimentou US$184 bilhões, um valor recorde que já rivaliza com o comércio mundial de carnes terrestres. Esse valor revela uma cadeia produtiva que sustenta vidas. O setor de pesca e aquicultura garante, direta e indiretamente, a subsistência de cerca de 600 milhões de pessoas em todo o mundo. Cerca de 89% de tudo o que é produzido em animais aquáticos vai diretamente para o consumo humano, ou seja, a pesca não é apenas negócio, é segurança alimentar. O relatório também mostra uma mudança estrutural na forma como o pescado chega à mesa: em 2024, a aquicultura (criação de peixes) já representou 53% da produção mundial, superando pela primeira vez a pesca extrativa, a captura em rios, lagos e mares, que respondeu por 47%, com cerca de 92 milhões de toneladas, das quais 80 milhões vieram da pesca marinha. No Brasil, o cenário é de crescimento acelerado, especialmente na pesca esportiva. Estimativas apontam que mais de 30 milhões de brasileiros já se interessam ou praticam ativamente a pesca esportiva, um público que vai muito além da pescaria em si e movimenta uma cadeia inteira de serviços: guias de pesca, transporte náutico, hotelaria e turismo regional, com destaque para o Pantanal, a Amazônia e as bacias do Centro-Oeste. Esse movimento é fortemente sentido por quem fabrica os equipamentos usados por pescadores todos os dias. É o caso da Gold Fish, fábrica brasileira com mais de duas décadas de história no segmento de acessórios de pesca, que começou produzindo um único item, o suporte de vara, e hoje reúne em uma só empresa linhas que normalmente estão espalhadas entre fábricas distintas: passaguás, boias (de arremesso, profissionais e de rede), samburás, bolsas e acessórios em geral. Segundo o proprietário da empresa, o mercado de acessórios de pesca de duas décadas atrás era, paradoxalmente, mais amplo em pontos de venda física, havia mais lojas abertas e menos concorrência direta, do que o cenário atual. A virada de chave veio com duas aquisições: uma fábrica de passaguás, recebida de um fornecedor há cinco anos, que hoje já responde por 40% do faturamento da empresa, e, mais recentemente, uma fábrica de boias, que ampliou ainda mais o catálogo e o quadro de funcionários. Um dos sinais mais claros de que a pesca esportiva brasileira está em expansão, na visão da empresa, é a mudança no perfil de quem pratica: nos últimos anos, cresceu de forma expressiva a presença de jovens, crianças e mulheres na atividade, um público que amplia a base tradicional de pescadores adultos e demonstra que o hobby está se popularizando entre novos perfis de consumidores. Os dados globais da FAO lembram que para uma fatia expressiva das 600 milhões de pessoas que dependem da pesca no mundo, sendo assim uma fonte primária de alimento e renda. É essa dualidade que torna o setor tão relevante para políticas públicas: de um lado, uma indústria de equipamentos e turismo em franca expansão, de outro, comunidades inteiras que dependem da pesca para sua subsistência. O crescimento do interesse pela pesca também trouxe para dentro das próprias fábricas uma preocupação crescente com o impacto ambiental. A Gold Fish, por exemplo, diz ter desenvolvido uma linha de passaguás e viveiros pensada para não machucar os peixes durante o manuseio, um indicativo de que, à medida que a atividade se populariza, cresce também a cobrança por práticas que preservem os estoques pesqueiros e o bem-estar animal, evitando que o boom da pesca esportiva se transforme em pressão adicional sobre um recurso que também é, para milhões de brasileiros, questão de sobrevivência. Com a retomada das estatísticas oficiais pelo MPA, o setor pesqueiro brasileiro tende a ganhar, nos próximos anos, um retrato mais preciso de sua própria dimensão, tanto na ponta esportiva, que já mobiliza dezenas de milhões de praticantes e uma indústria de equipamentos em expansão, quanto na ponta da subsistência, ainda pouco mapeada, mas essencial para comunidades inteiras ao longo dos rios e da costa brasileira. Entender essas duas faces da pesca, negócio e sobrevivência, será fundamental para equilibrar crescimento econômico e sustentabilidade nos próximos anos.

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