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Dia: 11 de maio de 2026

Fast Shop é multada em mais de R$ 1 bilhão por fraude relacionada ao ICMS

Rede varejista foi autuada em R$ 1,04 bilhão, valor recorde já registrado no Brasil com base na Lei Anticorrupção pelo Governo de SP O Governo de São Paulo aplicou à Fast Shop S/A a maior multa já registrada no país com base na Lei Anticorrupção. A autuação da Controladoria Geral do Estado (CGE-SP), no valor de R$ 1.040.278.141,00, foi definida após Processo Administrativo de Responsabilização de Pessoa Jurídica. “Desde o início das investigações conduzidas pela nossa gestão e pelo Ministério Público, nós dissemos que a mão pesada do Estado iria servir como exemplo contra todos os envolvidos em fraudes e corrupção. Quem lesou o Estado não vai ficar impune, prova disso é a multa bilionária que estamos aplicando a uma das empresas fraudadoras”, afirmou o governador Tarcísio de Freitas. A CGE-SP apurou que a rede varejista especializada em eletrônicos cometeu atos lesivos como oferta de vantagem indevida a agente público, obtenção de benefícios tributários indevidos e interferência em atividades de fiscalização e investigação da administração tributária estadual. A investigação integra ações de repressão à corrupção iniciadas pela Operação Ícaro, que reúne órgãos do Governo do Estado e o Ministério Público no combate a fraudes tributárias envolvendo auditores fiscais e o setor privado. A cooperação institucional foi fundamental para que as provas colhidas subsidiassem a responsabilização administrativa das empresas envolvidas, nos termos da Lei Anticorrupção. A medida integra as ações da gestão comandada pelo governador Tarcísio de Freitas no combate à corrução e no aprimoramento dos controles internos no âmbito das operações Ícaro e seus desdobramentos. Até o momento, cinco servidores já foram demitidos, um foi exonerado e 61 procedimentos administrativos instaurados. O valor da multa corresponde aos valores obtidos ilicitamente pela Fast Shop. Os recursos irregulares poderiam custear a ampliação de serviços públicos essenciais. Com pouco mais de R$ 1 bilhão, o investimento estadual equivaleria a projetos como construção de 300 creches, com capacidade média de atendimento de 140 crianças por unidade, seis novos hospitais regionais, 216 centros de reabilitação da Rede Lucy Montoro ou reforço de 5,2 mil novas viaturas para as polícias Civil e Militar. Fraudes cometidas De acordo com a apuração da CGE-SP, a Fast Shop contratou a empresa Smart Tax Consultoria e Auditoria Tributária Ltda., operada pelo ex-auditor fiscal da Receita Estadual, Artur Gomes da Silva Neto, para prestação de serviços relacionados à recuperação de créditos tributários de ICMS decorrentes do regime de substituição tributária. As investigações apontaram que a empresa tinha ciência da utilização indevida de informações fiscais privilegiadas, obtidas mediante acesso irregular aos sistemas internos da administração tributária estadual. O esquema contava inclusive com uso do certificado digital da própria empresa processada. A atuação envolvia promessa de facilitação de processos tributários, blindagem contra fiscalizações e intermediação de operações de monetização de créditos tributários. Também ficou comprovado que a Fast Shop obteve créditos tributários indevidos de R$ 1,04 bilhão. O valor é decorrente da prática conhecida como mineração de dados fiscais, mediante prospecção e homologação irregular de créditos tributários com uso informações às quais a empresa não teria acesso. De acordo com a apuração, os créditos totais analisados alcançaram aproximadamente R$ 1,59 bilhão. A parcela superior a R$ 1,04 bilhão teria sido calculada e inserida por Silva Neto a partir de dados obtidos de forma ilícita, gerando vantagem indevida e prejuízo ao Tesouro do Estado. A dosimetria da multa observou rigorosamente os parâmetros estabelecidos pela legislação vigente. A autuação observou critérios como provas dos autos, gravidade dos fatos apurados, extensão dos danos à administração pública, vantagem indevida, repercussão das irregularidades e capacidade econômica da pessoa jurídica. A multa foi equiparada ao valor total da fraude. Para o controlador geral do Estado, Rodrigo Fontenelle, a atuação do órgão de controle reforça o compromisso do Governo de São Paulo com a integridade, a proteção do patrimônio público e o fortalecimento de uma cultura de ética, transparência e conformidade nas relações entre o setor público e privado: “O caso representa marco relevante no fortalecimento das políticas públicas de prevenção e combate à corrupção em São Paulo”.   Foto: Reprodução/Fast Shop

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Primeira onda de frio de 2026 derruba temperaturas em SP e acende alerta para geadas

Massa de ar polar avança pelo Centro-Sul do Brasil entre os dias 8 e 13 de maio e provoca a queda de temperatura mais intensa do ano; capital paulista deve registrar madrugadas próximas dos 10°C A primeira grande onda de frio de 2026 já começou a avançar pelo Brasil e deve provocar uma forte queda nas temperaturas em diversas regiões do país, especialmente no estado de São Paulo. Segundo informações da Climatempo, a massa de ar polar de origem continental atua entre os dias 8 e 13 de maio e será responsável pelo episódio de frio mais intenso registrado neste ano até agora. No território paulista, o ar frio começa a ganhar força a partir do sábado (9), principalmente nas regiões oeste, sudoeste e sul do estado. Já no domingo (10), a influência da massa polar se espalha pelas demais áreas, incluindo a Grande São Paulo. A previsão indica frio moderado a forte entre os dias 10 e 12 de maio. Nas madrugadas de segunda-feira (11) e terça-feira (12) os termômetros devem ficar em torno dos 10°C em grande parte do estado, inclusive na capital paulista. Em cidades do interior e áreas mais elevadas, as temperaturas podem cair ainda mais. Meteorologistas também alertam para risco de geada em algumas regiões paulistas. A possibilidade é considerada baixa, mas pode ocorrer no oeste do estado na madrugada de 11 de maio e em áreas do sul paulista no dia 12. De acordo com a Climatempo, o frio intenso ocorre porque o centro da massa de ar polar avança pelo interior da Argentina em direção ao Paraguai, formando o chamado “ar polar continental”. Esse tipo de sistema consegue penetrar com mais força no Brasil, espalhando o ar gelado por uma área maior e prolongando o período de baixas temperaturas. Além de São Paulo, a onda de frio deve atingir os estados do Sul, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás, Mato Grosso e parte da Região Norte, com previsão de friagem em Rondônia, Acre e no sul do Amazonas. Nos estados do Sul, o cenário será ainda mais rigoroso. Há previsão de temperaturas abaixo de 0°C, formação de geada moderada a forte e até pequena possibilidade de precipitação invernal (chuva congelada ou neve) nas áreas mais altas das serras gaúcha e catarinense entre a noite de sábado (9) e a madrugada de domingo (10). A expectativa é que o frio comece a perder intensidade na quarta-feira (13), quando a massa polar deve avançar para o oceano, permitindo a elevação gradual das temperaturas no Centro-Sul do país.   Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

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Executivo de Piracicaba atribui cortes na Fumep a déficit acumulado; docentes pedem diálogo

Professores criticam cortes e pedem diálogo, enquanto gestão defende medidas para evitar colapso; futuro da instituição segue em discussão Professores da EEP (Escola de Engenharia de Piracicaba) pedem maior abertura ao diálogo e à participação dos docentes no atual plano de ação posto em prática para conter o que a secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, Thaís Fornícola, classifica como “sangramento” nas finanças da Fumep (Fundação Municipal de Ensino de Piracicaba). Junto com o Cotip (Colégio Técnico Industrial de Piracicaba), o Centro de Pós-Graduação e o Centro de Educação Profissional de Piracicaba, a EEP é uma das quatro unidades de ensino que compõem a Fumep, ente que integra a administração indireta do município e possui orçamento próprio —a subvenção municipal foi revogada em 2007—, com previsão de receitas de R$ 24,074 milhões em 2026, segundo a Lei Orçamentária Anual em vigor. Thaís está interinamente, desde abril, como diretora-executiva da fundação, em substituição a Luis Chorilli Neto, que se afastou por três meses, sem remuneração, para a disputa de um cargo honorífico no Crea (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia). A secretária foi a responsável pela maior parte das respostas do Executivo na audiência pública sobre o futuro da Fumep realizada na tarde desta sexta-feira (8) na Câmara. A discussão foi convocada pela vereadora Rai de Almeida (PT) no requerimento 396/2026 e trouxe ao plenário da Casa parlamentares, secretários municipais e docentes do quadro da Fumep. O debate foi motivado pelas mudanças recentes implementadas na fundação, entre as quais a demissão de sete professores de longa trajetória na instituição e a não-abertura de novas turmas nos cursos de graduação em engenharia de produção e ciências contábeis. “A Fumep tem um papel de extrema relevância para a sociedade e, em razão de alguns problemas que chegaram ao nosso conhecimento, por dever de ofício chamamos essa audiência pública. Não temos aqui o papel de ‘caça às bruxas’, mas temos de levantar os problemas que existem, apurá-los e buscar saná-los para ter nossas instituições funcionando nos termos para os quais foram criadas”, afirmou Rai de Almeida, no início dos trabalhos. Thaís agradeceu a possibilidade de expor as ações que a atual gestão da Fumep tem implementado “para levar a fundação ao nível e à estabilidade que ela merece”. “É uma instituição de quase 60 anos que vem sofrendo com muitas dificuldades financeiras. Estou feliz em ter essa oportunidade de mostrar isso e ouvir sugestões que possam fazer a fundação ser cada vez mais forte e longeva. Acredito, sim, que essa é uma solução que precisa ser construída a muitas mãos”, afirmou. A Fumep conta hoje com mais de 210 funcionários, incluindo terceirizados, e um total de 2.270 alunos, dos quais 1.207 estão matriculados na EEP, 233 no Cotip, 761 no Centro de Educação Profissional de Piracicaba e 69 no Centro de Pós-Graduação. Com 79 professores, dos quais 97,5% possuem mestrado e doutorado, a EEP mantém estável, nos últimos quatro ciclos, a nota 3 no Índice Geral de Cursos, que vai de 1 a 5 e é o principal indicador de qualidade das instituições de ensino superior no Brasil, calculado anualmente pelo Inep/Ministério da Educação. “A fundação continua sendo reconhecida por sua qualidade e referência no ensino e, como evidência disso, o regulador externo continua aprovando e nos reconhecendo pela qualidade”, pontuou a diretora-executiva interina. No entanto, reportou Thaís, a EEP perdeu 925 de seus alunos entre 2016 e 2024, uma redução de 43%. “A queda está alinhada com a transformação estrutural que toda instituição de ensino superior presencial brasileira sofre”, disse a secretária, num cenário em que o EaD (ensino a distância) cresce, enquanto o presencial encolhe. “Não se trata de uma crise de gestão [da EEP], mas de uma transformação estrutural do mercado de educação superior”, observou, acrescentando que cada aluno que sai significa mensalidades a menos, sem que a folha de pagamentos tenha acompanhado a queda das receitas ao longo dos anos. SEM MEDIDAS ADOTADAS, FUMEP CRUZARIA LIMITE OPERACIONAL AINDA EM 2026, DIZ SECRETÁRIA A Fumep teve seu último saldo financeiro positivo em 2016, quando alcançou superávit de R$ 416 mil —os nove anos desde então geraram um déficit acumulado de R$ 17 milhões. A folha de pagamentos chegou a representar 100,2% da receita em 2020, alcançou em 87% em 2025 e fechou o primeiro trimestre deste ano em 68,1%, menor porcentagem desde os 70% de 2016, segundo os dados apresentados pela diretora-executiva interina na audiência pública da Câmara. “A Fumep [antes] estava pagando os salários com suas reservas, tirando dinheiro do banco, do investimento financeiro, não do que arrecadava, tornando uma situação insustentável financeiramente. Neste último trimestre, de janeiro a março de 2026, pela primeira vez nós baixamos de 70% esse índice”, comparou. “Olhando o caixa acumulado, que são as aplicações financeiras, como consequência perdemos 72% do caixa, ao consumi-lo, saindo de R$ 23,9 milhões em 2016 para R$ 6,4 milhões em 2025, sendo que a reserva mínima recomendada para uma instituição de ensino é de, no mínimo, seis meses de despesas operacionais, [no caso da Fumep] cerca de R$ 11 milhões. Seguimos longe da saúde financeira recomendada, com de três a quatro meses de segurança”, disse Thaís. Segundo a secretária, sem as medidas adotadas em 2025, cálculos indicaram que a fundação teria o esgotamento total de suas reservas daqui três anos. “A Fumep teria cruzado o limite operacional ainda em 2026 e chegado ao seu último dia de operação em 13 de março de 2029. Isso deixaria 2.270 alunos sem recursos e 210 funcionários sem emprego e, provavelmente, sem as verbas rescisórias previstas”, afirmou, ao explicar que tal projeção é baseada na taxa média de queda das reservas observada nos últimos dez anos, de R$ 2 milhões anuais. Thaís apontou que a adoção de um conjunto de medidas em 2025 —por ela denominadas como reorganização do quadro docente, reorganização acadêmica, revisão de contratos e adequação da infraestrutura— terão impacto recorrente a partir de 2026 de R$ 2,39 milhões economizados ao ano. “As decisões foram tomadas para garantir

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Guarda Municipal é preso por matar a esposa no dia do casamento em Campinas

Segundo a Polícia Civil, agente da Guarda Municipal atirou contra a companheira após discussão durante confraternização familiar; feminicídio ocorreu no DIC IV e é investigado pela Delegacia da Mulher A Polícia Civil prendeu em flagrante um guarda municipal acusado de matar a própria esposa na noite deste sábado (9), no bairro DIC IV, em Campinas (SP). O caso foi registrado como feminicídio consumado pela 2ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). De acordo com informações do boletim de ocorrência, a vítima foi identificada como Nájylla Duenas Nascimento, de 34 anos. O principal suspeito é o marido dela, o guarda municipal Daniel Barbosa Marinho, de 55. Segundo as investigações iniciais, o crime ocorreu horas após a cerimônia de casamento do casal.   Ver essa foto no Instagram   Um post compartilhado por Portal Veloz (@portalvelozoficial) Ainda conforme o registro policial, familiares e amigos participavam de uma confraternização na residência do casal, na Rua Anália Franco, quando houve uma discussão seguida de luta corporal entre os dois. Testemunhas relataram que familiares tentaram intervir na briga e retiraram crianças do local. A Polícia Civil informou ainda que o agente se apoderou de uma arma de fogo funcional, agrediu a vítima e efetuou disparos. Após deixar o imóvel, ele teria retornado em seguida e realizado novos tiros contra a esposa. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado, mas a morte da vítima foi constatada no local. A perícia apreendeu estojos de munição, projéteis e outros materiais relacionados ao crime. Segundo o boletim, a arma utilizada foi entregue pelo próprio investigado após ele se render, em uma negociação intermediada por integrantes da Guarda Municipal. Diante dos elementos reunidos, a autoridade policial decretou a prisão em flagrante do suspeito e representou pela conversão da detenção em prisão preventiva. O caso segue sob investigação. Em nota divulgada neste domingo (10), a Guarda Municipal (GM) de Campinas informou que acompanha a ocorrência e lamentou o caso. A corporação afirmou ainda que a Corregedoria irá instaurar procedimentos administrativos e disciplinares para apurar a conduta do agente. “A Guarda Municipal lamenta profundamente o fato e reafirma seu compromisso com o combate a qualquer forma de violência”, informou a GM em comunicado oficial. A Guarda Municipal também declarou que colabora integralmente com as investigações conduzidas pela Polícia Civil.   Foto: Reprodução

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