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Dia: 17 de janeiro de 2026

Chuvas ficam abaixo da média em São Paulo e seca deve persistir no primeiro trimestre, apontam especialistas

Influência do La Niña agrava escassez hídrica no estado; reservatórios da região metropolitana operam em níveis críticos  A média de chuvas em praticamente todas as estações de medição da região metropolitana de São Paulo está abaixo da média histórica para o mês de janeiro e deve permanecer assim ao longo de todo o primeiro trimestre do ano. A única exceção é o posto do Mirante de Santana, na zona norte da capital, que já superou o volume esperado para o período.  De acordo com especialistas, a situação é causada pela dificuldade de avanço de frentes frias vindas do Sul e pela redução da umidade que normalmente chega pelo Oeste, tanto da Amazônia quanto do Atlântico. O cenário está diretamente ligado à persistência do fenômeno La Niña no Oceano Pacífico, que provoca uma alta anômala e interfere na dinâmica do clima no Sudeste do país.  A influência do La Niña foi confirmada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que aponta agravamento da condição de seca em todo o estado de São Paulo. Desde janeiro de 2024, o território paulista enfrenta seca severa ou extrema. Apenas a região norte apresenta seca severa nos últimos 12 meses; as demais áreas são classificadas como seca extrema.  Segundo o Inmet, o ano de 2025 já é considerado seco, uma vez que as chuvas do verão 2024–2025 não foram suficientes para recompor o estoque de água no solo. “No primeiro trimestre teremos chuva abaixo da média em toda a região entre o sul da mesorregião de Bauru, Itapetininga e a região metropolitana de São Paulo”, afirmou o meteorologista Leydson Dantas.  Ainda de acordo com o especialista, há possibilidade de melhora das condições climáticas a partir do segundo semestre, com o enfraquecimento do La Niña — cenário considerado 75% provável pela National Oceanic and Atmospheric Administration (Noaa), órgão do governo dos Estados Unidos responsável pelo monitoramento climático global.  Enquanto o fenômeno mantiver força, é esperada uma concentração excepcional de chuvas na Região Sul do país, incluindo o litoral do Paraná, Santa Catarina e, principalmente, o Rio Grande do Sul, além de áreas da Argentina e do Uruguai.  A escassez hídrica já provoca impactos de curto prazo em todo o estado e efeitos mais severos e prolongados nas regiões noroeste e leste, segundo o monitoramento mensal da Agência Nacional de Águas (ANA). Os reservatórios que abastecem a capital e os municípios da Grande São Paulo operam em níveis considerados críticos.  Na medição desta sexta-feira (16), o Sistema Integrado Metropolitano, monitorado pela Sabesp, registrou 27,7% de sua capacidade — índice semelhante ao observado em janeiro de 2016, durante a recuperação da crise hídrica de 2015. Já o sistema Cantareira, principal manancial da região, responsável por mais de 40% do abastecimento, opera com 19,39% do volume total. O reservatório de Jaguari-Jacareí, que representa cerca de 85% do Cantareira, está com apenas 16,89% da capacidade.  Segundo a Sabesp, o enfrentamento da crise inclui a ampliação da captação de água, com reforço no sistema Alto Tietê, que passou a utilizar volumes do Rio Itapanhaú, além de investimentos em modernização de equipamentos, estações de tratamento, bombeamento e redução de perdas na rede.  Apesar das medidas, a companhia reconhece a gravidade do momento. Em nota, a Sabesp afirmou que a região metropolitana enfrenta uma situação hídrica “historicamente desafiadora”, com disponibilidade de água extremamente baixa — cerca de 149 metros cúbicos por habitante ao ano, índice comparável ao de regiões semiáridas.  A empresa também informou que, desde o fim de agosto de 2025, tem reduzido ou suspendido o abastecimento durante o período noturno em algumas regiões. Ainda segundo a Sabesp, os efeitos das mudanças climáticas já são evidentes, com chuvas cada vez mais irregulares, ondas de calor mais frequentes e aumento da demanda, fatores que intensificam a crise hídrica no estado. (Renan Isaltino)  Fonte: Agência Brasil

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Queda de helicóptero em Guaratiba deixa três mortos no Rio de Janeiro

O Corpo de Bombeiros do Quartel de Guaratiba foi acionado por volta das 9h55  Um helicóptero caiu na manhã deste sábado (17) na região de Guaratiba, na zona oeste do Rio de Janeiro, e deixou três pessoas mortas. O acidente ocorreu em uma área de mata conhecida como Praia da Brisa e mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros.  As vítimas foram identificadas como Sérgio Nunes Miranda, Lucas Silva Souza e Diego Dantas Lima Morais. De acordo com apuração do Portal Veloz, parceiro do R7, Sérgio Nunes era major da Força Aérea Brasileira (FAB) e coordenador do projeto social “Semeando o Amanhã”, que atende crianças e famílias em situação de vulnerabilidade social na Comunidade do Guarda, no Rio de Janeiro. Ele também produzia conteúdos sobre aviação em seu perfil no Instagram, onde reunia mais de 30 mil seguidores.  Outra vítima foi Lucas Silva Souza, capitão do Corpo de Bombeiros e piloto do Grupamento de Operações Aéreas (GOA). Em nota oficial, a corporação lamentou a morte do militar e destacou sua trajetória profissional, marcada pelo comprometimento com a missão de salvar vidas. O instrutor de voo Diego Dantas Lima Morais também morreu no acidente. Nas redes sociais, amigos e familiares prestaram homenagens e lamentaram a perda.  O Corpo de Bombeiros do Quartel de Guaratiba foi acionado por volta das 9h55. Até o meio-dia, as equipes realizavam a remoção dos corpos em meio à vegetação de difícil acesso.  Segundo informações iniciais, a aeronave teria pousado no Aeroclube de Guaratiba para abastecimento e, logo após decolar, foi avistada caindo na região próxima à costa.  Em nota, a Força Aérea Brasileira informou que o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) acionou investigadores para a Ação Inicial da ocorrência envolvendo a aeronave de matrícula PS-GJS. O trabalho inclui a coleta e confirmação de dados, preservação de evidências, verificação dos danos e levantamento de informações que vão auxiliar na apuração das causas do acidente.  As circunstâncias da queda seguem sob investigação. (Renan Isaltino) Fonte e Foto: Record Rio

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Fortes chuvas provocam alagamentos e transtornos em São Paulo

Segundo a previsão meteorológica, o tempo segue instável e novas pancadas de chuva devem ocorrer  As fortes chuvas que atingem o estado de São Paulo neste sábado (17) vêm causando sérios transtornos em diversas regiões. Áreas da capital e da Grande São Paulo enfrentam alagamentos, dificuldades no trânsito e prejuízos ao comércio local.  Na capital paulista, bairros da zona sul como Parelheiros e Campo Limpo registraram inundações significativas. O estado de alerta foi acionado devido ao volume intenso de chuva e ao risco de transbordamento de córregos. Em alguns pontos, ruas ficaram completamente tomadas pela água, dificultando a circulação de veículos e pedestres.  Na Grande São Paulo, cidades como Mauá e Santo André, no ABC Paulista, também foram fortemente impactadas. Imagens aéreas registradas pelo helicóptero da RECORD mostram vias alagadas e trânsito lento, refletindo os efeitos da chuva intensa sobre a mobilidade urbana.  Os transtornos vão além do deslocamento. Em Parelheiros, um salão de beleza sofreu prejuízos após ser invadido por lama, enquanto moradores relataram a presença de pessoas ilhadas nas regiões mais afetadas. Atividades comerciais foram interrompidas em diferentes localidades devido às condições climáticas adversas.  A chuva intensa tem piorado o trânsito, especialmente nos horários de pico, exigindo atenção redobrada dos motoristas. Segundo a previsão meteorológica, o tempo segue instável e novas pancadas de chuva devem ocorrer, o que pode agravar a situação nas próximas horas.  As autoridades orientam que a população evite áreas alagadas e acompanhe os comunicados da Defesa Civil. (Renan Isaltino) Foto: divulgação RECORD

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Homem é preso por violência doméstica em condomínio no bairro Morada das Acácias, em Limeira

Vítima pediu socorro e apresentava lesões aparentes; prisão foi ratificada no Plantão Policial  Um homem foi preso em flagrante por violência doméstica em um condomínio residencial no bairro Morada das Acácias, em Limeira. A ocorrência foi atendida pela equipe policial após acionamento do COPOM, que recebeu denúncia de agressão dentro do residencial.  Ao chegar ao local, com apoio do CGP-5, os policiais foram informados por moradores sobre um apartamento de onde vinham gritos de socorro. A equipe foi até o endereço indicado e, após insistência, conseguiu contato com o morador, que abriu a porta visivelmente abalado.  No interior do imóvel, a vítima relatou que havia sido agredida fisicamente pelo companheiro e apresentava lesões aparentes, compatíveis com agressão recente. Diante da situação, os policiais deram voz de prisão em flagrante ao autor, garantindo todos os seus direitos legais.  As partes foram encaminhadas para atendimento médico e, em seguida, levadas ao Plantão Policial. Após analisar os fatos, o delegado de plantão ratificou a prisão em flagrante. O homem permaneceu à disposição da Justiça. (Renan Isaltino) Foto: arquivo P.V

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Motocicleta com sinais identificadores adulterados é apreendida no Centro de Cordeirópolis

Condutor foi preso em flagrante durante patrulhamento preventivo; veículo teria sido adquirido por R$ 2 mil e seria de leilão Durante patrulhamento ostensivo preventivo realizado na região central de Cordeirópolis, na sexta-feira (16), uma equipe policial abordou uma motocicleta de pequeno porte, de cor preta, ocupada por dois indivíduos. A ação ocorreu após os agentes constatarem que o condutor trafegava utilizando chinelos, infração que motivou a ordem de parada para adoção das medidas administrativas cabíveis. Na fiscalização, os policiais verificaram que os sinais identificadores do veículo, estavam suprimidos tanto no chassi quanto na numeração do motor. Em consulta ao emplacamento, foi identificado que a placa correspondia a uma motocicleta Honda CG 125 Fan, preta, registrada no município de Americana. Questionado, o condutor informou informalmente que havia adquirido a motocicleta pelo valor de R$ 2 mil e que teria sido informado de que o veículo era proveniente de leilão. Nada de ilícito foi encontrado com os ocupantes durante a busca pessoal. O passageiro foi orientado e liberado no local. Diante da adulteração dos sinais identificadores, foi dada voz de prisão em flagrante ao condutor pelo crime previsto no artigo 311 do Código Penal. Para evitar risco de fuga e preservar a integridade física do preso e da equipe, foi necessário o uso de algemas. O detido foi encaminhado ao hospital municipal de Cordeirópolis para exame cautelar e, na sequência, apresentado à Delegacia Seccional de Limeira. A autoridade policial ratificou a prisão em flagrante por adulteração de sinal identificador veicular, registrando o boletim de ocorrência policial civil. O indiciado permaneceu à disposição da Justiça. A motocicleta foi apreendida e será submetida à perícia. (Renan Isaltino)

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Gilmar Mendes rejeita pedido de prisão domiciliar para Bolsonaro

Ministro do STF afirmou que habeas corpus foi apresentado por advogado sem vínculo com a defesa O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu não conhecer o pedido de habeas corpus que solicitava prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi proferida na sexta-feira (16), durante o recesso do Judiciário. Segundo o ministro, o pedido é inadmissível porque não foi apresentado pela defesa técnica do ex-presidente. O habeas corpus foi impetrado pelo advogado Paulo Emendabili Sousa Barros de Carvalhosa, que não integra a equipe responsável pela representação processual de Bolsonaro. Na decisão, Gilmar Mendes destacou que a defesa do ex-presidente está regularmente constituída e atua de forma ativa nos processos em curso, o que afasta a possibilidade de atuação substitutiva por terceiros. De acordo com o ministro, admitir pedidos dessa natureza poderia interferir indevidamente na estratégia defensiva e violar o princípio do juiz natural. O relator também citou jurisprudência consolidada do STF segundo a qual, embora o habeas corpus tenha legitimidade ampla, o manejo do instrumento por terceiros exige cautela, especialmente quando não há indícios de omissão ou deficiência da defesa constituída. O pedido havia sido encaminhado ao ministro Gilmar Mendes após o ministro Alexandre de Moraes declarar impedimento para analisar o caso. Moraes era apontado como autoridade coatora no habeas corpus, já que a ação questionava decisões de sua própria relatoria. Ao final, Gilmar Mendes afirmou que não conhecia do habeas corpus por manifesta inadmissibilidade, com base no Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. A decisão foi comunicada aos ministros Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia.   Fonte: R7 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Investidores do Banco Master já podem pedir devolução de valores investidos

Cerca de 800 mil credores têm direito ao ressarcimento; valor total das garantias soma R$ 40,6 bilhões Investidores e depositantes do Banco Master a partir deste sábado (17) podem solicitar o pagamento dos valores cobertos pela garantia do FGC (Fundo Garantidor de Créditos). O pedido está liberado, após a conclusão da consolidação da lista de credores feita pelo liquidante nomeado pelo Banco Central . Segundo o comunicado ao mercado, cerca de 800 mil credores têm direito ao ressarcimento. O valor total estimado a ser pago em garantias é de R$ 40,6 bilhões, ligeiramente abaixo da projeção inicial, que era de R$ 41,3 bilhões. Mesmo após o pagamento das garantias relacionadas ao conglomerado Master, o FGC informa que mantém liquidez de R$ 125 bilhões, suficiente para enfrentar cenários severos de estresse no sistema financeiro. Como funciona o pagamento da garantia O pagamento da garantia só é iniciado quando o Banco Central decreta a liquidação de uma instituição financeira. A partir daí, o liquidante reúne e revisa as informações dos credores processo técnico que pode levar, em média, até 30 dias úteis e encaminha a lista ao Fundo Garantidor de Créditos. Com essa base consolidada, o FGC libera o pedido para que os credores indiquem a conta bancária e validem os dados necessários para o recebimento. De acordo com o diretor-presidente do FGC, Daniel Lima, após a conclusão das etapas no aplicativo ou no portal, o pagamento é feito em até dois dias úteis, diretamente em conta de titularidade do credor. Pedido para pessoa física No caso de pessoa física, a solicitação deve ser feita exclusivamente pelo aplicativo do FGC, disponível nas lojas de aplicativos. O processo envolve duas etapas principais: Cadastro no aplicativo, com validação de dados e biometria; Solicitação do pagamento, que só fica disponível após o FGC receber a lista oficial de credores da instituição liquidada. Pelo aplicativo, também é possível acompanhar o andamento do pedido e receber notificações sobre cada etapa do processo. Pedido para pessoa jurídica Empresas credoras devem solicitar a garantia pelo Portal do Investidor, no site do FGC. O responsável legal precisa: Cadastrar a empresa no portal; Indicar os representantes autorizados; Concluir o pedido após a liberação da lista de credores. O pagamento é feito por transferência para conta corrente ou poupança em nome da empresa, com o mesmo CNPJ informado no pedido. E no caso do DPGE? Para investidores com DPGE (Depósitos a Prazo com Garantia Especial), o pedido é feito diretamente pelo site do FGC, por meio de um link específico que é liberado quando a instituição associada entra em liquidação. Após o preenchimento do formulário e o envio da documentação, o credor assina o termo de sub-rogação e a autorização para transferência do ativo registrado na B3. O pagamento é realizado na conta de titularidade do investidor, após a validação dos dados.   Fonte: R7 Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

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Palmeiras encara o Mirassol para ‘dormir’ na liderança do Paulistão

Adversário tem sido pedra no sapato do Verdão O Palmeiras encara o Mirassol neste sábado (16), às 20h30, na Arena Barueri, pela terceira rodada do Campeonato Paulista. Em segundo lugar, com seis pontos, o time de Abel Ferreira quer somar mais três para dormir na liderança — o Red Bull Bragantino está na ponta da tabela, mas só joga amanhã contra o Botafogo-SP. Nos últimos anos, o Mirassol tem sido uma pedrinha no sapato do Palmeiras. Em 2025, a única vitória do alviverde diante do clube do interior foi pelo Paulistão, na última rodada da fase de grupos — ainda no formato antigo. No Brasileirão do ano passado, o Verdão perdeu por 2 a 1 fora de casa e empatou por 1 a 1 jogando no Allianz Parque. Para a partida de hoje, Abel Ferreira deve promover mudanças na escalação. Jefté (recuperado de um edema), Maurício, Marlon Freitas e Ramón Sosa (poupados contra o Santos), devem ser novidade. Outra mudança prevista no time passa pela ausência de Andreas Pereira, que sofreu uma lesão no ombro no jogo contra o Peixe — a expectativa é que o jogador fique fora, em tratamento, por cerca de um mês. Mirassol venceu o São Paulo na estreia do estadual – TAINA ARAUJO/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO – 15.01.2026 O Mirassol começou o Paulistão com o pé direito e venceu o São Paulo por 3 a 0 na estreia, mantendo a invencibilidade do time no Estádio José Maria de Campos Maia — no Brasileirão, em 2025, o Leão não perdeu jogando diante da sua torcida. Na segunda rodada, porém, o time comandado por Rafael Guanaes foi derrotado pelo Primavera por 3 a 1, fora de casa. O treinador, inclusive, assumiu a responsabilidade pelo revés e disse que o Leão continua em um momento de reestruturação, após diversas mudanças no elenco.   Fonte: R7 Foto: VINICIUS NUNES/AGÊNCIA F8/ESTADÃO CONTEÚDO

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Mercosul e União Europeia assinam acordo comercial neste sábado (17)

Após 26 anos de negociação, representantes dos blocos de integração regional Mercosul e União Europeia (UE) devem assinar, neste sábado (17), um acordo de livre comércio com potencial de integrar um mercado de cerca de 720 milhões de pessoas (450 milhões na UE e cerca de 295 milhões no Mercosul). Aprovado por ampla maioria dos 27 países que integram a UE, o tratado será assinado em Assunção, no Paraguai – país que, desde dezembro de 2025, preside temporariamente o Mercosul. A cerimônia de assinatura acontecerá a partir das 12h15 (horário de Brasília), no teatro José Asunción Flores, do Banco Central paraguaio – mesmo local onde, em 1991, foi assinado o Tratado de Assunção, considerado o primeiro passo para a criação do Mercado Comum do Sul (Mercosul), hoje composto por Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai. O evento contará com a presença de representantes dos países-membros, a exemplo dos presidentes Javier Milei (Argentina); Rodrigo Paz (Bolívia); Santiago Peña (Paraguai) e Yamandú Orsi (Uruguai), bem como da cúpula europeia, como Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e António Costa, presidente do Conselho Europeu. Por questões de agenda, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não viajará ao Paraguai. O Brasil será representado na cerimônia de assinatura pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Na véspera (16), contudo, Lula recebeu Ursula e Costa no Rio de Janeiro, onde discutiram a implementação do acordo comercial e outros temas da agenda internacional. Protocolar, a assinatura do acordo comercial formaliza o fim da fase de tratativas técnicas e políticas iniciadas em junho de 1999, quando as partes começaram a negociar seus termos. O texto estabelece a gradual eliminação de tarifas de importação para mais de 90% do comércio bilateral, envolvendo bens industriais (máquinas, ferramentas, automóveis e outros produtos e equipamentos) e produtos agrícolas. Após a assinatura, o texto será submetido à ratificação do Parlamento Europeu e dos congressos nacionais de cada país integrante do Mercosul. A entrada em vigor da parte comercial do acordo depende da aprovação legislativa, com previsão de implementação gradual ao longo dos próximos anos. De qualquer forma, a expectativa é que o tratado seja implementado gradualmente e que seus efeitos práticos demorem algum tempo para começar a ser sentidos, estabelecendo a maior zona de livre comércio do mundo. Nesta quinta-feira (15), o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse crer que o acordo comercial entre em vigor ainda no segundo semestre deste ano. Assinado, o Parlamento Europeu aprova sua lei e nós, no Brasil, aprovamos a lei, internalizando o acordo. A gente espera que aprove a lei ainda neste primeiro semestre e que tenhamos, no segundo semestre, a vigência do acordo. Aí, ele entra imediatamente em vigência”, afirmou Alckmin. Celebrado por governos e setores industriais, o acordo é alvo de críticas e protestos de agricultores europeus que temem a concorrência dos produtos sul-americanos, já que, entre outras coisas, eliminará tarifas alfandegárias. O tratado também é alvo da desconfiança de ambientalistas, que criticam possíveis impactos sobre o clima e a concorrência agrícola – embora a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, avalie que o texto final está alinhado à agenda ambiental, em termos capazes de promover o desenvolvimento e proteger a natureza. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) estima que a implementação do acordo pode incrementar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões e ampliar a diversificação das vendas internacionais brasileiras, beneficiando inclusive à indústria nacional. >> Confira os principais pontos do acordo: 1. Eliminação de tarifas alfandegárias Redução gradual de tarifas sobre a maior parte dos bens e serviços; Mercosul: zerará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos; União Europeia: eliminará tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul em até 12 anos. 2. Ganhos imediatos para a indústria Tarifa zero desde o início para diversos produtos industriais. >> Setores beneficiados: Máquinas e equipamentos; Automóveis e autopeças; Produtos químicos; Aeronaves e equipamentos de transporte. 3. Acesso ampliado ao mercado europeu Empresas do Mercosul ganham preferência em um mercado de alto poder aquisitivo; UE tem PIB estimado em US$ 22 trilhões; Comércio tende a ser mais previsível e com menos barreiras técnicas. 4. Cotas para produtos agrícolas sensíveis Produtos como carne bovina, frango, arroz, mel, açúcar e etanol terão cotas de importação; Acima dessas cotas, é cobrada tarifa; Cotas crescem ao longo do tempo, com tarifas reduzidas, em vez de liberar entrada sem restrições; Mecanismo busca evitar impactos abruptos sobre agricultores europeus; Na UE, as cotas equivalem a 3% dos bens ou 5% do valor importado do Brasil; No mercado brasileiro, chegam a 9% dos bens ou 8% do valor. 5. Salvaguardas agrícolas >>UE poderá reintroduzir tarifas temporariamente se: Importações crescerem acima de limites definidos; Preços ficarem muito abaixo do mercado europeu; Medida vale para cadeias consideradas sensíveis. 6. Compromissos ambientais obrigatórios Produtos beneficiados pelo acordo não poderão estar ligados a desmatamento ilegal; Cláusulas ambientais são vinculantes; Possibilidade de suspensão do acordo em caso de violação do Acordo de Paris. 7. Regras sanitárias continuam rigorosas UE não flexibiliza padrões sanitários e fitossanitários. Produtos importados seguirão regras rígidas de segurança alimentar. 8. Comércio de serviços e investimentos >>Redução de discriminação regulatória a investidores estrangeiros. >>Avanços em setores como: Serviços financeiros; Telecomunicações; Transporte; Serviços empresariais. 9. Compras públicas Empresas do Mercosul poderão disputar licitações públicas na UE; Regras mais transparentes e previsíveis. 10. Proteção à propriedade intelectual Reconhecimento de cerca de 350 indicações geográficas europeias; Regras claras sobre marcas, patentes e direitos autorais. 11. Pequenas e médias empresas (PMEs) Capítulo específico para PMEs; Medidas de facilitação aduaneira e acesso à informação; Redução de custos e burocracia para pequenos exportadores. 12. Impacto para o Brasil Potencial de aumento das exportações, especialmente do agro e da indústria; Maior integração a cadeias globais de valor; Possível atração de investimentos estrangeiros no médio e longo prazo. 13. Próximos passos Assinatura prevista para 17 de janeiro, no Paraguai; Aprovação pelo Parlamento Europeu; Ratificação nos Congressos do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai;

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