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Dia: 5 de setembro de 2025

Brasil joga bem no Maracanã e derrota Chile pelas Eliminatórias

Na última atuação diante da torcida brasileira pelas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo, o Brasil derrotou o Chile por 3 a 0, na noite desta quinta-feira (4) no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. O confronto, que foi válido pela 17ª rodada da competição, foi transmitido ao vivo pela Rádio Nacional. Grande vitória da @CBF_Futebol 🇧🇷 no último jogo como mandante nas #EliminatoriasSudamericanas ✌️😌 pic.twitter.com/zzSHbcdS9I — CONMEBOL.com (@CONMEBOL) September 5, 2025 Com os três pontos conquistados nesta quinta, a equipe comandada pelo técnico italiano Carlo Ancelotti, que já entrou em campo classificada para a próxima edição do Mundial, chega à última rodada das Eliminatórias ocupando a 2ª posição da classificação com 28 pontos. Ataque contra defesa A seleção brasileira entrou em campo com grande favoritismo diante de um Chile que ocupa a lanterna das Eliminatórias. Diante de um adversário claramente inferior, Carlo Ancelotti armou o Brasil com um quarteto de ataque formado por Gabriel Martinelli, João Pedro, Estêvão e Raphinha. Tanto por opção tática como por característica dos jogadores, o ataque do Brasil se movimentou muito desde os primeiros minutos, o que criou muitas dificuldades para a defesa de um adversário que pouco criava. E foi em uma trama coletiva dos atacantes brasileiros que a seleção abriu o placar aos 37 minutos do primeiro tempo. Em rápido contra-ataque pela esquerda, o lateral Douglas Santos tabelou com João Pedro antes de tocar para Raphinha, que chutou para defesa parcial do goleiro Vigouroux. Estêvão aproveitou então a bola que sobrou para acertar uma meia bicicleta para abrir o marcador. Vantagem brasileira no primeiro tempo! 🏟️ 🇧🇷 1-0 🇨🇱#EliminatoriasSudamericanas pic.twitter.com/8AJfvQ3Y9c — CONMEBOL.com (@CONMEBOL) September 5, 2025 Apesar de tamanho domínio do Brasil, o Chile teve uma ótima oportunidade um pouco antes do intervalo, quando o zagueiro Paulo Díaz subiu com liberdade para cabecear e obrigar o goleiro Alisson a fazer grande defesa. No início da etapa final a seleção brasileira teve o seu pior momento no confronto, oferecendo espaços para um Chile que passou a se arriscar mais no ataque. Percebendo que sua equipe começava a perder o controle da partida, o técnico Carlo Ancelotti fez duas mudanças que deram nova vida ao Brasil: a entrada de Lucas Paquetá no lugar de Gabriel Martinelli e a de Luiz Henrique na vaga de Estêvão. E eles precisaram de apenas 40 segundos para mostrarem seu poder de decisão. Luiz Henrique fez grande jogada individual pela ponta esquerda e cruzou na cabeça de Paquetá, que escorou para o fundo do gol defendido por Vigouroux. O Maraca já virou Baile! 🏟️#EliminatoriasSudamericanas pic.twitter.com/NuFhAom7Ti — CONMEBOL.com (@CONMEBOL) September 5, 2025 A partir daí os mais de 57 mil torcedores presentes no estádio do Maracanã passaram a incentivar ainda mais a seleção, que voltou a mandar no confronto e chegou ao terceiro aos 30 minutos. Luiz Henrique (que mostrou que merece mais minutos na seleção) voltou a fazer uma grande jogada individual, desta vez pela direita, e bateu forte para a bola explodir no travessão. O volante Bruno Guimarães teve apenas o trabalho de escorar para deixar o seu. Próximo compromisso O Brasil volta a entrar em ação na próxima terça-feira (9), quando mede forças com a Bolívia, a partir das 20h30 (horário de Brasília), no Estádio Municipal de El Alto, na cidade de El Alto.   Fonte: Agência Brasil Foto: Reuters/Sergio Moraes

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Industriais buscam parceiros nos EUA para tentar reverter tarifaço

Industriais brasileiros articulam com empresários estadunidenses uma ação conjunta para pressionar o governo de Donald Trump a negociar o tarifaço com o governo do Brasil. Os industriais estão nos Estados Unidos em uma comitiva liderada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Participam da missão os dirigentes das federações das indústrias de Minas Gerais (FIEMG), Paraná (FIEP), Paraíba (FIEPB), Rio de Janeiro (FIRJAN), Rio Grande do Norte (FIERN), Santa Catarina (FIESC), Goiás (FIEG) e São Paulo (FIESP). “O setor industrial brasileiro articulou com parceiros americanos para que também pressionem o governo dos EUA em busca de um consenso para superar a crise. Estamos trabalhando juntos para que ambos os governos se sentem à mesa e encontrem uma saída para esse impasse”, afirmou o presidente da FIEMG, Flávio Roscoe. Além dos representantes de associações de setores industriais, a missão internacional da CNI, que teve encontros em Washington, capital dos EUA, ontem e nesta quinta-feira (4), conta com aproximadamente 80 empresários brasileiros e 50 norte-americanos. “O resultado imediato é o fortalecimento da sinergia entre empresários e a construção de um trabalho conjunto que renderá frutos. Acredito que esse esforço em cada país será capaz de mobilizar forças políticas na direção correta para superarmos essa crise”, acrescentou Roscoe. De acordo com o presidente da FIEG, André Rocha, a intenção da ação dos empresários é a de conseguir reduzir as taxas ou aumentar a lista de produtos isentos do tarifaço. “Estamos tratando com as contrapartes, com a Câmara de Comércio Americana, a US Chamber, justamente para tentar reduzir as tarifas ou conseguir também uma nova lista de exceção”. Enfrentar equívocos políticos O presidente da CNI, Ricardo Alban, destacou que a missão busca estabelecer critérios técnicos para a negociação, mas também combater equívocos de ordem política entre os dois países.  “O que nós queremos aqui é garantir uma porta de diálogo, garantir que uma mesa de negociação possa existir e que nessa mesa os argumentos técnicos, comerciais e econômicos possam ter a sua preferência, possam ter a sua importância e, com isso, nós criarmos alternativas para enfrentar possíveis entendimentos ou equívocos que vêm da ordem política ou geopolítica”, disse. Interferência política O tarifaço faz parte de uma série de ações dos Estados Unidos para tentar interferir no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados pela tentativa de golpe de Estado. A atuação do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro, que está morando nos Estados Unidos, em favor das sanções contra o Brasil e autoridades brasileiras, passou a ser investigada pela Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República. Os norte-americanos abriram uma investigação comercial contra o Brasil e adotaram tarifas de 50% sobre importações de produtos brasileiros, patamar entre os mais altos anunciados até agora na guerra comercial promovida por Donald Trump. Além disso, o mandatário assinou uma Ordem Executiva (OE) em que considera o Brasil uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional dos EUA, classificação semelhante à adotada contra países considerados hostis a Washington, como Cuba, Venezuela e Irã. Medidas do governo brasileiro O governo federal anunciou no último dia 13 uma série de medidas de apoio às empresas, aos exportadores e trabalhadores afetados pelas sobretaxas impostas pelos Estados Unidos contra os produtos brasileiros. Chamadas de Plano Brasil Soberano, as medidas pretendem fortalecer o setor produtivo; proteger os trabalhadores; e avançar em soluções diplomáticas, comerciais e multilaterais. Entre as principais ações, estão novos linhas de crédito. Apenas do Fundo Garantidor de Exportações serão R$ 30 bilhões, conforme anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os recursos serão usados como funding para a concessão de crédito com taxas acessíveis e, também, para ampliar as linhas de financiamento às exportações. Empresas mais afetadas terão preferência para obter crédito, levando em conta a dependência do faturamento em relação às exportações para os EUA; tipo de produto; e o porte de empresa. No caso das pequenas e médias empresas, elas também poderão recorrer a fundos garantidores para acessar o crédito. O governo ressalta que o acesso às linhas estará condicionado à manutenção dos empregos. Estão previstos, também, aportes de R$ 4,5 bilhões em fundos garantidores; e R$ 5 bilhões em crédito pelo novo Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários (Novo Reintegra).   Fonte: Agência Brasil Foto: CNI/Divulgação

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