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Campinas soma 220 casos de gripe e registra mais uma morte pela doença

Dia: 2 de agosto de 2025

61 socos: caso no RN retrata escalada da violência contra mulheres

Os 61 socos desferidos contra Juliana Garcia, na cidade de Natal (RN), no último sábado (26), chocaram o Brasil diante da violência flagrada por uma câmera no elevador do prédio. O autor do crime, o namorado dela, Igor Cabral, foi preso em flagrante. O episódio, que chamou atenção de todo o país, traz à tona a escalada da violência no país contra a mulher: tanto pelo que é registrado, como no caso de Juliana, como também pelos aspectos subjetivos que não são possíveis de contabilizar.  Um dos motivos pelo qual o crime chamou atenção foram os repetidos golpes no rosto da vítima, que se encontrava indefesa e caída no chão do elevador. Segundo especialistas ouvidas pela Agência Brasil, o ato carrega um simbolismo ancorado na cultura machista. “Agressores normalmente atacam o feminino do corpo humano, (incluindo) rosto, seios e ventre como um recado de que aquele corpo pertence a eles”, afirma a promotora de Justiça do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), Valéria Scarance. Ela destaca que agressores praticam atos de violência imbuídos de um sentimento de posse e superioridade em relação às mulheres. A antropóloga Analba Brazão, que é educadora do SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia, considera que esses ataques contra a mulher em regiões como o rosto têm como objetivo desfigurar a vítima. “Atingir o rosto também demonstra poder. Ele quer aniquilar aquela mulher e deixar visível a sua marca”, lamenta. Essas violências no corpo da mulher e na expressão do feminino têm uma simbologia marcante, conforme aponta Télia Negrão, pesquisadora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). É o que acontece quando criminosos mutilam, por exemplo, os seios ou a região genitais. “Há até chutes na área da barriga da mulher como forma de destruir a sua capacidade reprodutiva posterior”, diz Télia, que faz parte do Levante Feminista contra o Feminicídio e Transfeminicídio. Quatro mulheres mortas por dia De acordo com o último Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado na semana passada, houve novo aumento no número de feminicídios, que chegou a 1.492 casos em 2024. O número representa quatro mortes de mulheres por dia. É a maior quantidade desse tipo de crime desde 2015, início da série histórica. Segundo o levantamento, 63,6% das vítimas eram negras. Além disso, 70,5% tinham entre 18 e 44 anos e oito em cada dez foram mortas por companheiros ou ex-companheiros. Os feminicídios dentro de casa são maioria (64,3%). Já os casos de tentativa de feminicídio, como o ocorrido com Juliana, em Natal, foram 3870 no ano passado, 19% a mais do que no ano anterior. As agressões registradas contra mulheres foram de 256.584 casos (em 2023) para 257.659 (no ano passado). Para a promotora Valéria Scarance, do MP-SP, desde a Lei Maria da Penha instaurou-se um “novo tempo” no Brasil, em que a violência contra mulheres deixou o âmbito privado e ganhou domínio público. “Antes, era comum que as pessoas não se manifestassem diante de uma ‘briga de casal’. Mas, hoje, a sociedade está atenta a essas violências, inclusive as que eram consideradas menos graves”, contextualiza. Ao mesmo tempo em que a legislação brasileira é considerada uma das melhores do mundo no combate ao feminicídio, as pesquisadoras apontam que discursos de misoginia, até mesmo de autoridades públicas, cresceram com a ascensão de partidos da extrema direita no mundo, incluindo o Brasil. Valéria Scarance analisa que o aumento da violência contra as mulheres seria uma espécie de reação da estrutura machista da sociedade ao empoderamento e ao fortalecimento das mulheres – o que ela chama de fenômeno “backlash ou retaliação”. A antropóloga Analba Brazão vê um movimento antifeminista na sociedade em prol de um machismo estrutural que relega as mulheres a um papel secundário. Ciclo e escalada da violência A promotora Valéria Scarance, que também é pesquisadora da temática de gênero, violência contra mulheres e feminicídio, explica que, no âmbito íntimo, as violências mais severas acontecem quando há o término da relação ou quando a vítima não atende às ordens ou desejos do agressor.  “Esses homens são ao mesmo tempo egocêntricos e inseguros porque qualquer conduta da vítima –  passar batom, usar roupas novas, trabalhar, ter amigas, sorrir – pode ser interpretada por eles como um ato de desrespeito ou traição”, exemplifica. A promotora contextualiza que, no início, as agressões ocorrem em locais pouco visíveis. “Mas à medida que a violência evolui, agressores dão socos no rosto, chutes no corpo, puxam os cabelos, apertam o pescoço das vítimas”. Um dos dados divulgados no Anuário Brasileiro de Segurança Pública exemplifica os desafios para garantir a segurança das mulheres brasileiras: ao menos 121 vítimas foram mortas em 2023 e 2024 enquanto estavam sob medidas protetivas de urgência ativa. “A cada 15 segundos, uma mulher está sendo espancada no Brasil. E normalmente não há câmeras como o caso que foi flagrado em Natal. Acontece em áreas isoladas dentro de casa”, diz Analba Brazão, que defende serem necessárias mais políticas públicas para estimular novas denúncias. “Muitos casos não são notificados. A gente precisa saber, por exemplo, quantos órfãos do feminicídio existem”, afirma a pesquisadora, que atua no Recife (PE).  “Nesta semana, aqui em Pernambuco, uma manicure foi assassinada a facadas, também no rosto e em outras partes do corpo. Ela estava com medida protetiva de urgência”, lamenta. Télia Negrão entende que são necessárias políticas públicas mais profundas que consigam promover uma mudança cultural. “Nós temos julgamentos que têm elevado as punições devido aos agravantes. E, no entanto, nós não temos uma redução dos feminicídios ou da violência. Nós precisamos de mudança cultural”, acredita a pesquisadora que atua no Rio Grande do Sul. Denúncias Pesquisadora em direito penal e coordenadora da Quilombo, organização do movimento negro no Rio Grande do Norte, Dalvaci Neves conta que mais de mil mulheres foram vítimas de feminicídio no Rio Grande do Norte, entre 2013 e 2023 – 80% eram  negras. “É um retrato do nosso quadro social, do racismo e do machismo que nós, mulheres negras, enfrentamos”. De acordo com ela, no estado, existem apenas 12 delegacias especializadas para atendimento das mulheres em mais de

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Obras no Mercadão de Campinas são entregues, mas reabertura segue sem data definida

Os permissionários ainda estão fazendo readequações dos boxes para a abertura ao público A Prefeitura de Campinas realizou, na manhã da última quinta-feira (31), uma visita guiada ao Mercado Municipal, o Mercadão. As obras de revitalização foram concluídas, mas a reabertura integral do espaço agora depende da mudança dos permissionários para seus boxes. A maioria ainda está em reforma, de acordo com a administração municipal. Com 117 anos, o prédio é uma referência de compras no centro da cidade. Tem uma área de 1.550 metros quadrados e recebe, diariamente, cerca de 8 mil pessoas. Segundo o deputado Marcos Pereira (Republicanos), que destinou recursos para a reforma por meio de emenda parlamentar, todos ganham com a finalização da obra.  “A população de Campinas ganha, os permissionários ganham, todos os frequentadores, que não são só os moradores de Campinas, ganharão com essa nova infraestrutura e mais bem-estar para a população”, afirmou. Além do deputado, a visita guiada contou com a presença do prefeito Dário Saadi, secretários municipais, vereadores, permissionários e a imprensa. O investimento total na reforma foi de R$ 8,5 milhões, sendo R$ 5 milhões via convênio com o Ministério do Turismo, por meio de emenda parlamentar do deputado Marcos Pereira, e o restante via contrapartida do município. A empresa responsável pela obra foi a RJC Sinalização Urbana Ltda, sob gestão da Secretaria Municipal de Infraestrutura.   Foto: Prefeitura de Campinas

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Gato também precisa de rotina: o que muda no humor e saúde do pet

O gato ama uma rotina e precisa dela. No Dia do Gato (08/08), a Petiko, empresa de inovação pet, destaca como pequenos hábitos diários fazem diferença no comportamento e na saúde dos felinos. Horários previsíveis de alimentação, brincadeira, descanso e até higiene são fundamentais para o equilíbrio físico e emocional dos felinos. Quando essa estrutura é alterada, o gato pode se sentir inseguro, entediado ou estressado. Mesmo em casas agitadas ou com pouco tempo disponível, é possível adaptar uma rotina saudável para o pet. Reservar de 10 a 15 minutos por dia para brincadeiras já faz diferença. O segredo está na variedade e no estímulo: alternar brinquedos, explorar sons e texturas ajudam a manter o interesse do gato e ainda ativa seus instintos naturais de caça. Além das brincadeiras, a alimentação também tem papel essencial nesse equilíbrio. Manter horários regulares para as refeições contribui para que o gato se sinta seguro e confortável no ambiente, reduzindo comportamentos ansiosos ou destrutivos. “As brincadeiras são de extrema importância para a saúde e desenvolvimento dos pets e para auxiliar os tutores a brincarem de maneira segura. A Petiko possui brinquedos pensados na diversão e em como pode contribuir com a saúde do gato. Além disso, os pets precisam de seus momentos de diversão com brinquedos que contribuem com o enriquecimento sensorial, ambiental, para afiar as unhas e deixá-las saudáveis e para combater o estresse e ansiedade” comenta Bianca Parracho, especialista no desenvolvimento de produtos para pet. Fonte: R7 Foto de capa: Instagram/@petiko_br

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Jovem de 24 anos morre em acidente de moto na Via Luís Varga, em Limeira

Amanda Cecchin, de 24 anos, morreu na noite desta sexta-feira (1º) após um grave acidente de moto na Via Luís Varga, nas proximidades da Vila Labak, em Limeira (SP). Segundo informações apuradas, Amanda perdeu o controle de sua motocicleta, uma Honda Fan 160, e colidiu inicialmente contra uma lixeira pública. Em seguida, atingiu um poste de iluminação pública. As circunstâncias do acidente estão sendo investigadas pelas autoridades. Veja a matéria completa:

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A cem dias da COP30, Belém convive com diárias exorbitantes e pressão de países

Faltando 100 dias para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), marcada entre 10 e 21 de novembro em Belém (PA), a capital paraense encara intenso esforço para garantir estrutura digna a quase 50 mil participantes. Primeira vez que o Brasil sedia essa conferência ambiental e primeira vez realizada no coração da Amazônia, o desafio vai muito além de debates climáticos — reservar hospedagem tornou-se tarefa quase impossível. Plataformas de locação passaram a registrar valores inéditos. Alguns anúncios por imóveis de luxo superam R$ 2 milhões por pacote de 11 noites. Em uma busca recente, imóvel com dois quartos e capacidade máxima de 16 pessoas foi ofertado por R$ 2,2 milhões, com diária superior a R$ 200 mil. A maior parte das ofertas gira entre R$ 20 mil e mais de R$ 500 mil por período equivalente, elevando críticas diplomáticas e logísticas. Diversos países chegaram a solicitar oficialmente mudança da sede da conferência, alegando preços abusivos em hotéis e acomodações listadas por até 15 vezes acima do valor normal. Essa situação assume caráter grave por envolver delegações do Sul Global, sociedade civil, povos indígenas e jovens ativistas. Sem opções acessíveis, existe risco claro de exclusão — em contradição com os princípios de representatividade do evento. Ações do governo Em nota recente, a Secretaria Extraordinária da COP30 reforçou diálogo permanente com a ONU, descartou plano alternativo de local e garantiu que todas as decisões centrais ocorrerão em Belém. Segundo o secretário André Corrêa do Lago, “a COP será em Belém, inclusive o encontro de chefes de Estado; não há plano B.” Nova reunião virtual programada para 11 de agosto juntará representantes da Convenção do Clima da ONU, governo federal e autoridades do Pará. Temas como hospedagem, transporte, segurança e alimentação estarão na pauta. Plano de hospedagem prioriza delegações oficiais, com reservas para países listados como LDCs (Países Menos Desenvolvidos) e PEIDs (Pequenos Estados Ilhas), com diárias entre US$ 100 e US$ 200 por até 15 quartos individuais por delegação; demais países terão acesso a até 10 quartos por delegação, com tarifas entre US$ 220 e US$ 600. O governo segue em negociações com redes hoteleiras e plataformas para estender essa oferta. Outras iniciativas Desde o fim de 2023, autoridades estaduais e federais firmaram memorando com plataforma Booking.com e promoveram workshops para regular cadastro de acomodações com tarifas condizentes. Proposta de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) também foi apresentada em abril, com objetivo de convencer hotéis a praticarem preços compatíveis — mas adesão permanece voluntária. Para aumentar respostas à demanda, governo bloqueou mais de 30 mil leitos em hotéis, pousadas e imóveis temporários, priorizando delegações de países em desenvolvimento. A União contratou três navios cruzeiro que funcionarão como hotéis flutuantes no porto, oferecendo cerca de 6 mil leitos com tarifas entre US$ 100 e US$ 220 por noite (R$ 550 a R$ 1.200). Essas cifras permanecem elevadas, porém mais próximas do razoável. Atualmente, Belém reúne aproximadamente 36 mil leitos disponíveis. Considerado insuficiente para a demanda total, governo do Pará planeja uso emergencial de escolas públicas, motéis e barcos de turismo fluvial. Mais de R$ 4,5 bilhões já foram aplicados em infraestrutura — reformas em aeroporto, drenagem urbana, mobilidade e revitalização de edifícios públicos — com entrega prometida até setembro.   Fonte: R7 Foto: Rafael Medelima/COP30

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Brasil pode chegar a nono título da Copa América e coroar trabalho de Arthur Elias

Seleção feminina enfrenta a Colômbia na grande decisão neste sábado (2) às 18h, em Quito, no Equador É decisão! Brasil e Colômbia se enfrentam na grande final da Copa América feminina 2025 neste sábado (2) às 18h, no Estádio Casa Blanca, em Quito, no Equador. A seleção brasileira, comandada por Arthur Elias, esteve em todas as finas das dez edições da competição e, se vencer hoje, pode conquistar a nona taça — a única derrota foi em 2006 para a Argentina. O título de campeão também pode coroar o trabalho feito pelo treinador brasileiro, que está prestes a completar dois anos no comando da amarelinha. Desde que chegou, Arthur tem cumprido a promessa de resgatar o espírito vencedor das atletas, e colocar o Brasil como protagonista novamente. A medalha de prata nas Olimpíadas de Paris-2024 — feito que não acontecia há 16 anos — e os ótimos resultados contra as melhores seleções do mundo em amistosos recentes — que fizeram o Brasil subir no ranking da Fifa — são provas do avanço significativo da equipe brasileira, sob o comando do técnico. Arthur Elias assumiu o comando da seleção brasileira em setembro de 2023 – Lívia Villas Boas/CBF Brasil e Colômbia são duas potências do futebol feminino sul-americano, que construíram uma rivalidade nos últimos anos. No jogo válido pela fase de grupos nesta Copa América, as duas seleções empataram sem gols, e a repercussão ficou por conta do clima quente no gramado entre as jogadoras e a expulsão da goleira Lorena. O reencontro entre brasileiras e colombianas na final vale muito para além das quatro linhas. Para Marta, por exemplo, camisa 10 da seleção e eleita seis vezes a melhor do mundo, esta pode ser a última Copa América. E, para as jogadoras brasileiras, a possível despedida da rainha é uma motivação a mais para buscar a vitória. Já a Colômbia chega em clima de revanche para o clássico, pois perdeu para o Brasil na última edição da competição sul-americana, ficando com o segundo lugar.   Fonte: R7 Foto de capa: Lívia Villas Boas / CBF

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‘Lula pode falar comigo quando quiser’, afirma Donald Trump após tarifar o Brasil

Presidente americano declarou que o Brasil é governado por quem fez ‘coisa errada’ e que “ama o povo brasileiro” O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou, nesta sexta-feira (1°), que está aberto ao diálogo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração ocorre dois dias depois de o republicano assinar uma norma executiva que taxa em 50% os produtos brasileiros exportados aos EUA. “Ele pode falar comigo quando quiser”, disse Trump a jornalistas na saída da Casa Branca, ao ser questionado sobre uma eventual ligação de Lula. Sobre estar aberto a negociações, Trump declarou que espera “ver o que acontece”, mas que “ama o povo brasileiro”. Por fim, Trump alegou que “as pessoas que governam o Brasil fizeram a coisa errada”. Ao anunciar a tarifa, o mandatário norte-americano citou uma suposta desvantagem comercial com o Brasil, o processo que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enfrenta no STF (Supremo Tribunal Federal) e uma suposta censura feita pelo STF a redes sociais americanas. Entenda Na quarta-feira (31), o presidente norte-americano assinou uma ordem executiva oficializando a medida, com vigência a partir de 6 de agosto. O decreto estabelece uma lista com cerca de 700 exceções — itens não atingidos pela taxação — entre as quais estão suco de laranja, aviões comerciais, combustíveis, petróleo e minério de ferro. De acordo com o governo brasileiro, aproximadamente 44,6% das exportações para os Estados Unidos permanecem isentas da nova tarifa.   Fonte: R7 Foto: Official White House Photo by Daniel Torok

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STJD denuncia Bruno Henrique, do Flamengo, por manipulação de resultados

Jogador pode pegar até dois anos de suspensão A suspeita é de forçar um cartão amarelo contra o Santos, em 2023, em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro — O STJD denunciou o atacante Bruno Henrique, do Flamengo, por manipulação de resultados, e o atacante pode pegar até dois anos de suspensão. A suspeita é de forçar um cartão amarelo contra o Santos, em 2023, em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro. A informação foi dada em primeira mão pelo UOL e confirmada pelo Lance! O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) enquadrou Bruno Henrique, do Flamengo, com base em dois artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), ambos relacionados a condutas que atentam contra a integridade das competições. O primeiro, 243 (1° parágrafo), trata da prática de “atuar deliberadamente de forma prejudicial à equipe que defende”. Segundo a Procuradoria do STJD, a situação se agrava quando há indícios de vantagem financeira obtida com a conduta, e esse teria sido o caso de Bruno Henrique. Já o segundo artigo, 243-A, aborda ações “contrárias à ética desportiva, com o objetivo de influenciar o resultado de partida, prova ou equivalente”. Nesse caso, forçar de forma proposital um cartão pode gerar uma punição de 12 a 24 jogos. Todo o caso de Bruno Henrique, do Flamengo, começou com uma investigação da Polícia Federal. Relembre abaixo. Caso Bruno Henrique do Flamengo: A investigação O jogador começou a ser investigado em 2024 por suspeita de manipulação de resultados ligados a cartões amarelos durante partidas, após a Polícia Federal e o Ministério Público instaurarem a chamada Operação Spot‑Fixing. O caso ganhou força por conta de uma jogada específica em 1º de novembro de 2023, no confronto entre Flamengo e Santos, quando Bruno Henrique recebeu um cartão amarelo seguido de expulsão por reclamação acentuada da arbitragem. As autoridades investigam se o atleta provocou propositalmente a punição, sabendo que parentes e amigos fariam apostas específicas com base nessa informação privilegiada. Segundo a Polícia Federal, o atacante teria beneficiado seu próprio irmão, cunhada, prima e outros sete apostadores, que apostaram no cartão amarelo por meio de casas como Kaizen Gaming, GaleraBet e Betano, obtendo lucros que chegam a R$ 5.000 em alguns casos. As mensagens encontradas no celular do irmão de Bruno Henrique incluem conversas em que o atleta confirma estar “pendurado” e instrui o momento de ser advertido, gerando evidências contundentes para o seu indiciamento por estelionato e fraude em evento esportivo. Em 16 de abril de 2025, Bruno Henrique foi formalmente indiciado pela Polícia Federal, no âmbito criminal, enquanto o STJD, instância esportiva, já havia aberto inquérito em novembro de 2024 e recebeu os autos da PF em junho de 2025 para avaliação disciplinar. Na sequência, em maio, ele prestou depoimento ao tribunal esportivo por videoconferência, adiando sua ida presencial devido a compromissos com o Flamengo, e sua defesa solicitou diversas medidas, como o pedido de arquivamento e transferência do processo da Justiça Distrital para a Justiça Federal.   Fonte: R7 Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

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Rio Branco anuncia Antônio Carlos Guimarães como novo técnico para o Paulistão A3 de 2026

O Rio Branco Esporte Clube oficializou a contratação de Antônio Carlos Guimarães, de 52 anos, como novo técnico da equipe para a disputa do Campeonato Paulista da Série A3 de 2026. Conhecido como Tuca, o treinador possui passagens por clubes que disputaram as Séries A, B e C do Campeonato Brasileiro. Entre os principais feitos da carreira, destaca-se o título da Série A3 do Paulista conquistado com o Nacional, em 2017, além de ter comandado a Seleção de Cuba em 2023. Durante a disputa da Copa Paulista de 2025, Tuca atuará como coordenador técnico do clube. O comando da equipe seguirá com Rafael Delle Vedove, que permanece como treinador até o fim da competição.   Foto: Christian Guedes | Comunicação Rio Branco

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MC Poze do Rodo vira réu na Justiça, mas pedido de prisão é negado

O cantor foi denunciado por tortura e extorsão mediante sequestro contra seu ex-empresário O cantor Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, o MC Poze do Rodo, virou réu na Justiça do Rio por tortura e extorsão mediante sequestro contra seu ex-empresário, Renato Antonio Medeiros. Nesta sexta-feira (1º), o juiz titular da 11ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça, Guilherme Schilling Duarte aceitou a denúncia, mas negou o pedido de prisão preventiva dos réus, que responderão pelo crime em liberdade. “Verifico que há indícios de materialidade e de autoria delitiva nas figuras dos acusados, e a inicial descreve os fatos criminosos em todas suas circunstâncias, permitindo a completa compreensão da acusação e, consequentemente, o exercício da ampla defesa. Sendo assim, recebo a denúncia”, disse o magistrado na decisão. Além de MC Poze, tornaram-se réus no processo Fábio Gean Ferreira da Silva, conhecido como Loirinho, Leonardo da Silva de Melo (Leo), Matheus Ferreira de Castilhos (Tiza), Maurício dos Santos da Silva, Rafael Souza de Andrade (Casca) e Richard Matheus da Silva Sophia. O juízo também negou o pedido de sequestro de bens do MC Poze, no valor mínimo de R$ 300 mil para assegurar eventual indenização por danos morais e materiais a ser paga ao ex-empresário. Defesa O advogado Fernando Henrique Cardoso Neves, que defende Poze do Rodo, disse, em nota, que espera que seu cliente seja inocentado. “A decisão que recebeu a denúncia é a mesma que afasta por completo o inusitado e incabível pedido de prisão preventiva para quem, desde sempre, respeita de forma incontestável todas as decisões do Poder Judiciário. Confiamos que ao fim deste processo a Justiça será feita e Marlon será inocentado de todas as acusações.” Tortura Segundo a denúncia do MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro), o ex-empresário de Mc Poze do Rodo foi submetido a intensas agressões físicas e psicológicas em fevereiro de 2023, na residência do artista, em Vargem Grande, na zona oeste do Rio. O objetivo era forçar uma confissão sobre a suposta subtração de parte de uma pulseira de ouro. Mesmo após a devolução do objeto, Medeiros teria sido mantido em cárcere privado por aproximadamente uma hora e meia, durante a qual sofreu socos, chutes, queimaduras com cigarros acesos e golpes com uma arma artesanal feita de madeira e pregos. As agressões teriam resultado em fraturas, lesões extensas e deformidades permanentes, conforme comprovado por laudo pericial. Prisão Em maio deste ano, Mc Poze do Rodo foi preso por agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Civil do Rio. Segundo a polícia, as músicas cantadas pelo artista fazem apologia ao tráfico de drogas, ao uso ilegal de armas de fogo, além de incitar confrontos armados entre facções rivais. O cantor também é investigado por envolvimento com a facção criminosa Comando Vermelho. Poze do Rodo foi colocado em liberdade cinco dias depois, por decisão da Justiça.   Fonte: R7 Foto: Reprodução/RECORD

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