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Dia: 22 de julho de 2025

Moraes determina bloqueio de bens e contas de Eduardo Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (21) o bloqueio das contas bancárias e dos bens do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Com a medida, o parlamentar está impedido de fazer transações financeiras, inclusive receber doações em dinheiro, via Pix, realizadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, seu pai, para bancar a estadia nos Estados Unidos. Segundo o próprio Bolsonaro, cerca de R$ 2 milhões já foram enviados para Eduardo. Em março deste ano, o deputado pediu licença do mandato parlamentar e foi morar nos Estados Unidos, sob a alegação de perseguição política. A licença terminou no domingo (20). O parlamentar já disse que não vai renunciar. De acordo com o regimento interno da Câmara dos Deputados, o deputado pode ser cassado por faltas ao não retornar ao Brasil. Ele é investigado no STF por incitar o governo norte-americano a adotar medidas contra o governo brasileiro e o STF em decorrência da ação penal da trama golpista, que tem Bolsonaro como um dos réus. Na sexta-feira (18), no mesmo inquérito, o ex-presidente foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) e foi obrigado a colocar tornozeleira eletrônica e proibido de sair de casa entre 19h e 6h. As medidas foram determinadas pelo ministro após a Procuradoria-Geral da República (PGR) alegar risco de fuga do ex-presidente, que deve ser julgado pelo Supremo em setembro. Ao participar de podcast, Eduardo Bolsonaro informou sobre o bloqueio das contas e afirmou que nada será encontrado.   Fonte: Agência Brasil Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

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Moraes dá 24 horas para Bolsonaro explicar uso de redes sociais

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 24 horas para a defesa de Jair Bolsonaro se manifestar sobre o descumprimento das medidas cautelares determinadas contra o ex-presidente. A medida foi determinada horas após o ministro advertir Bolsonaro sobre a publicação de links de entrevistas concedidas nos últimos dias à imprensa. Entre as medidas estabelecidas na semana passada contra o ex-presidente, figura a proibição de uso das redes sociais. Na tarde desta segunda-feira (21), após a advertência do ministro, Bolsonaro exibiu a tornozeleira eletrônica ao visitar a Câmara dos Deputados, e as imagens foram publicadas em diversos perfis nas redes sociais e na imprensa. Na sexta-feira (18), as medidas cautelares foram determinadas no inquérito no qual o filho do ex-presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), é investigado por sua atuação junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, visando promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo e tentar barrar o andamento da ação penal sobre a trama golpista. Na decisão, Moraes alertou que Bolsonaro pode ser preso ao descumprir as cautelares. “Intimem-se os advogados regularmente constituídos por Jair Messias Bolsonaro para, no prazo de 24 horas, prestarem esclarecimentos sobre o descumprimento das medidas cautelares impostas, sob pena de decretação imediata da prisão do réu”, decidiu o ministro. Confira as medidas determinadas contra Bolsonaro Uso de tornozeleira eletrônica; Recolhimento domiciliar noturno entre 19h e 6h, de segunda a sexta-feira, e integral nos fins de semana e feriados; Proibição de aproximação e de acesso a embaixadas e consulados de países estrangeiros; Proibição de manter contato com embaixadores ou autoridades estrangeiras; Proibição de uso de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros. Proibição de manter contato com Eduardo Bolsonaro e investigados dos quatro núcleos da trama golpista.   Fonte: Agência Brasil Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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Decreto destina 30% do efetivo da GCM de Limeira para impedir invasões no Horto

A Prefeitura de Limeira publicou, nesta terça-feira (22), um decreto que determina o reforço na atuação da Guarda Civil Municipal (GCM) para garantir a segurança do Horto de Limeira. A medida foi tomada após a publicação de uma portaria da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), que autorizou a cessão provisória e gratuita da área ao Incra, com finalidade de reforma agrária. No decreto, a Prefeitura destacou que a área em questão, com aproximadamente 603 hectares, está sob posse do município há décadas, conforme decisões judiciais e documentos oficiais. Parte do terreno, inclusive, abriga o aterro sanitário municipal, que atualmente está em expansão. Segundo a administração municipal, por se tratar de uma área afetada permanentemente por atividades públicas e considerada imprópria para qualquer uso rural, o município disse entender que o local não se enquadra nos critérios definidos pela Constituição Federal para reforma agrária e, por isso, defende que a portaria da SPU é ilegal. O decreto determina a mobilização de 30% do efetivo da Guarda Civil Municipal, que atuará 24 horas por dia, em sistema de revezamento para evitar invasões. A operação será coordenada pela Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Civil, com pagamento de Diária por Atividade Complementar (DAC). “O Horto é de Limeira. A área abriga o aterro sanitário e equipamentos públicos importantes para a cidade. Nosso dever é proteger esse território, dentro da legalidade, com responsabilidade e em todas as frentes possíveis”, afirmou o prefeito Murilo Félix. Posse desde a década de 1980 De acordo com informações do Executivo, a ocupação da área pelo município teve início em 1983, quando, por meio de decretos municipais, ela foi declarada de utilidade pública, com destinação ao Distrito Industrial, à implantação de aterros sanitários e outras finalidades de interesse coletivo. Desde então, o município executou diversas obras e serviços públicos no local, como o próprio aterro. Documentos que comprovam a posse e propriedade municipal incluem decisões judiciais e um Instrumento Prévio de Intenção de Venda e Compra, firmado com a extinta Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA) em 2005. A legislação federal que extinguiu a RFFSA não prevê a utilização de seus imóveis para fins de reforma agrária, como explica a Prefeitura de Limeira. A área abriga atualmente três aterros sanitários, todos licenciados pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Em laudo recente, o órgão recomendou o monitoramento ambiental do terreno por pelo menos 20 anos, podendo chegar a 50 anos ou mais, por conta da contaminação de solo e lençol freático. A administração municipal complementa dizendo que o Horto está inserido em zona urbana, conforme o Plano Diretor do Município, sendo classificado como Zona de Interesse Estratégico e Zona de Reserva Ambiental. Nessas áreas, não é permitido o uso rural, como criação de animais ou agricultura.   Foto: Prefeitura de Limeira

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