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Dia: 22 de abril de 2025

Universidade de Harvard processa governo Trump por cortes sem financiamento

A universidade de Harvard apresentou uma ação contra o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelos cortes “ilegais” de financiamento, anunciados em represália por não acatar as políticas impostas pela Casa Branca para acabar com o que considera atos de antissemitismo e as políticas de integração. “As ações dos demandados são ilegais”, apontam dirigentes da universidade na ação em que os advogados da instituição lembram que a tentativa do governo de “coagir e controlar Harvard ignora” os princípios fundamentais contemplados na Primeira Emenda da Constituição e que salvaguardavam a “liberdade acadêmica”.“Nenhum governo — independentemente do partido que esteja no poder — deve ditar o que as universidades privadas podem ensinar, a quem pode admitir e contratar, e quais áreas de estudo e pesquisa podem seguir”, destaca a ação. O governo Trump anunciou o congelamento de 2,2 bilhões de dólares (cerca de R$ 13 bilhões, na cotação atual) em subvenções federais e a suspensão das isenções fiscais de Harvard, após a instituição se negar a catar as medidas para reforçar o antissemitismo e desmantelar suas políticas de diversidade, igualdade e inclusão. O governo também planeja retirar de Harvard mais bilhões de dólares (R$ 5,8 bilhões) em financiamento para pesquisas médicas, lembram os advogados. Mesmo antes do congelamento, o governo tinha ameaçado suprimir até 8,7 bilhões de dólares (R$ 50,9 bilhões) em financiamento não só para Harvard, mas também para hospitais e centros oncológicos importantes, o que demonstra o “caráter arbitrário e voluntário da decisão abrupta e indiscriminada” do governo Trump. “A disjuntiva que se apresenta para Harvard e outras universidades é clara: permitir que o Governo gerencie sua instituição acadêmica ou coloque em risco a capacidade da instituição de alcançar avanços médicos, descobertas científicas e soluções inovadoras”, escreveram os advogados na ação. Exemplo para as outras instituições O reitor de Harvard, Alan Garber, explicou recentemente, em carta dirigida a estudantes e funcionários, que a instituição “não renunciará à sua independência, nem aos direitos que a Constituição garante”. Na semana passada, Trump escreveu em sua plataforma, Truth Social, que “Harvard já nem mesmo pode ser considerado um lugar decente de aprendizado e não deveria constar em nenhuma lista de melhores universidades do mundo”. Dona de um patrimônio de mais de 50 bilhões de dólares (R$ 292,7 bilhões), que faz dela uma das universidades mais ricas do país, Harvard se beneficia de uma isenção fiscal federal e fora do estado de Massachusetts. Em meio a esse morde e assopra entre a universidade e o governo federal, a Casa Branca ameaçou, na semana passada, eliminar os vistos para os estudantes estrangeiros de Harvard, que representam um quarto de seus 30.000 alunos. Paralelamente, os republicanos do Congresso anunciaram a abertura de uma investigação contra a universidade para determinar se ela descumpriu a lei de direitos civis. O presidente, que pediu que a universidade se desculpasse, avalia que a instituição recruta “esquerdistas radicais, idiotas e cabeças-oca”. A instituição, situada perto de Boston e que integra a seleta Ivy League, ocupa há anos os primeiros lugares na lista de universidades mais prestigiosas do mundo, conhecida como ranking Xangai. Harvard é uma das 60 universidades de alto nível na mira do governo republicano, que considera que estes centros de ensino têm uma visão esquerdista. A experiência se intensificou quando as universidades foram cenário de protestos estudantis contra a guerra em Gaza, o que desencadeou críticas sobre a falta de proteção aos estudantes judeus nos campos. Diferentemente de Harvard, a universidade de Columbia aceitou realizar reformas profundas, vistas por alguns como uma capitulação ao governo Trump. A resposta firme de Harvard foi aclamada por centenas de professores e várias personalidades do Partido Democrata, incluindo o ex-presidente Barack Obama, que citou esta universidade como um “exemplo” para outras “instituições”.   Fonte: R7 Foto: Sophie Park / TNYT | Andrew Caballero-Reynolds / AFP

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Rebeca Andrade ganha Prêmio Laureus de ‘Retorno do Ano’

Rebeca Andrade continua fazendo história. Nesta segunda-feira (21), ela se tornou a primeira mulher brasileira a ganhar o Prêmio Laureus, o Oscar do esporte. Rebeca foi premiada na categoria Retorno do Ano, após superar uma série de lesões e conquistar quatro medalhas nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024. Com os resultados em Paris, a ginasta também se tornou a maior medalhista brasileira na história das Olimpíadas. Ao todo, Rebeca tem seis medalhas olímpicas, duas conquistadas em Tóquio e quatro em Paris, superando a marca de Robert Scheidt e Torben Grael, com cinco pódios. Além de Rebeca Andrade, concorreram à categoria Retorno do Ano a nadadora australiana Ariarne Titmus, campeã olímpica nos 400m após a retirada de um tumor no ovário; o nadador americano Caeleb Drussel, que subiu ao pódio em Paris após afastamento por questões de saúde mental; o jogador de críquete indiano Rishab Pant, que voltou à seleção após sofrer grave acidente de carro; a esquiadora alpina suíça Lara Gut-Behrami, bicampeã da Copa do Mundo oito anos após o primeiro título; e o motociclista espanhol Marc Márquez, que quase se aposentou após grave lesão no braço. Rebeca repete feito de Ronaldo Fenômeno A conquista de Rebeca Andrade remete ao feito de outro ícone do esporte. Em 2003, Ronaldo Fenômeno foi premiado com o Laureus de Retorno do Ano, após superar grave lesão no joelho que o afastou dos gramados por um ano e três meses e liderar a seleção brasileira na conquista do pentacampeonato mundial. A seleção brasileira também foi contemplada com o Prêmio Laureus em 2002, eleita como Equipe do Ano. O nadador Daniel Dias, maior medalhista paralímpico brasileiro da história, foi eleito três vezes como o Para-atleta do ano, em 2009, 2013 e 2016. O Prêmio Laureus Realizado desde 2000, o Prêmio Laureus do Esporte Mundial premia os melhores atletas do ano. Os vencedores são selecionados pelos 1,3 mil membros do Painel Global de Mídia Laureus. O prêmio também incluirá o Laureus Sport for Good Award, que reconhece um indivíduo ou organização que tenha feito uma contribuição significativa para transformar a vida de crianças e jovens por meio do esporte.   Fonte: R7 Foto: Luiza Moraes/COB

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Rússia reforma base aérea na Líbia para ampliar operações militares na África, diz relatório

O Kremlin está restaurando uma antiga base aérea no sudeste da Líbia como parte de um esforço para expandir sua presença militar no continente africano. A informação foi publicada na última quarta-feira (17) pela Fundação Jamestown, um think tank especializado em defesa com sede em Washington D.C., capital dos Estados Unidos. A base em questão está localizada em Matan al-Sarra, perto da fronteira com o Chade. Inativa desde 2011, a área começou a ser reformada em dezembro de 2024 e poderá servir como centro logístico estratégico para operações na África Central. A reforma da instalação incluirá pontos de reabastecimento para aviões cargueiros militares russos e oferecerá uma base de monitoramento dos fluxos migratórios em direção à Europa. A base também deve funcionar como apoio para operações em países como o Sudão. O relatório aponta que o projeto envolve militares russos, forças sírias e empreiteiros civis, o que indica uma operação coordenada e de longo prazo. A base está localizada em uma zona com condições ambientais adversas, caracterizada por altas temperaturas e escassez de chuvas por boa parte do ano. Esses fatores aumentam os desafios logísticos para manter uma presença militar constante na região. Matan al-Sarra está sob controle de um batalhão comandado por um dos filhos de Khalifa Haftar, figura central na política líbia e líder militar no leste do país. O envolvimento de Haftar sugere um acordo estratégico com Moscou. A Rússia vem aprofundando seus laços com o comandante líbio nos últimos anos. Em 2020, forneceu ao menos 14 caças MiG-29 e Su-24 ao Exército Nacional Líbio, liderado por Haftar. Analistas da Fundação Jamestown avaliam que, em troca, o militar líbio pode buscar acesso a armamentos russos mais modernos. Além disso, a operação russa parece contar com alianças locais, como os Toubou, grupo étnico nômade que controla vastas áreas da região, e a tribo árabe Zuwayya. O território dos Toubou é estratégico, especialmente para o acesso às áreas de mineração de ouro no Sudão e para o aumento da influência russa no vizinho Chade. A base de Matan al-Sarra também tem relevância histórica. Em 1989, ela foi usada por Haftar, então comandante das forças de Muammar Gaddafi, como ponto de partida para uma campanha militar contra o Chade. Após o fracasso da operação, Haftar desertou e foi para os Estados Unidos. Ele retornaria à Líbia apenas em 2011, após a queda do regime de Gaddafi. O relatório ainda menciona movimentos paralelos, como a tentativa da companhia aérea estatal de Belarus, a Belavia, de adquirir três aeronaves A330 anteriormente registradas por uma empresa da Gâmbia. Analistas do setor suspeitam que a iniciativa possa ajudar a Rússia a contornar sanções ocidentais impostas à sua aviação civil após a invasão da Ucrânia em 2022.   Fonte: R7 Foto: Reprodução/X – @Oded121351

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Por que não é seguro para os cães beberem água em tigelas coletivas? Veja!

Em um dia claro e ensolarado, depois de uma boa caminhada com seu cão, você para em um café local para tomar uma bebida. Próximo ao balcão, você encontra uma tigela de água para seu cão. Mas antes de deixar seu pet tomar um gole, considere o seguinte: tigelas de água compartilhadas podem ser um terreno fértil para micro-organismos nocivos que podem deixar seu cão doente. A água é essencial para a saúde dos cães, apoiando as funções normais do corpo e regulando a temperatura. Durante o clima mais quente ou após exercícios, é especialmente importante garantir que seu cão permaneça hidratado. Isso ocorre porque os cães são limitados em sua capacidade de se resfriar por meio da transpiração, da mesma forma que nós. Em vez disso, eles dependem da respiração ofegante para regular a temperatura corporal, e a água é essencial para isso. Bactérias resistentes a antibióticos A água geralmente é oferecida aos cães em tigelas, embora os cães que comem alimentos com alto teor de umidade, como carne crua ou comida enlatada, bebam menos do que os cães que comem ração seca. É essencial manter as tigelas de comida e água limpas, e elas devem ser lavadas regularmente (pelo menos diariamente) usando água quente ou em uma máquina de lavar louça. Isso é importante para proteger a saúde humana e do cão, pois a Escherichia coli resistente a antibióticos já foi encontrada em tigelas de alimentação de cães, o que sugere uma possível rota de transmissão. Quando os cães compartilham tigelas de comida ou água há também o risco de bactérias perigosas como MRSA (Staphylococcus aureus resistente à meticilina) se espalharem entre cães e seus donos. Esse bacilo é responsável por infecções de pele e tecidos moles e pode ser difícil de controlar com antibióticos comuns. Os cães também podem compartilhar acidentalmente outras infecções por meio de tigelas de água. Infecções respiratórias de origem bacteriana ou viral podem ser facilmente compartilhadas quando a água ou as tigelas são contaminadas com saliva ou secreções nasais. A temida tosse dos canis, caracterizada por uma tosse seca e aguda, se espalha rapidamente quando os cães estão em contato próximo. É provável que objetos contaminados, inclusive brinquedos, camas e tigelas de água, estejam fortemente envolvidos em sua transmissão. Uma dificuldade é que várias bactérias diferentes podem ser responsáveis pela tosse dos canis, como Bordetella bronchiseptica e o vírus da gripe canina. A variedade de possíveis agentes causadores torna o controle, o diagnóstico e o tratamento da tosse dos canis complicados. As bacias de água também podem ser uma fonte de adenovírus causadores de doenças que se originam da contaminação fecal de superfícies e objetos. Esses vírus podem ser responsáveis por hepatite e infecções respiratórias, o que os torna uma ameaça real à saúde de seu cão. Proteja os vulneráveis Evitar que seu cão tenha acesso a tigelas de água compartilhadas é uma boa ideia, especialmente se ele estiver sob maior risco de infecção – filhotes, adultos não vacinados ou cães mais velhos, por exemplo. Da mesma forma, se você ou alguém em sua casa tiver um sistema imunológico fraco, a infecção transmitida por animais de estimação também é um risco real. Como todo dono de cachorro sabe, fazer com que eles façam escolhas saudáveis pode ser uma batalha. Meus cães, apesar de meus melhores esforços, ainda se entregam a poças de lama e a lanches ocasionais de coisas não muito agradáveis – todos riscos potenciais de infecção. Para proteger seu cão de infecções, traga sua própria água e tigela quando estiver fora de casa. Se estiver usando uma tigela comum, certifique-se de que ela tenha sido limpa e reabastecida recentemente. Um pequeno esforço pode fazer uma grande diferença na saúde de seu cão.   Fonte: R7  

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Lula e Boric reforçam alianças e discutem rota estratégica do Atlântico ao Pacífico

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe nesta terça-feira (22), em Brasília, o presidente do Chile, Gabriel Boric. A visita oficial prevê reunião no Palácio do Planalto e almoço no Itamaraty, com foco no fortalecimento das parcerias entre os dois países. A data coincide com o Dia da Amizade Brasil-Chile, criado em alusão às relações diplomáticas iniciadas em 22 de abril de 1836. Os chefes de Estado defendem a ampliação do diálogo sul-americano e o incentivo a iniciativas multilaterais. A relação comercial e política entre Brasília e Santiago tem se intensificado. Durante visita de Lula ao Chile em agosto de 2024, foram assinados acordos que ampliam cooperação em áreas como energia, meio ambiente, direitos humanos, segurança, agricultura, ciência e tecnologia. O Brasil é hoje o terceiro maior parceiro comercial chileno, movimentando mais de US$ 12 bilhões. Entre os produtos mais exportados pelo Brasil estão petróleo, automóveis e carne. Do Chile, chegam principalmente cobre, pescado e minérios. Um dos projetos centrais na agenda entre os dois países é o Corredor Rodoviário Bioceânico. A proposta prevê uma rota de 2.400 quilômetros, interligando os portos brasileiros do Atlântico aos chilenos no Pacífico, cruzando Paraguai e Argentina. A iniciativa busca ampliar conexões logísticas, atrair investimentos e reduzir barreiras no transporte de mercadorias. Segundo o governo chileno, o plano exige ações coordenadas entre os países, envolvendo infraestrutura, integração alfandegária e segurança. Boric na UnB Na quarta-feira (24), Boric participa de encontro com estudantes da UnB (Universidade de Brasília). A conversa terá como tema “Democracia e Comércio: isolacionismo versus cooperação”. O evento será realizado no campus Darcy Ribeiro e não terá acesso ao público externo devido à limitação de espaço.   Fonte: R7 Foto: Ricardo Stuckert/PR/Arquivo

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Saiba quanto os clubes do Brasileirão já gastaram com demissões de técnicos em 2025

Em apenas cinco rodadas do Brasileirão, quatro técnicos já foram dispensados. Mano Menezes deixou o Fluminense logo na primeira rodada do campeonato, diante de uma derrota por 2 a 0 para o Fortaleza. O treinador já acertou com o Grêmio, que demitiu Gustavo Quinteros na quarta rodada, após o time sofrer uma goleada para o Mirassol por 4 a 1. O contrato do técnico argentino, que ia até dezembro deste ano, prevê que o Tricolor Gaúcho pague as oito remunerações restantes e o 13º salário a Quinteros. O valor aproximado dessa transação chega a R$ 9,6 milhões. Já o Corinthians gastará R$ 5 milhões com a demissão de Ramón Díaz. O treinador argentino foi dispensado, na quinta-feira (17), após uma sequência de resultados negativos na Copa Sul-Americana e no Brasileirão, mesmo com a conquista do Campeonato Paulista, que quebrou um jejum de títulos de seis anos do clube. Pedro Caixinha, que foi técnico do Santos por pouco mais de três meses, pode receber cerca de R$ 13 milhões, segundo o jornalista Rodolfo Gomes, devido à multa rescisória do comandante português, demitido na segunda-feira (14), depois da derrota por 1 a 0 para o Fluminense no Campeonato Brasileiro. Quem pode ser o próximo? Outros quatro técnicos são questionados em seus atuais cargos. Após a vitória do São Paulo no clássico contra o Santos, neste domingo (20), Luis Zubeldía conseguiu diminuir os rumores de uma possível saída do Tricolor Paulista. O clube vinha de quatro empates consecutivos antes da vitória. Em caso de demissão, o técnico argentino receberá R$ 3 milhões, que equivalem a três meses de salário. Fábio Carille, do Vasco, também está ameaçado no comando técnico do clube. A multa rescisória do treinador é de R$ 500 mil se ele for demitido até 30 de junho, e de R$ 250 mil, caso ele saia após 1º de julho. O jogo contra o Lanús, nesta terça-feira (22), que vale a liderança do Grupo G da Copa Sul-Americana, será decisivo para a manutenção do técnico no cargo – ou não. Renato Paiva está em risco no Botafogo após a eliminação precoce no Campeonato Carioca e o início decepcionante no Brasileirão. A equipe, que é a atual vencedora da Libertadores e do Campeonato Brasileiro, é pressionada por bons resultados em meio às mudanças de elenco e do próprio treinador desde as conquistas. Já Pepa ganhou um voto de confiança da diretoria do Sport, ainda que o clube recém-promovido à Série A esteja na última colocação do Campeonato Brasileiro em 2025, com quatro derrotas e um empate nas cinco primeiras rodadas. Se o português sair, o contrato prevê o pagamento dos oito salários restantes e do 13º salário, o equivalente a cerca de R$ 3,2 milhões. Troca de treinadores por temporada Segundo levantamento feito pelo Lance!, desde 2006, a média de mudanças de treinadores a cada Brasileirão é de 22 entre os 20 clubes que disputam o campeonato. Nas primeiras edições do campeonato por pontos corridos ocorreram mais trocas. Em 2006 e 2008, foram 27 mudanças e, em 2010, o número chegou a 30, com apenas três clubes mantendo o mesmo técnico durante toda a competição. A edição de 2012 teve o menor número de mudanças, com apenas 16. No Brasileirão de 2024, foram também apenas 17 trocas. Cerca de 15 clubes trocam o treinador a cada Brasileirão. Em 2015, apenas o campeão do campeonato, Corinthians, não mudou o treinador, Tite, ao longo daquela edição. Atualmente, o treinador mais longevo do Brasileirão é Abel Ferreira, que está no Palmeiras desde novembro de 2020. Durante o período em que o técnico esteve à frente do clube, os outros times do campeonato tiveram 133 comandantes, número que pode aumentar, em breve, com o anúncio dos novos técnicos de Corinthians, Grêmio e Santos.   Fonte: R7 Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

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Governo federal publica decreto que regulamenta ‘RG animal’; veja como cadastrar seu pet

O governo federal publicou no Diário Oficial da União, nesta terça-feira (22), decreto que regulamenta o “RG animal”, lançado na última semana pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Chamado de ProPatinhas (Programa Nacional de Proteção e Manejo Populacional Ético de Cães e Gatos) e SinPatinhas (Sistema do Cadastro Nacional de Animais Domésticos), as iniciativas vão disponibilizar um registro nacional gratuito de cães e gatos e vão criar um banco de dados válido em todo o país. O número do “RG animal”, além de intransferível e único, será o mesmo durante toda a vida do pet. A expectativa do governo é que o cadastro facilite o acesso aos serviços públicos de cuidado e bem-estar dos bichos. Pelo cadastro, o tutor recebe, por exemplo, avisos sobre campanhas de vacinação. Os programas também envolvem microchipagem e castração dos animais, que prioriza os animais de rua,  os tutores de baixa renda, as ONGs (Organizações Não Governamentais) e as comunidades em locais de conservação e de vulnerabilidade. A primeira ação de microchipagem gratuita começa pelo Distrito Federal em maio, com um mutirão que pretende atender até 20 mil animais, segundo o Ministério do Meio Ambiente. Como fazer o cadastro? O processo é simples e 100% online. Veja o passo a passo: Acesse o site https://sinpatinhas.mma.gov.br/login. Faça login com sua conta gov.br. Na tela inicial, clique em “Quero fazer meu cadastro no SinPatinhas”. Escolha o tipo de perfil: Pessoa Física (tutores individuais), Pessoa Jurídica (ONGs, empresas), Clínica ou Hospital Veterinário. Para pessoas físicas, o sistema preencherá automaticamente dados como nome, CPF, e-mail e data de nascimento. Basta confirmar as informações e completar com endereço, CEP, estado e município. Caso tenha o Cadastro Único (CadÚnico), preencha o campo correspondente. Se não tiver, selecione “não se aplica”. Autorize o uso dos dados e clique em “Salvar”. Com o cadastro de tutor feito, o próximo passo é registrar o pet: Preencha as informações do animal: nome, data de nascimento, cor da pelagem, espécie (cão ou gato), sexo, local de nascimento, status de castração e se possui microchip. Se o animal for comunitário, há um campo específico para isso. Envie uma foto 3×4 do pet, de preferência mostrando bem o rosto. Finalize para gerar o RG Animal digital. O cadastro é obrigatório? Para a maioria dos tutores, o registro é voluntário. No entanto, é obrigatório para quem utiliza recursos federais, como emendas parlamentares, em serviços como castração ou microchipagem gratuita. Nestes casos, o SinPatinhas serve como comprovação da realização do atendimento. Tem algum custo? Não. O cadastro é totalmente gratuito. Não há taxas, cobranças ou impostos para registrar os animais — seja para tutores individuais, ONGs ou órgãos públicos. Quando começa? O sistema já está no ar desde o dia 17 de abril de 2025. Os interessados podem acessar o site oficial sinpatinhas.mma.gov.br e começar o cadastro imediatamente.   Fonte: R7 Foto: Dilvulgação/Sema-DF

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Brasil pode ter 119 milhões de adultos com sobrepeso até 2030, aponta estudo

O número de brasileiros adultos com IMC (Índice de Massa Corporal) elevado pode atingir 119 milhões até 2030, segundo projeções publicadas pela Federação Mundial da Obesidade. O estudo indica que 68% da população adulta no Brasil poderá apresentar IMC acima de 25 kg/m² – considerado sobrepeso –, e uma parcela significativa superará os 30 kg/m², faixa que caracteriza a obesidade. De acordo com os dados, a quantidade de homens com IMC alto pode subir de 38,5 milhões em 2015 para 55,8 milhões em 2030. Entre as mulheres, o crescimento projetado é de 41,4 milhões para 63,3 milhões no mesmo período. O estudo não traz projeções para um cenário em que políticas públicas efetivas sejam implementadas. O estudo reforça a obesidade como um dos principais fatores de risco para doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, derrames e alguns tipos de câncer. Em 2021, o Brasil registrou 60.913 mortes prematuras atribuídas a essas condições relacionadas ao IMC elevado. Globalmente, mais de 1 bilhão de pessoas vivem com obesidade, número que pode ultrapassar 1,5 bilhão em cinco anos caso medidas preventivas não sejam adotadas. O levantamento aponta que o Brasil está entre os 17 países com mais políticas voltadas ao combate à obesidade, incluindo diretrizes para controle do IMC, inatividade física e doenças crônicas na atenção primária. No entanto, o consumo de bebidas adoçadas ainda é elevado – variando entre 1 e 2,5 litros por semana por pessoa –, e a taxa de adultos que não praticam atividade física suficiente permanece entre 40% e 50%. A Federação Mundial da Obesidade analisou a adoção de cinco políticas-chave para combater o problema: Taxação de bebidas adoçadas e alimentos ultraprocessados; Subsídios para alimentos saudáveis; Restrições à publicidade de alimentos para crianças; Incentivos à prática de atividade física; Apoio do sistema de saúde no tratamento da obesidade. O estudo aponta que dois terços dos países avaliados não têm nenhuma ou possuem apenas uma dessas políticas implementadas. Apenas 7% das nações possuem sistemas de saúde preparados para lidar com a obesidade, sendo que a situação é mais crítica em países de baixa e média renda. Em comparação global, apenas um país (Tonga) apresentou alto nível de prontidão para enfrentar o problema, enquanto México, Índia, Reino Unido, Finlândia e Malásia demonstraram preparo moderado. Por outro lado, 67 nações não conseguiram cumprir sequer um dos critérios de estruturação para combate à obesidade. Além do Atlas Mundial da Obesidade, um estudo apresentado em 2024 no ICO (Congresso Internacional sobre Obesidade) indicou que, até 2044, 48% dos adultos brasileiros poderão atingir a obesidade, enquanto outros 27% estarão com sobrepeso. Se essa projeção se concretizar, o Brasil terá cerca de 130 milhões de adultos com IMC elevado, sendo 83 milhões com obesidade e 47 milhões com sobrepeso. O presidente da Federação Mundial da Obesidade, Simon Barquera, comparou o impacto da condição ao de acidentes de trânsito, ressaltando que os governos precisam agir com mais rigor. “Ficaríamos horrorizados se um país não tivesse uma política para reduzir fatalidades nas estradas, mas muitos governos em todo o mundo não têm um plano sério para reduzir a morte e a doença causadas pela obesidade”, afirmou. Estudos e especialistas alertam que a obesidade não é apenas resultado de escolhas individuais, mas também reflete fatores estruturais, como alimentação inadequada e dificuldades de acesso a espaços para a prática de atividade física.   Fonte: R7 Foto: Divulgação/Sec. de Estado de Saúde – RJ/Arquivo

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Supremo julga nesta terça (22) denunciados do ‘núcleo 2′ por tentativa de golpe de Estado

O STF (Supremo Tribunal Federal) julga nos dias 22 e 23 de abril o “núcleo 2″ dos denunciados pela PGR (Procuradoria-Geral da República) por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. O julgamento será na Primeira Turma. No dia 22, serão realizadas duas sessões: a primeira começará às 9h30, e a segunda, às 14h. Na quarta-feira (23), o caso será retomado, se necessário, entre 8h e 10h. No “núcleo 2″, são seis denunciados: Fernando de Sousa Oliveira (delegado da Polícia Federal); Filipe Garcia Martins Pereira (ex-assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República); Marcelo Costa Câmara (coronel da reserva do Exército e ex-assessor da Presidência da República); Marília Ferreira de Alencar (delegada da Polícia Federal); Mário Fernandes (general da reserva do Exército) e Silvinei Vasques (ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal). Se a denúncia for aceita, os denunciados viram réus. Nessa fase, o colegiado examina se a denúncia atende aos requisitos legais e avalia se a acusação apresentou elementos suficientes para a abertura de uma ação penal contra os acusados. Assim como ocorreu no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, o STF deve aumentar o policiamento e vai restringir os acessos às dependências do local nos dias das sessões. Aqui no Brasil, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado no Rio Grande do Norte depois de passar mal durante uma visita ao interior do estado. Bolsonaro e outras sete pessoas já viraram réus por tentativa de golpe do Estado. Outros núcleos Ao todo, 34 pessoas foram denunciadas pela PGR (Procuradoria-Geral da República), mas o STF dividiu o julgamento em quatro núcleos. Outros sete denunciados, que fazem parte do chamado Núcleo 4, terão a denúncia analisada em 6 e 7 de maio. Segundo a PGR, eles são acusados de organizar ações de desinformação para propagar notícias falsas sobre o processo eleitoral e ataques virtuais a instituições e autoridades. Estão no grupo: Ailton Gonçalves Moraes Barros (major da reserva do Exército); Ângelo Martins Denicoli (major da reserva); Giancarlo Gomes Rodrigues (subtenente); Guilherme Marques de Almeida (tenente-coronel); Reginaldo Vieira de Abreu (coronel), Marcelo Araújo Bormevet (policial federal); Carlos Cesar Moretzsohn Rocha (presidente do Instituto Voto Legal). Já nos dias 20 e 21 de maio, o colegiado analisa a denúncia oferecida contra 12 acusados, integrantes do chamado Núcleo 3. Esse núcleo é composto por militares da ativa e da reserva do Exército e por um policial federal. São eles: Bernardo Romão Correa Netto (coronel); Cleverson Ney Magalhães (coronel da reserva); Estevam Cals Theophilo Gaspar De Oliveira (general da reserva); Fabrício Moreira de Bastos (coronel); Hélio Ferreira Lima (tenente-coronel); Márcio Nunes de Resende Júnior (coronel); Nilton Diniz Rodrigues (general); Rafael Martins de Oliveira (tenente-coronel); Rodrigo Bezerra de Azevedo (tenente-coronel); Ronald Ferreira de Araújo Júnior (tenente-coronel); Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros (tenente-coronel) e Wladimir Matos Soares (agente da Polícia Federal). Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho, neto do ex-presidente João Figueiredo, foi o último denunciado pela PGR e ainda não teve seu julgamento marcado pelo STF. Ele é o único, entre os 34 denunciados, que não apresentou defesa prévia. Como está nos EUA em local desconhecido, foi notificado por edital e teve a DPU (Defensoria Pública da União) designada para defendê-lo. No entanto, a DPU informou ao ministro Alexandre de Moraes que não pode apresentar defesa, já que Paulo Renato não compareceu ao processo. Julgamento dos denunciados Nos julgamentos de denúncias da PGR, assim que a discussão começa, há a leitura de relatório pelo relator. Depois, a Procuradoria-Geral da República se manifesta por 30 minutos, sendo seguida pelas defesas dos acusados, que têm 15 minutos cada para se manifestar. Costumeiramente, quando há mais de um réu, se concede um prazo maior para a PGR, no sentido de igualar as condições. Entretanto, isso não está no regimento, é uma deliberação do presidente do colegiado. O relator é o primeiro a votar, e o julgamento segue com os votos dos ministros mais novos para os mais velhos. O presidente da Turma é o último a se manifestar. Por isso, a sequência será: Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Eventual ação penal Se as denúncias forem recebidas, serão abertas ações penais. Com isso, os réus serão informados para apresentarem defesa prévia no prazo de cinco dias. Então, começa a fase de instrução criminal, quando serão ouvidas as testemunhas de acusação e da defesa, produzidas provas periciais e eventuais diligências complementares para esclarecer algum fato. A partir daí, o relator marca a data para o interrogatório dos réus. Se algum acusado tiver firmado acordo de colaboração premiada, o prazo para os demais réus começa a contar após a defesa do colaborador. Finalizada essa fase processual, o relator da ação penal preparará o relatório (resumo do caso) e o voto. Não há prazo para o ministro concluir sua análise. Quando a ação penal estiver pronta para julgamento, o relator liberará o processo para inclusão na pauta do colegiado.   Fonte: R7 Foto: Gustavo Moreno/STF

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