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Dia: 1 de março de 2025

Brasil participa de feira no México para reforçar imagem do país como exportador seguro de proteínas

Exportadoras de proteínas brasileiras vão participar de uma feira de alimentos no México. Agroindústrias de aves e suínos estarão na Expo Carnes y Lácteos 2025, que acontecerá entre os dias 4 e 6 de março, em Monterrey. Serão 10 agroindústrias apresentando seus produtos na maior feira de alimentos do mercado mexicano. A ação, organizada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), busca reforçar a imagem do Brasil como parceiro seguro para os consumidores mexicanos. Em janeiro, as exportações de carne de frango para o mercado mexicano cresceram 651%, saltando de 1,4 mil toneladas no primeiro mês do ano passado para 10,7 mil toneladas neste ano. Os embarques de carne suína registraram 1,3 mil toneladas importadas pelo México no período, enquanto no ano passado foram apenas 25 toneladas. “O mercado mexicano é nosso parceiro há anos e tem fortalecido essa parceria, especialmente neste ano. Temos boas expectativas quanto aos avanços que conquistaremos nesta ação em Monterrey, ampliando ainda mais nossa presença nas gôndolas mexicanas e complementando a produção local”, afirmou o presidente da ABPA, Ricardo Santin.” Fonte: R7 Foto cedida: ABPA

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Negociações tentam estender primeira fase de acordo entre Israel e grupo terrorista Hamas

Uma delegação israelense está no Cairo negociando a extensão da primeira fase do cessar-fogo na Faixa de Gaza, que termina neste sábado (1º), em vez de avançar para a segunda etapa do acordo, como previsto inicialmente. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (28) por duas fontes de segurança egípcias, segundo a agência de notícias Reuters. As negociações, mediadas por Egito e Catar com apoio dos Estados Unidos, tentam evitar o colapso da trégua que interrompeu 15 meses de guerra na região. Por meio do acordo, assinado em janeiro, o grupo terrorista Hamas libertou 25 reféns israelenses e os restos mortais de outras oito pessoas. Já Israel soltou quase dois mil palestinos que haviam sido detidos no passado. Os corpos dos últimos quatro israelenses que seriam libertados durante a primeira fase da trégua foram entregues na quinta-feira (27). Os restos mortais foram entregues à Israel em troca de centenas de prisioneiros palestinos. Agora, Israel propõe estender a primeira fase por mais 42 dias, com os terroristas do Hamas liberando três reféns por semana em troca de mais prisioneiros palestinos, segundo fontes egípcias ouvidas pela Reuters. No entanto, o grupo palestino insiste na transição imediata para a segunda fase, que prevê medidas mais amplas. O que está previsto para a segunda fase? A segunda etapa do cessar-fogo, também planejada para durar 42 dias, deveria incluir a retirada total das tropas israelenses de Gaza e a libertação de todos os reféns vivos ainda em poder do Hamas — cerca de 24 das 59 que foram sequestradas –, além de mais prisioneiros palestinos. O objetivo é pavimentar o caminho para o fim permanente da guerra. No entanto, as negociações para essa transição mal começaram, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, tem dado sinais de resistência a esse cronograma. Um oficial israelense afirmou à CNN que os militares pretendem manter o controle do Corredor Filadélfia, na fronteira entre Gaza e Egito, mesmo após o término da primeira fase. Isso contraria os termos da segunda etapa, que exigiria o início da retirada das tropas neste sábado e sua conclusão em oito dias, segundo demandas do grupo terrorista Hamas. A falta de consenso sobre o futuro de Gaza — incluindo a governança, segurança e reconstrução da região — complica ainda mais as discussões. Pressão internacional e incertezas O Hamas apelou na sexta-feira à comunidade internacional para pressionar Israel a avançar para a segunda fase “sem demora”. Já Varsen Aghabekian, alta funcionária da Autoridade Palestina, declarou em Genebra que deseja o cumprimento do plano original. Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na quinta-feira (27) que há “conversas muito boas acontecendo”, mas evitou prever se a trégua evoluirá para a próxima etapa. “Ninguém sabe realmente, mas veremos o que acontece”, disse à Reuters. No início de fevereiro, Trump sugeriu que os EUA assumam o controle de Gaza e a transformem em uma “Riviera do Oriente Médio”, com os palestinos realocados para Egito e Jordânia — ideia rejeitada por países árabes e europeus, que defendem uma solução de dois Estados. O republicano chegou a publicar na última quarta-feira (26) um vídeo gerado por inteligência artificial que transforma Gaza em um luxuoso complexo de resorts, com arranha-céus, praias lotadas de iates e uma estátua gigante do republicano no meio de uma rua. A guerra foi iniciada em 7 de outubro de 2023 depois de um ataque de terroristas do Hamas que matou cerca de 1.200 pessoas e capturou 250 reféns em Israel. Desde então, mais de 48.000 pessoas foram mortas em Gaza por ataques israelenses, segundo autoridades palestinas. Fonte: R7 Foto: Reprodução/JR na TV

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Gleisi deve ser ‘negociadora’ com ‘poder de decisão’ à frente de ministério, dizem parlamentares

Após o anúncio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que a presidente do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), será a nova ministra da Secretaria de Relações Institucionais, pasta responsável pela articulação com o Congresso Nacional, parlamentares avaliaram que ela terá uma boa relação com o Legislativo. Apesar disso, congressistas ouvidos pelo R7 ponderaram que o nome da deputada “não era o esperado” pelo centrão, que aguardava o anúncio de uma pessoa mais ligada ao bloco. Gleisi, que deve assumir o posto em 10 de março, chega para ocupar o lugar de Alexandre Padilha, nomeado por Lula para comandar o Ministério da Saúde, após o presidente demitir Nísia Trindade. Padilha era alvo de críticas no Congresso, mas o centrão, ainda assim, o classifica como de “fino trato”. A deputada volta ao posto de ministra no Palácio do Planalto 11 anos depois de comandar a Casa Civil, sob o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Ela é considerada uma aliada fiel de Lula, sendo de uma ala mais à esquerda do PT. A petista já foi senadora e foi eleita presidente do PT em 2017, estando à frente da legenda nos períodos considerados mais difíceis, como na prisão de Lula no auge da Operação Lava Jato. No governo Lula três, Gleisi enfrentou desgastes com a bancada do PT em virtude de posições mais à esquerda, principalmente na ala econômica. Ela, contudo, é considerada um nome muito próximo de Lula, podendo, às vezes, externar o que o presidente pensa, mas não verbaliza. Ao R7, o senador Angelo Coronel (PSD-BA) disse esperar que Gleisi “venha para somar”, pois considera que ela tem capacidade para comandar o ministério. “Não será fácil substituir Padilha, uma pessoa de fino trato”, avalia. Coronel opina que o comando da pasta tem que ser de alguém “da extrema confiança do presidente” e que, por isso, Lula teria escolhido um nome ligado ao PT. Líder do Republicanos na Câmara dos Deputados, Gilberto Abramo (MG) destacou ao R7 que Gleisi “tem poder de decisão” e “autonomia” para firmar acordos que serão cumpridos com o Congresso. Apesar de reconhecer o perfil mais combativo de Gleisi no comando do PT, ele considerou que a nova ministra deve ser mais negociadora e ter mais diálogo ao assumir o posto. O deputado federal Isnaldo Bulhões (MDB-AL), líder do MDB na Câmara, relatou ao R7 que a nova ministra tem boa relação com ele e a considera uma “boa escolha”. Centrão esperava comandar ministério A dança nas cadeiras ministerial ocorre porque o governo deseja melhorar o trato com o Congresso. Assim, o centrão, que já faz parte do governo Lula, esperava mais espaço nas mudanças, principalmente porque os ministérios mais visados, considerados de primeiro escalão, estão sob gestão de pessoas do PT. Mas a ação de Lula, por um lado, frustra as expectativas do bloco. “Todos os parlamentares esperavam que o governo conseguisse um deputado que não fosse do PT. Ou até se fosse do PT, um melhor articulador dentro do Congresso seria o [o líder do governo na Câmara, José] Guimarães”, disse um parlamentar ao R7 sob reserva. Essa ala do centrão se vê preocupada com a coordenação de Gleisi na pauta econômica do governo. Eles consideram que ela sempre se mostrou “contra” a política econômica do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Apesar de ter criticado Padilha no comando das Relações Institucionais, o centrão considera o perfil dele mais negociador e receptivo do que o de Gleisi. “Às vezes, as coisas não fluíam, não andavam, mas o ministro sempre teve um bom relacionamento com o centrão”, afirmou um deputado. A ala esperava que Lula colocasse uma pessoa de “mais articulação” e de mais “trânsito” com o parlamento para abrir mais espaço para os demais partidos. Presidentes da Câmara e do Senado cumprimentam Gleisi, mas oposição critica Poucos minutos após a confirmação da nova ministra, os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), divulgaram mensagens com desejo de sucesso à nova ministra. De outro lado, os líderes da oposição na Câmara e do Senado criticaram a decisão de Lula. O deputado Zucco (PL-RS), afirmou que a indicação é um “sinal preocupante” e indagou a trajetória política de Gleisi como um ponto que pode prejudicar as negociações no Congresso. O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), por sua vez, limitou a classificar a escolha de Lula como um “erro”. Fonte: R7 Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

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Barroso nega impedimento de Moraes, Zanin e Dino para julgar Bolsonaro

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, negou nesta sexta-feira (28) pedidos para declarar os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin impedidos para julgar a denúncia apresentada contra o ex-presidente Jair Bolsonaro envolvendo a trama golpista. Nesta semana, a defesa de Bolsonaro protocolou uma petição para que a Corte reconheça a impossibilidade de Dino e Zanin participarem do julgamento, que ainda não tem data definida. O impedimento de Moraes foi solicitado pela defesa do general Braga Netto. Os advogados apontaram que Flávio Dino entrou com uma queixa-crime contra Bolsonaro quando ocupou o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública nos primeiros meses do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No caso de Zanin, a defesa do ex-presidente diz que, antes de chegar à Corte, o ministro foi advogado da campanha de Lula e entrou com ações contra a chapa de Bolsonaro nas eleições de 2022. A defesa de Braga Netto alegou que a acusação de tentativa de golpe envolve a suposta tentativa de assassinato de Alexandre de Moraes. Dessa forma, segundo os advogados, há “quebra de imparcialidade” e o ministro não pode julgar o caso. Decisão Na decisão, o presidente do STF disse que as situações citadas pela defesa de Bolsonaro não são impedimentos legais contra a atuação dos ministros Dino e Zanin. No caso de Moraes, Barroso disse que as acusações de que o ministro era alvo do plano golpista não o torna impedido automaticamente para julgar o caso. “Os argumentos apresentados pela defesa não permitem considerar que a autoridade arguida [Moraes] esteja na condição de inimigo capital (mortal) do gen. Braga Netto, como sustentado pelo arguente. A notícia de que haveria um plano para o homicídio do relator, e até mesmo de outras autoridades públicas, não acarreta automaticamente a suspeição de Sua Excelência”, afirmou o presidente do STF. Primeira turma As ações de impedimento foram direcionadas aos ministros porque eles fazem parte da Primeira Turma do Supremo, colegiado que vai julgar a denúncia contra Bolsonaro. A turma é composta pelo  relator, Alexandre de Moraes, e os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux. Pelo regimento interno da Corte, cabe às duas turmas do tribunal julgar ações penais. Como o relator faz parte da Primeira Turma, a acusação será julgada pelo colegiado. Se a maioria dos ministros aceitar a denúncia, Bolsonaro e os outros acusados viram réus e passam a responder a uma ação penal no STF. A data do julgamento ainda não foi definida. Considerando os trâmites legais, o caso pode ser julgado ainda neste primeiro semestre de 2025.   Fonte: Agência Brasil Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Moraes diz que Braga Netto tem acesso a provas e nega mais prazo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta sexta-feira (28) pedido dos advogados do general Braga Netto para ampliar o prazo para apresentação de defesa sobre a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) envolvendo o inquérito do golpe. Braga Netto, o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros investigados foram denunciados pela trama golpista para impedir o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na petição enviada a Moraes, o advogado José Luiz de Oliveira disse que a defesa necessita de prazo dobrado de 30 dias para se manifestar nos autos. O prazo dado pelo ministro é de 15 dias, está previsto na legislação e termina no dia 7 de março. Segundo a defesa, o material a ser analisado tem cerca de 70 gigabytes e 1.400 arquivos. O advogado também afirmou que não teve acesso à íntegra da delação do ex-ajudante de ordens Mauro Cid. A defesa de Braga Netto também quer apresentar sua manifestação após a defesa de Cid. Ao analisar o pedido, Alexandre de Moraes disse que a defesa de Braga Netto possui amplo acesso às provas documentadas nas investigações e as que constam na denúncia da PGR. “Mais uma vez, não assiste razão à defesa, que, parece, não ter consultado os autos”, afirmou o ministro. Prisão Em dezembro do ano passado, Braga Netto foi preso por determinação de Alexandre de Moraes. Segundo as investigações da Polícia Federal (PF), o general da reserva e vice na chapa de Bolsonaro em 2022 estaria obstruindo a investigação sobre a tentativa de golpe. A PF identificou que o general, indiciado por ser um dos principais articuladores do plano golpista, tentou obter dados sigilosos da delação de Mauro Cid. Após a prisão, a defesa negou que Braga Netto tenha obstruído as investigações.   Fonte: Agência Brasil Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

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Crimes de estupro, latrocínio e furto crescem em São Paulo

Os crimes de estupros, latrocínios, furtos e tentativas de homicídio aumentaram em janeiro no estado de São Paulo, em comparação ao mesmo mês de 2024. Já os homicídios dolosos e a lesão corporal seguida de morte ficaram estáveis. O número de roubos caiu. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (28) pela Secretaria de Segurança Pública. O número de estupros em janeiro foi de 1.286, 7,5% superior ao registrado no mesmo mês de 2024 (1.196). Do total, 979 casos foram estupros de vulneráveis. As delegacias de Defesa da Mulher (DDM) registraram 22 feminicídios nas cidades paulistas em janeiro. No mesmo mês de 2024, foram 24 crimes. O número de latrocínios subiu de 17, em janeiro do ano passado, para 18, no primeiro mês deste ano. A quantidade de ocorrências de furtos, em janeiro, atingiu 48.026, 3,2% acima do registrado no mesmo mês de 2024. Os casos de furto de veículos subiram de 7.699 em janeiro de 2024 para 7.729 em janeiro deste ano. As tentativas de homicídio tiveram elevação de 14,3%, com aumento de 278 casos em janeiro de 2024 para 318, no primeiro mês de 2025. O registro de homicídios dolosos ficou estável, com 215 casos em janeiro, o mesmo número do primeiro mês de 2024, o menor patamar da série histórica, iniciada em 2001, para meses de janeiro. Os casos de lesão corporal seguida de morte também ficaram estáveis, com sete casos em janeiro, o mesmo número do primeiro mês em 2024. O número total de roubos caiu de 17.622 em janeiro de 2024 para 15.972, no primeiro mês de 2025. Essa é a menor marca em 24 anos para meses de janeiro. No entanto, os roubos de veículos aumentaram de 2.291 de janeiro de 2024  para 2.312, em janeiro deste ano.   Fonte: Agência Brasil Foto: PMSP/Divulgação

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