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Dia: 11 de janeiro de 2025

Brasil bate recorde e registra mais de 6.000 mortes por dengue durante 2024

Nos primeiros 10 dias deste ano, país registrou 16.299 casos prováveis, mas sem mortes; Espírito Santo lidera taxa de incidência em 2025   Entre janeiro e dezembro de 2024, o Brasil registrou 6.041 mortes causadas por dengue, com 875 óbitos ainda em investigação. Foram 6.644 milhões de casos prováveis da doença, mais de quatro vezes o número registrado em 2023. Segundo dados do painel de monitoramento do Ministério da Saúde, foram mais de 16 mortes por dia. Nos primeiros 10 dias de 2025, 16.299 casos prováveis tiveram registro em todo o território nacional. Espírito Santo lidera em taxa de incidência, com 92,1 casos a cada 100 mil habitantes. Acre está em segundo lugar, com 46,8, seguido de São Paulo, com 15,9. Nenhuma morte causada por dengue foi protocolada. Na quinta-feira (9), o ministério anunciou a criação do COE (Centro de Operações de Emergência) de maneira preventiva para fortalecer e agilizar as estratégias de vigilância em colaboração com estados e municípios ao longo de 2025. De acordo com boletins do Ministério da Saúde, no ano passado, o Brasil registrou 163 mortes em janeiro, 227 em fevereiro, 601 em março, 1.082 em abril e teve o ápice em maio, com 1.344 óbitos. A partir daí, os registros entraram em queda até setembro, mês com 191 mortes, e voltaram a subir em outubro. Segundo a pasta, o maior registro de mortes não coincide com o pico da doença por causa da demora na confirmação do óbito, que pode ser investigado por até 60 dias. “Em 2024, houve um aumento significativo nos casos de dengue. Esse crescimento não se deve apenas à mudança climática, mas também à circulação de novos sorotipos. No entanto, o principal fator foi o regime de chuvas associado ao aquecimento global”, declarou a ministra Nísia Trindade. No ano passado, o COE foi instalado em fevereiro para coordenar as medidas contra a doença no país. Na época, a ministra Nísia Trindade disse que a medida tinha o intuito de ser uma mobilização nacional contra a dengue. O centro teve as atividades encerradas em julho, e o monitoramento continuou sendo feito pela Sala Nacional de Arboviroses. O recorde de casos prováveis registrados em um ano aconteceu em março, quando o país chegou a 1.889 milhões de diagnósticos. O ano com mais casos confirmados anteriormente era 2015, com 1.688.688. A série histórica das estatísticas do Ministério da Saúde sobre a dengue começou em 2000. Casos em 2024 O ano passado começou com números elevados de casos. Ainda no primeiro mês, o Distrito Federal declarou estado de emergência no âmbito da saúde pública. A mesma situação chegou a 11 unidades federativas com emergência decretada no momento de alta dos casos. Ocorreram 411 mil casos em janeiro, e fevereiro teve um salto para mais de um milhão, chegando no ápice em março, com 1,747 milhão. Abril iniciou um período de queda que foi até setembro, com uma leve subida em outubro e novembro. Segundo Rivaldo Cunha, secretário-adjunto da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do ministério, a elevação drástica do número de casos e a antecipação do pico da doença foram causados, principalmente, pelas mudanças climáticas. Outro fator que contribuiu para a doença, de acordo com Cunha, se deu pela não retomada do trabalho feito por agentes de controle de endemias que foi suspensa durante a Covid-19. “Durante a pandemia, houve a suspensão por orientação do SUS e dos dirigentes do SUS em todas as instâncias para a suspensão do trabalho casa a casa que era feito pelos agentes de controle de endemias. Em algumas localidades, infelizmente, esse trabalho não foi retomado passada a pandemia ao mesmo padrão que tinha anteriormente”, explica. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Alta do dólar e fatores climáticos contribuíram para estouro da meta de inflação, diz BC

Inflação oficial do país, fechou 2024 em 4,83%, acima do teto da meta estipulada pelo próprio governo, de 4,5%   Em carta aberta ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse que o ritmo forte de crescimento da atividade econômica, depreciação cambial e fatores climáticos estão entre os aspectos que contribuíram para que a inflação em 2024 tenha ficado em 4,83%, acima do teto da meta estipulada pelo próprio governo, de 4,5%. “A inflação em 2024 ficou acima do intervalo de tolerância em decorrência do ritmo forte de crescimento da atividade econômica, da depreciação cambial e de fatores climáticos, em contexto de expectativas de inflação desancoradas e inércia da inflação do ano anterior. Portanto, a inflação envolveu uma gama ampla de fatores. No sentido contrário, destacasse a queda do preço internacional do petróleo no segundo semestre do ano”, diz o texto. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), a inflação oficial do país, fechou 2024 em 4,83%, acima do teto da meta estipulada pelo próprio governo, de 4,5%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (10) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O resultado foi puxado, principalmente, pela carne e gasolina, que tiveram um aumento de 20,84% e 9,70%, respectivamente. No documento, a autoridade monetária cita a alta em bens industriais, serviços, alimentação no domicílio e administrados. Em relação à depreciação cambial, Galípolo comenta que decorreu principalmente de fatores domésticos, complementada pela valorização global do dólar norte-americano, citando, ainda, uma queda de 19,7% do real entre dezembro de 2023 a 2024. “Entretanto, o fato de o real ter sido a moeda de maior depreciação em 2024, considerando seus pares ao nível internacional e os países avançados, sugere que fatores domésticos e específicos do Brasil tiveram papel expressivo nesse movimento cambial”, escreveu. Em contrapartida, o documento aponta que a queda no preço internacional do petróleo “amorteceu” o impacto da depreciação cambial. O novo presidente do BC também atribui os efeitos da seca e o ciclo do boi para o resultado do quadro inflacionário no país. Por fim, Galípolo informou estratégias tomadas para garantir que a inflação volte ao limite, entre elas a meta para a taxa Selic. Segundo as projeções, a inflação continuará acima do limite até o terceiro trimestre de 2025, entrando depois em queda, mas ainda permanecendo acima da meta. Selic Em dezembro, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu, de forma unânime, aumentar a taxa básica de juros em 1 ponto percentual, para 12,25% ao ano. A alta é a terceira consecutiva desde setembro, e a maior desde maio de 2022, quando o comitê também tinha aumentado a Selic em 1 ponto percentual. A decisão veio alinhada às expectativas do mercado financeiro, que projetava a elevação dos juros, e o Copom informou que a depender da evolução da inflação nos próximos meses pode promover novas altas de 1 ponto percentual na Selic. Em comunicado, o Copom informou que o pacote do governo federal para conter gastos anunciado recentemente “afetou, de forma relevante, os preços de ativos e as expectativas dos agentes, especialmente o prêmio de risco, as expectativas de inflação e a taxa de câmbio”. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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Prefeitura de Limeira cria Comissão da Sociedade Civil para análise das contas públicas; conheça quem são os membros

O objetivo principal da comissão é analisar as finanças de Limeira com base em relatórios e dados fornecidos pela administração, visando promover maior transparência e controle social   O prefeito Murilo Félix anunciou, por meio do Decreto nº 14, que foi publicado na edição de hoje (11) do Jornal Oficial do Município, a criação de uma Comissão da Sociedade Civil para avaliar o estado geral das contas públicas do município. O objetivo principal é analisar as finanças municipais com base em relatórios e dados fornecidos pela administração, visando promover maior transparência e controle social. “Esta é mais uma ação para fortalecer a transparência e garantir que a população acompanhe de perto a gestão das finanças municipais. A comissão terá um papel fundamental ao sugerir medidas para melhorar a gestão financeira e aumentar a eficiência dos gastos públicos”, destacou o prefeito. A Comissão será presidida por Rogério Delmondi e contará com a participação de membros da sociedade civil de diversos segmentos, além de observadores do Poder Legislativo, incluindo os vereadores Wagner de Souza Rodrigues Costa, Mara Isa Mattos Silveira e Guilherme Guido. Todos os integrantes da comissão atuarão de forma voluntária, sem remuneração pelos trabalhos realizados. As reuniões ocorrerão quinzenalmente no gabinete do prefeito, e o grupo terá como uma de suas principais funções sugerir ações imprescindíveis e definir as prioridades de gastos e investimentos para o 1º semestre de 2025. Além disso, a comissão também irá indicar medidas de contenção de despesas e melhorias para a eficiência na gestão financeira. Os trabalhos da comissão terão duração de 60 dias. Conheça os membros da Comissão: Presidente: Rogério Delmondi Secretário: Marco Antônio de Faveri Membros: Paulo César da Silva Dimas Francisco Peruzza Eunice Ruth Araújo Lopes Fábio Santos de Moraes Guilherme Vitor Hergert Valdomiro Francisco de Moraes Joseval Cordenonssi Fernando Guimarães Mattos Padre Júlio Barbado Heleno José dos Santos Observadores: Cláudio Felippe Zalaf Vereador Wagner de Souza Rodrigues Costa Vereadora Mara Isa Mattos Silveira Vereador Guilherme Guido

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Presidente da Câmara fala sobre decreto de emergência financeira em Limeira; confira

Everton Ferreira apontou que há dados que diferem dos elencados no decreto, como a dívida de R$ 500 milhões   O presidente da Câmara de Limeira, vereador Everton Ferreira (PSD), falou sobre o Decreto Nº 9/2025, baixado pelo prefeito Murilo Félix (PODE), que estabelece emergência financeira no município, em coletiva de imprensa realizada na tarde desta sexta-feira (10). Ele apresentou dados sobre as contas municipais e colocou o Legislativo à disposição para buscar soluções. “Nós estamos aqui para ajudar”, afirmou. O chefe do Legislativo apontou que há dados que diferem dos elencados no decreto, como a dívida de R$ 500 milhões. “É preciso separar contabilmente o que são as despesas de custeio e despesas de capital. Desse meio milhão anunciado, R$ 420 milhões são despesas de capital”, argumentou, informando que o valor corresponde a financiamentos de melhorias no complexo viário e na construção das Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e totaliza 22% da receita do município, abaixo do limite imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que é de até 120%. Everton falou sobre a dívida de restos a pagar, de cerca de R$ 80 milhões, que representa 3,5% do orçamento de 2025. O próximo tópico foi a dívida junto ao Instituto de Previdência Municipal de Limeira (IPML), que, segundo Everton, está em dia. “Não há parcela de financiamento do IPML  atrasada”, esclareceu, informando que a dívida real é de aproximadamente R$135 milhões, dos quais já foram pagos cerca de R$ 97 milhões. Ainda sobre os servidores municipais, o presidente destacou que a folha de pagamento atual corresponde a aproximadamente 43% da receita corrente líquida do orçamento e que o limite, segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal, é de 54%. Outro assunto abordado foi a dívida ativa de Limeira de quase R$ 940 milhões. “Dívida que o cidadão tem com o município, dos quais perto de R$ 400 milhões são só de IPTU. Nós conseguimos fazer o Refis e retirar rapidamente 20% desses R$ 400 milhões que o IPTU tem de dívida ativa”, explicou. Sobre o empréstimo do Finisa de R$ 420 milhões, ele afirmou que é uma dívida a ser paga em dez anos e que não há parcelas atrasadas. “Esses R$ 420 milhões você tem que correlacionar com a receita que também virá nos próximos dez anos.” Everton apoiou Murilo na decisão sobre o corte de gastos e elogiou a criação de uma comissão para avaliar a situação financeira das contas municipais. “O prefeito Murilo tem razão nos cortes de gastos, tem razão na preocupação acerca de melhorar a capacidade financeira do município”, disse. “Eu trouxe alguns dados, e o prefeito já nos convidou para uma reunião e vamos conversar sobre este assunto.” O presidente ainda reforçou o apoio ao prefeito e destacou a relevância estratégica de Limeira e sua vocação para o desenvolvimento. A coletiva de imprensa foi transmitida pelos canais de comunicação do Legislativo e o vídeo pode ser conferido na íntegra neste link. Foto: Câmara de Limeira

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Neoenergia Elektro investe R$ 13 milhões na modernização e ampliação de subestação de energia elétrica em Limeira

Com investimento, empresa afirmou reforçar o fornecimento de energia para mais de 12 mil clientes da região A Neoenergia Elektro reforçou o sistema elétrico que abastece o município de Limeira, ao concluir uma importante obra para a região. Com investimento de R$ 13 milhões, a empresa ampliou a potência instalada e modernizou os equipamentos da Subestação Limeira 04, melhorando a qualidade do fornecimento de energia para mais de 12 mil clientes. Ao longo de quatro meses foram realizadas atualizações de equipamentos, implantadas novas tecnologias, automatismos e ampliada a capacidade instalada da subestação, disponibilizando uma potência final de 66,6MVA ao município. “O objetivo dessa obra é garantir a capacidade energética suficiente para acompanhar o crescimento do consumo de energia em Limeira, além de trazer maior confiabilidade e continuidade do suprimento de energia à população atendida”, afirma o supervisor de Expansão de Subestações da Neoenergia Elektro, Denilson Varolo. No plano de investimentos da Neoenergia Elektro até o final de 2028, estão previstas as entregas de 12 subestações, que promoverão um incremento energético de 10% em relação à rede de distribuição atual. A intenção é acompanhar o desenvolvimento econômico e social das cidades atendidas pela concessionária nos estados de São Paulo e do Mato Grosso do Sul. Sobre a Neoenergia Elektro A Neoenergia Elektro é uma empresa do Grupo Neoenergia e responsável pela distribuição de energia de 228 municípios, sendo 223 no Estado de São Paulo e cinco no Mato Grosso do Sul. Em uma área de concessão de 121 mil quilômetros quadrados, a concessionária atende 2,9 milhões de clientes (6 milhões de habitantes). Foto: Divulgação/Elektro

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Chuva forte causa alagamentos e moradores ficam ilhados em Peruíbe (SP)

Defesa Civil realiza remoção de pessoas em áreas de risco  Uma forte chuva provocou grandes transtornos em Peruíbe (SP), deixando diversos pontos da cidade alagados e moradores ilhados. Muitos afirmam que é a primeira vez que presenciam um alagamento de tais proporções. A Defesa Civil está atuando na remoção de pessoas localizadas em áreas de risco.  Equipes da Defesa Civil, da Guarda Civil Municipal (GCM) e da Prefeitura trabalham no resgate de crianças, idosos e animais. Luciano, um comerciante local, relatou: “Muitos imóveis estão alagados, e mantimentos foram perdidos com a inundação.” Mais de 300 desabrigados foram encaminhados para escolas municipais.  A Prefeitura da cidade decretou situação de emergência para acessar mais recursos, enquanto caminhões com ajuda humanitária chegam ao município. Meteorologistas indicam que as chuvas devem continuar nos próximos dias. (Renan Isaltino) Fonte: R7 Foto: Jornal da Record

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